A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 40 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ _The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours | of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018 | of 2019 | of 2021 | of 2020

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(en) cab anarquista: Four controversies with reformism (ca, de, it, pt)[machine translation]

Date Wed, 21 Jul 2021 09:34:43 +0300


On June 28, the Marxist Valerio Arcary - a member of Resistance, an internal current of PSOL - published the text "Three classic controversies with ultra-leftism" in the Forum Magazine, in which he presents a negative and even dishonest view of thought and practices anarchists. ---- The Brazilian Anarchist Coordination operates in more than a dozen states in the country, through specific anarchist organizations, contributing to student, union, agrarian and community struggles, and building Popular Power against the capitalist, patriarchal and racist system. We feel the need to carry out the due criticism of this text, which we believe does not correspond to the facts. ---- 1 - Anarchism, insurrectionism and the reaction of the oppressed ---- Arcary opens his text citing an insurrectionary act performed by an anarchist. In a decontextualized way, he presents as an anarchist strategy to carry out these actions, which he judges to be negative.

First, just as in Marxism there are differences between currents, within anarchism this is no different. Although anarchism is not pacifist and recognizes that violence exists in society and in the dispute between forces - like all revolutionary socialist ideology -, historically, most anarchists did not support individual insurrectionary actions. Even when there was support, most anarchists also emphasized that these actions should take place in certain contexts. There have been far more anarchists building general strikes and social revolutions than dropping bombs individually as the center of strategy, and it's curious how Arcary ignores this fact. In Brazil, it was anarchist militants who built the first unions and promoted the 1917 Strike,

Second, the reaction of the oppressed cannot be compared with the violence of the oppressor. In the situation presented in Arcary's text, the US government had started a massive persecution against the Italian immigrant community, the labor movement and anarchist militancy. Sacco and Vanzetti, unjustly imprisoned, were sentenced to death in a sham and maneuvered trial. Regardless of the divergence of tactics, it is necessary to be careful with the public discourse so as not to foment the criminalization carried out by the State.

2 - Anarchism and Power
The association of Anarchism with a supposedly irrational and blind violence is not the only scarecrow in the text. Arcary then says:

"Na etapa histórica aberta pela restauração capitalista, ideias de inspiração anarquista, com vocabulário autonomista voltaram a ter influência na juventude. A mais poderosa é a utopia de que seria possível mudar o mundo sem lutar pelo poder. Esta utopia é regressiva. É um retorno romantizado à infância ideológica do movimento dos trabalhadores na Europa do século XIX."

Coloquemos as palavras em seus respectivos sentidos. O anarquismo não é contra o "poder", mas contra a dominação. Se anarquistas fossem contra a construção de uma forma de poder, não teriam participado e protagonizado revoluções no México (1910-1913), na Ucrânia (1919-1921), na Coreia (1929-1932) e na Espanha (1936-1939).

O que Arcary quer defender não é a necessidade de um poder popular ou da autogestão da classe trabalhadora, mas a conquista de posições dentro do Estado burguês. A estrutura estatal é uma forma de organização hierárquica e que reproduz relações de dominação. Conforme anarquistas sempre disseram, e a história confirmou, a burocracia estatal (políticos, juízes, generais, etc.) faz parte das classes dominantes, e é tão opressora quanto a burguesia capitalista.

Além disso, inúmeros anarquistas apontaram a necessidade de que táticas e estratégias estivessem de acordo com a realidade social, política, cultural e econômica. Está presente na Aliança de Mikhail Bakunin, na Plataforma Organizacional de Nestor Makhno e Ida Mett, no Especifismo da Federação Anarquista Uruguaia, entre outras experiências do passado ou do presente. Mas Arcary não para por aí. Diz:

"A narrativa liberal que nivela as ditaduras burguesas com os regimes estalinistas de partido único passou a ser hegemônica, diminuindo a influência do projeto socialista. Trata-se de uma falsificação histórica grotesca. Mas exerce muita pressão sobre a nova geração sobre diferentes formas, às vezes, uma identidade ‘antifa' que se engaja em uma estratégia de ‘ação direta'."

Em um parágrafo, Arcary consegue associar críticas de esquerda ao stalinismo com liberalismo e beirar a criminalização do movimento antifascista. Vamos por partes.

Primeiramente, "Antifa" é um movimento amplo e diversificado de combate ao fascismo, que vem ganhando força diante da ascensão de movimentos de extrema direita em diversos países. Não pode ser resumido a uma identidade, estratégia ou ideologia, como faz Arcary. Mais uma vez, a discussão é complexa. Num contexto em que o governo Bolsonaro prepara "listas de Antifas" e os associa ao terrorismo, isso deve ser tratado com mais responsabilidade.

Sobre os regimes stalinistas, é curiosa a afirmação vinda de um reconhecido trotskista. Se anarquistas e outros setores da esquerda realmente equiparassem, de forma acrítica e simplista, regimes burgueses e stalinistas, não veríamos socialistas anarquistas em manifestações, greves e ações do conjunto da esquerda, nas quais também estão presentes defensores do "socialismo soviético". Nenhuma organização anarquista tratou ou trata partidos marxistas da mesma forma que se deve tratar uma organização liberal, como o MBL ou o Partido NOVO.

No entanto, isso não deve impedir a justa análise crítica. Os regimes stalinistas perseguiram e assassinaram anarquistas e socialistas dissidentes, prenderam membros da comunidade LGBTQIA+, reprimiram greves e minorias étnicas, adotaram práticas imperialistas e muitas outras ações contrárias ao nosso projeto de libertação social. Afirmar, por um lado, que não se pode avaliar esses movimentos criticamente, para supostamente não fazer coro com a burguesia liberal, mas, por outro lado, condenar grupos de esquerda radical, fazendo justamente coro com a narrativa liberal - esta é a incrível façanha de Arcary.

3 - "Frente Única de Esquerda" ou eleições em 2022
O que está, enfim, por trás das críticas de Valerio Arcary? O cronograma eleitoral de 2022.

For the Resistance, its internal current of the PSOL, a broad front is needed around Lula's candidacy, and it is the duty of the entire left to direct its efforts to that end. It is not about defeating Jair Bolsonaro, preventing the destruction of rights or building a revolutionary process, but about rebuilding the class pact defended by PT and applied for more than a decade.

While Lula signals to the business community and the center, thinking of a future government with right-wing parties, Valerio Arcary believes that the working class should invest in this electoral path as the only alternative.

Class conciliation with bankers, rental parties, colonels, religious fundamentalists and other sections of the ruling classes was what led to the 2016 coup and the rise of pocketbookism. Lula and the PT promise nothing beyond that, and apparently Valerio Arcary doesn't either.

4 - Conclusion
We, the anarchists who make up the Brazilian Anarchist Coordination, believe in the need for social inclusion with the working class movements as a means of change. It is at the base, from the bottom up, that the fight takes place.

We do not agree with individualist alternatives as the center of political action, detached from the social struggles built with the group of popular classes. Much less with bureaucratized leaderships willing to curb advances in the struggle in exchange for seats in the state sphere, criminalizing more radical actions.

For us, direct action is also the people organized and actively participating, in assemblies in neighborhoods, factories, schools and on the streets, a people composed of women, LGBTQIA+, indigenous and black population, workers and workers in the countryside and the city. A direct action that organizes popular rebellion in the construction of a new world.

Brazilian Anarchist Coordination

Indications:

[Video]Understanding Especifist Anarchism: https://www.youtube.com/watch?v=7ueMrF5ytEw
Libertarian Socialism Magazine n.1: Our Conception of Popular Power - http://cabanarquista.org/wp-content/uploads/2020/04/revista-soli-1.pdf
Libertarian Socialism Magazine n.3: What is Anarchism? - http://cabanarquista.org/wp-content/uploads/2020/04/revista-soli-3.pdf
Libertarian Socialism Magazine n.4: Capitalism, State, Class Struggle and Violence - http://cabanarquista.org/wp-content/uploads/2020/10/revista-soli-4.pdf
Other CAB publications: http://cabanarquista.org/publicacoes/

https://cabanarquista.org/2021/07/16/quatro-polemicas-com-o-reformismo/
_________________________________________
A - I N F O S N E W S S E R V I C E
By, For, and About Anarchists
Send news reports to A-infos-en mailing list
A-infos-en@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-en
Archive: http://ainfos.ca/en
A-Infos Information Center