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(pt) Brazil, UNIPA: Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (ca, de, en, it, tr)[traduccion automatica]
Date
Fri, 17 Apr 2026 08:16:19 +0300
Neste 8 de março trazemos a memória todas as lutadoras sociais do nosso
passado e as de nosso presente, que encampam a luta pelo sindicalismo
revolucionário nas lutas territoriais, sindicais, populares, estudantis.
O 8 de Março é mais um dia de luta e denúncia, assim dentro de uma
sociedade capitalista, racista e patriarcal, precisamos falar sobre as
condições sociais das mulheres trabalhadoras, principalmente das
mulheres negras. Entre homens e mulheres todos participamos da sociedade
capitalista, no entanto não somos atravessados pelo capitalismo da mesma
forma. As mulheres negras ocupam os cargos menos prestigiados e mais mal
pagos no Brasil. De acordo com o DIEESE (2025) no Brasil, o rendimento
médio das mulheres negras é 53% menor que o dos homens brancos. Isso
significa R$ 30.800 a menos por ano nos rendimentos das mulheres. Entre
os ocupados com ensino superior, a diferença média era de R$ 58 mil
anuais. Ainda de acordo com o Dieese 24 milhões de lares (30%) no Brasil
são chefiados por mulheres negras.
A escala 6×1 na vida das mulheres e o trabalho não remunerado
Embora pertençamos a mesma classe que nossos companheiros homens, somos
exploradas de maneiras diferentes. Como exemplo disto podemos citar: as
exaustivas jornadas de trabalho, do qual nem podemos chamar de dupla
jornada, tendo em vista que muitas temos 4 ou 5 jornadas de trabalho,
que cruzam entre si, como o trabalho remunerado, o trabalho doméstico, o
trabalho materno, o trabalho de cuidado com os familiares, dos quais já
discutimos em outros comunicados.
Essas condições vão ao extremo quando pensamos nas mulheres que
trabalham na escala 6×1, pois o único dia que teria para "descansar" e
"repousar" fica para o trabalho da organização da semana com fardas
escolares limpas, comida feita para o restante dos dias, roupas para
lavar, dobrar e engomar.
O Estado e a burguesia lucram em cima do trabalho das mulheres, pois
nutrimos e sustentamos boa parte da classe trabalhadora. O trabalho
realizado no âmbito doméstico compõe o lucro do patrão. Mas não é
reconhecido como trabalho para o capital, pois este trabalho que ocorre
dentro das paredes de nossos lares não é remunerado, por isso também é
bastante invisibilizado e desvalorizado.
Pela vida das mulheres trabalhadoras! Vivas nos queremos!
Além de todo o contexto de precarização precisamos chamar a atenção para
o avanço do conservadorismo que carrega consigo valores do patriarcado
no qual os homens precisam dominar as mulheres. Então, a nossa sociedade
também se organiza em torno disso podemos perceber isso quando os homens
ganham mais que as mulheres executando os mesmos trabalhos, quando todo
o trabalho doméstico vira uma cobrança para as mulheres, quando o
cuidado com os familiares é visto como uma atividade feminina.
Entendemos também que a natureza do Estado é patriarcal, o Estado também
deve ser responsabilizado quando permite que as mulheres sejam
violentadas, quando não prioriza a política de segurança para as
mulheres e quando dá imunidade a agressores de mulheres ou mesmo quando
secundariza a pauta das mulheres.
A violência contras as mulheres é um reflexo de uma sociedade que
privilegia os homens. É cada vez mais alarmante o número de feminicídios
ocorridos no Brasil. De acordo com Relatório Anual De Feminicídios No
Brasil, realizado pela Universidade Estadual de Londrina, em 2025 foram
6094 feminicídios consumados e tentados contra a vida das mulheres. um
aumento considerável de casos em todos os meses de um ano para o outro,
somando 34% de aumento em 2025, em relação ao ano anterior, já que 2024
somou 5.150 feminicídios consumados e tentados.
Temos convocado atos nas ruas que, muitas vezes, são estruturados por
partidos políticos que dizem ser contra a violência contra a mulher, mas
transformam estes momentos de revolta e denúncia em manifestações
festivas. Não temos nada a festejar, temos muito revolta contida em
nossos corações e precisamos gritar por nossas vidas. Não são raros os
sentimentos que nós vivenciamos de insegurança tanto em relacionamentos
afetivos, dos quais muitas vezes somos vítimas quando não desejamos dar
continuidade a relação ou quando decidimos não abrir mão de nós mesmas.
Deste modo, não podemos esperar apenas pelas políticas públicas que
apesar de inibir a violência contra as mulheres, não consegue nos dar
plena segurança de ir e vir. Assim, acreditamos na auto-organização das
mulheres do povo, com a criação de Comitês de Autodefesa de Mulheres,
nos quais as mulheres se sintam fortalecidas para denunciar as diversas
formas de violência que vivenciam e consigam aprender técnicas de
autodefesa que lhes garantam a vida. É preciso também que os nossos
companheiros trabalhadores reflitam sobre sua formação masculina e
percebam os pontos nos quais também reproduzem violência contra as
mulheres e que fortaleçam as companheiras em suas pautas de luta, seja
criando espaços de discussão ou estudando individualmente como a sua
masculinidade pode ser reconstruída a ponto que as companheiras se
sintam seguras dentro de sua própria classe. A segurança das mulheres
trabalhadoras deve ser garantida pela classe a qual pertence.
Neste 8 de março reforçamos a nossa crença no potencial da fúria
revolucionária das mulheres do povo, principalmente por entender que a
luta da mulher é sempre uma luta coletiva. A mulheres estão nas
trincheiras na luta por terra e moradia, estão na luta dos sindicatos,
dos movimentos populares e cada vez mais precisam colocar a luta
coletiva pela segurança de suas vidas.
Pela autodeterminação das mulheres!
Vivas nos queremos!
A luta do povo é a luta da mulher!
Ousar lutar, Ousar vencer!
Pela fúria revolucionária das mulheres!
https://uniaoanarquista.wordpress.com/2026/03/08/dia-internacional-da-mulher-trabalhadora/
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