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(pt) Congresso da IFA, 9-12 Abril, Besançon, França (it, en)

From Worker <a-infos-pt@ainfos.ca>
Date Fri, 2 Apr 2004 00:48:33 +0200 (CEST)


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A - I N F O S S e r v i ç o de N o t í c i a s
Notícias sobre e de interesse para anarquistas
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UMA LIBERDADE, UMA SOLIDARIEDADE E UM COMBATE DO TIPO VERMELHO E NEGRO

O clima de guerra "persistente, permanente", tornou-se uma presença
permanente nas nossas vidas quotidianas, com tudo o que isso
implica(manipulação da informação, propaganda, mentiras, repressão,
condicionamento psíquico, etc.). Os peritos em guerra de alta e baixa
intensidade, em todas as frentes, estão atarefados em restringir as
liberdades políticas e laborais, por vezes às claras, outras vezes,
não.No mundo "ocidental" a "guerra contra o terrorismo" tornou-se o
pretexto para o ataque crucial e determinado em todas as situações de
crise, em relação a todos os obstáculos que se atravessam no caminho do
sistema de poder internacional centrado no governo dos EUA, antes que
outros possam adquirir força para colocar em questão esta supremacia.Ao
nível mundial, a guerra de agressão ao Iraque e o massacre sem fim no
Médio Oriente continua a ocupar o centro das atenções, embora outros
possíveis teatros de conflito estejam a despontar e as guerras
"escondidas" continuam como dantes (do Sudão à Rep. Centro Africana, da
Tchétchénia à Colombia, do Burundi à Rép. Democrática do Congo, à Costa
do Marfim, a Chiapas ...). A vaga de violência terrorista que se abateu
recentemente sobre Istambul, Casablanca e Madrid - alimentada pelo mítico
e reaccionário projecto de nacionalismo pan-islamita e pela incapacidade
dos diversos componentes da burguesia árabe se emanciparem do controlo a
que estão submetidos pelos poderes imperialistas, tanto no Iraque, como
na Palestina -tem vindo a servir para simplesmente configurar uma
situação de cada vez maior barbárie, em que as classes exploradas e
oprimidas são obrigadas a pagar o preço.

A euforia que, após a queda do muro de Berlim, caracterizava a
"progressão magnífica" na globalização da economia, louvada do alto dos
céus pelo glorioso neo-liberalismo, está progressivamente a desbotar-se
em consequência da presente fase de recessão, marcada por uma contracção do
comércio, uma limitação dos movimentos financeiros e por estimativas
extremamente conservadoras para o desenvolvimento. É um re-dimensionamento
que está a obrigar as classes dirigentes a pôr em marcha políticas de
intervenção "pública" (ou seja, estatais) em ordem a conseguir fazer face
quer às exigências das suas políticas de guerra, quer aos processos de
reestruturação, com o efeito consequente da guerra se tornar a saída
inevitável da crise, nas relações internacionais.
Porém, isto ocorre num contexto em que o poderio militar dos EUA é tão
enorme que sugere uma nova fase no processo da globalização: uma espécie
de política imperial que força todos os outros Estados a um papel
subordinado, onde o presente sistema de integração é combinado com outro,
de competição.fO aviso de Bush - ou estão connosco ou estão contra nós -
é uma prova de que os EUA desejam impor-se, em qualquer sítio e em
qualquer momento, num mundo que se tornou mais complexo por causa da
globalização económica e por causa das suas intrigas (por vezes)
inconcebíveis. Intrigas que tiveram, em mais do que numa ocasião do
passado recente, a capacidade de condicionar tal vontade, mas que, desde
o ataque às Torres Gémeas, já não parecem consegui-lo.

Enquanto a globalização económica se tornou na cortina gigante que
esconde a re-definição em curso dos poderes e da sua hierarquia, o 11 de
Setembro rasgou em pedaços esta cortina, expondo, perante todos os
olhares, o controlo do mundo pelos grupos dominantes americanos, cujos
actos não podem nem devem ser sujeitos a um julgamento de qualquer
espécie.

Nesta situação, o movimento contra a globalização económica, contra as
multinacionais e os seus organismos, contra a guerra, foi forçado a
re-definir os seus objectivos e as suas práticas. Já não se pode limitar
aum pacifismo genérico ou a um protesto contra as entidades económicas
sem ter em consideração o quê e quem as apoia e que políticas estão a ser
levadas a cabo. Temos de dar um passo para a frente e fundamentar,
politica e socialmente as nossas propostas, a nossa raiva, a nossa
indignação. Temos de fazer reviver as propostas revolucionárias de
quebrar o poder político e económico e espalhar a ideia de auto-gestão.

No clima de "guerra civil", que tem sido cuidadosamente criado em ordem a
camuflar quem é realmente responsável e quem planifica, de forma a que
nos ataquemos uns aos outros, trabalhadores e povos, jovens e movimentos,
temos de ver claramente e pôr em evidência os perigos e armadilhas que
estão no caminho; por exemplo, o sempre presente perigo de nos
auto-restringirmos a uma base regional, nacional, étnica ou religiosa,
ficando assim prezas da lógica nacionalista.

Temos de estimular o internacionalismo. Este tem sido uma das forças
motrizes do presente período de lutas. Tem sido a luz mais consequente e
determinada dos elementos sociais mais radicais e libertários.
Tem de haver ligações no seio dos movimentos, quaisquer que eles sejam.
Tem de haver um diálogo entre as várias culturas políticas e ideológicas
que são parte desses movientos. Tem de haver um debate pleno entre os
vários actores dentro dos movimentos. Estes são e terão de continuar a
ser os instrumentos de qualquer acção que procure opôr-se à barbárie da
guerra, que procure enterrar a guerra e o sistema que a produz, de umavez
por todas. Mas temos de nos resguardar de cair na velha armadilha do
reformismo, das ilusões da social-democracia, que estão representadas nas
celebrações rituais de Porto Alegre e de Cancun.

Não faz sentido ter um internacionalismo que não possui sequer uma base
sólida, originada nas lutas nos "nossos" Estados, contra "os nossos"
sistemas de poder. Esta é, de facto, a melhor medida para avaliar o
efectivo desejo de transformação social dos diversos movimentos. Na fase
que estamos presentemente a atravessar, caracterizada (como é fácil de
ver) pela aceleração das políticas de cortes ou desmantelamento das
"garantias" sociais, vai ser crucial apresentarmos bem, inteligentemente
e energicamente as nossas ideias para o desenvolvimento e direcção do
movimento. O movimento tem de ser capaz de ultrapassar a encruzilhada de
oposição superficial e juntar em torno dele todos aqueles que já não
aceitam ser coniventes da violência quotidiana do sistema de poder, todos
aqueles que realmente acreditam que outro mundo não é apenas possível,
mas absolutamente essencial.

Os anarquistas em todo o mundo estão a dar a sua contribuição própria em
termos de actividade e de eficiência neste processo, trilhando de novo a
estrada da solidariedade, da organização e da luta vermelha e negra. É
uma estrada que a Internacional das Federações Anarquistas, criada em
1968, vai continuar a trilhar, pelo fortalecimento dos laços entre as
organizações membros e estimulando iniciativas conjuntas com todo o
movimento anarquista, plenamente consciente da riqueza e peculiaridades
de todos os envolvidos e na esperança de que possa desenvolver debates,
projectos e opções com base e objectivos comuns. O Sétimo Congresso da
Internacional, a realizar-se em Besançon de 10 a 12 de Abril, irá
consistir numa parte importante deste processo. Será uma oportunidade
para encontros, para troca de informações e de análises, para discutir a
evolução do sistema que nos oprime, dando campo para debatermos as nossas
estratégias e construírmos práticas comuns.

No presente, são organizações membros da IFA: a Federação Francófona
(França e Bélgica), o Fórum de Língua Alemã (Alemanha), a Federação
Ibérica (Espanha e Portugal), a Federação da Grã Bretanha e da Irlanda, a
Federação Libertária da Argentina, a Federação Checa e Eslovaca, a
Federação Búlgara e a Federação Italiana. A Associação dos Movimentos da
Rússia pediu a sua adesão à IFA. Além das organizações federadas, as
organizações seguintes confirmaram, até à data, que estarão presentes no
Congresso: a Comissão de relações Anarquistas (CRA) da Venezuela, a
Federação da Bielorússia e a Federação de Anarquistas Internacionalistas
da Sérbia. Saudações e mensagens de apoio foram recebidas da Workers
Solidarity Alliance de Nova Iorque e do Poznan Anarchist Group da
Polónia. Para consulta dos documentos, artigos de fundo e estatutos da
IFA: http://www.iaf-ifa.org.
Secretariado da IFA


Artigo publicado em Umanità Nova, N°.11 - 28 de Março de 2004
http://www.ecn.org/uenne

tradução de mb/ainfos




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