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(pt) France, Comunicado de imprensa da UCL - Ressaca para o LREM e derrota ao sabor da vitória para o RN (ca, de, en, fr, it, tr)[traduccion automatica]

Date Fri, 1 Jul 2022 08:42:17 +0300


Este é o banho frio para o acampamento presidencial. Se o LREM e seus satélites conseguiram evitar o cenário de coabitação com o NUPES que os tornava um pesadelo, não conseguiram obter maioria absoluta com sua coalizão. A primeira na história da V República desde a transição para o quinquênio e a reversão do calendário eleitoral em 2002! Embora estejam enfraquecidos por essa desautorização que ocorreu logo após sua reeleição, é provável que o presidente Macron e seu partido procurem inventar uma farra com a direita mais tradicional ou mesmo com a extrema direita para salvar seu mandato de cinco anos e barrar o caminho para a esquerda social-democrata. Então lá vamos nós de novo para cinco anos de violência social e policial, destruição ecológica, desprezo pelas demandas feministas e antirracistas. E para nós, cinco anos de luta onde a UCL estará presente e combativa.

Para LREM, não é uma falha, mas não funcionou
Esses resultados ruins confirmam que Macron não tem apoio popular e que parte de seu eleitorado de 2017 se afastou dele seguindo suas políticas. Ele terá, portanto, que redobrar seus esforços para flertar com seus partidários mais racistas e mais reacionários, próximos ao Manif pour Tous, ao serviço dos patrões e dos acionistas. Porque se o LREM tem alguma dificuldade em chegar a um acordo com o bloco LR, que está determinado a manter sua independência na Assembleia enquanto defende o mesmo projeto neoliberal, há poucas dúvidas de que eles encontrarão um terreno comum em sua islamofobia. Tendo em vista que o LREM e o resto da direita não se importam com a retenção de dois homens acusados de estupro, amplamente reeleitos, e um notório anti-metoo em seus cargos de ministros, é claro que o A "grande causa do quinquênio", a igualdade de gênero, será novamente amplamente ignorada. Desprezo pelas demandas do movimento social e ecologia, arquivamento, repressão, autoritarismo, esse é o cardápio para os próximos cinco anos. E isso enquanto a inflação nos afeta a todos e apesar do fortalecimento da crise climática... Bom apetite.

A explosão da "barragem republicana"
Como resultado de décadas de normalização de seus discursos e práticas políticas, o Rally Nacional, que já havia experimentado um aumento no primeiro turno de 5,5 pontos percentuais em relação a 2017, obteve um número recorde de 89 deputados enquanto não teve apenas 8 anteriormente! O RN torna-se assim a terceira força política na Assembleia Nacional, e até mesmo o primeiro partido da oposição à frente da LFI se isolarmos cada partido membro da coligação eleitoral do NUPES. Sem dúvida, a "barragem republicana", cuja fragilidade se faz sentir cada vez mais desde 2017, está morta e enterrada. À força de repetir todos os seus temas e elementos de linguagem, e descartar a esquerda social-democrata e a extrema-direita consecutivamente, o LREM e todos os meios de comunicação que participaram de sua banalização carregam uma pesada responsabilidade nessa partitura histórica do RN.

Diante dessa dramática ascensão da extrema direita, as próximas eleições não poderão nos salvar. Somente uma poderosa mobilização social e trabalho de base podem derrubá-lo. Devemos combatê-la onde quer que ela se estabeleça, seja em nossas ruas ou em nossos locais de trabalho, e opor-lhe um projeto social verdadeiramente emancipatório que realmente responda ao sofrimento vivido pelo proletariado.

Abstenção, ainda a primeira festa na França
Porque mais uma vez, a abstenção atesta que os projetos propostos nas urnas não lhe agradam, apesar de uma ligeira queda em relação ao segundo turno em 2017 (53,77% contra 57,36%). É difícil para os partidos na Assembleia se congratularem por sua pontuação quando há apenas 22,4 milhões de pessoas de 48,7 milhões de inscritos nas listas eleitorais, e especialmente de 67 milhões de habitantes, que votaram neles. Essa pontuação mais uma vez historicamente alta de abstenção confirma uma forte tendência de desconfiança em relação às instituições e ao pessoal político, particularmente entre as classes trabalhadoras, apesar das tentativas sustentadas de mobilizar jovens e bairros populares pelo NUPES.

Sem demissões... estamos nos organizando!
Se o resultado terrivelmente alto demais do RN tem o efeito doloroso de um tapa, o momento não pode ser de derrotismo. Mais do que nunca, virar a mesa o mais rápido possível torna-se imperativo. A urgência é a auto-organização e a mobilização geral de nossa classe para fortalecer nossos contrapoderes que são os sindicatos de luta, os coletivos ambientalistas, antirracistas e feministas.

Só com estes é possível estabelecer um equilíbrio de poder e derrubá-los contra o Estado e o Capital.

O desejo por outro mundo é real, livre-se da neve e da corrida da violência. Isso se materializa em muitos movimentos de reivindicação que se desenvolvem longe das eleições de domingo: funcionários de muitas empresas, feministas, LGBTI, antirracistas, ambientalistas... Nosso papel como ativistas comunistas libertários é ajudar a coordenar e expandir essas lutas. Nunca é tarde para se juntar à batalha, camaradas!

Para salvar a sociedade do patriarcado, do racismo e do capitalismo mortal que envenenam nossas vidas, podemos impor um real equilíbrio de poder, não pelas urnas, mas pela luta! Para os próximos cinco anos e até a vitória de nossa classe, há apenas uma diretriz: vamos nos organizar e sindicalizar!

Liga Comunista Libertária, 21 de junho de 2022

https://www.unioncommunistelibertaire.org/?Gueule-de-bois-pour-LREM-et-defaite-au-gout-de-victoire-pour-le-RN
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