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(pt) Brazil, OASL, 8 de Março 2022 e Anarquia (ca, de, en, it)[traduccion automatica]

Date Sun, 20 Mar 2022 08:38:30 +0200


Há dois anos vivemos em um contexto de intensificação da morte e adoecimento de trabalhadoras. Temos visto de perto, nos locais onde atuamos, uma crise social inexorável devastar a vida e irradiar a miséria entre as de baixo; desde os campos até as favelas, das escolas às universidades, da fábrica ao home-office, a história demarca no presente como ser mulher é ser vítima de um sintoma social. Dupla, tripla, quádrupla, quíntupla jornada de trabalho, pois o serviço principal que devemos à sociedade é justamente a posição social e política que este gênero ocupa. Como o trabalho de Sísifo, destinadas até a última fronteira do Capital e do Estado à exaustão de carregar o mesmo fardo, infinitamente, para atestar o lugar que ocupamos nesta pirâmide.
Por isso acontece de recebermos notícias de companheiras que, abaladas por essa estrutura, se afastam ou se desiludem da luta, engolidas pelo cotidiano social, se desencontram dos movimentos e organizações políticas. Nesse cenário nos perguntamos: o que significa em 2022 sair às ruas no dia 8 de Março?
Enquanto assistimos ao individualismo se corporificar de baixo do concreto, as empresas absorverem abstratamente as "causas femininas" e a eleição assaltar os debates políticos, a sensação imediata é que a conjuntura atual, favorecendo os de cima, fez sucumbir a luta das mulheres aos limites que o capitalismo propõe, transformando o passo essencial das grevistas russas em um momento de celebração das mulheres burguesas. A impressão é que perdemos o componente principal que dá razão ao dia 8 de Março: o da luta de classes como um diagnóstico que delimita os objetivos da resistência de Louise Michel, Lucy Parsons, Marina Ginesta e Elvira Boni contra os objetivos de Harriet Taylor, Suzanne La Follette e Eleanor Roosevelt, pois o que define nossa libertação é supressão das dominações políticas e sociais, de uma ruptura para a construção de uma sociedade emancipada.
Retomemos os princípios da luta das russas, das espanholas, das zapatistas e façamos o movimento das mulheres curdas e das mulheres indígenas brasileiras pela autodeterminação dos povos, um espelho para nossa atuação. Façamos frentes e comitês que pautem as questões feministas a fim de convertê-las em questões universais da camada popular. Para as companheiras libertárias esta data, neste momento em que vivemos, deve ser o despertar da consciência coletiva, de que a independência de classe e auto-organização das comunidades rurais e do centro, dos sindicatos e das escolas são a única alternativa de defesa da vida e de dignidade que nós temos. Pois a frente ofensiva que tornará possível as barricadas revolucionárias é construída na reação à conciliação de classes e ao fenômeno do particular, da tentativa burguesa de destruir nossa luta universal enquanto classe proletária, que se torna eloquente e tem por objetivo fragmentar nossas reivindicações e lutas. Façamos do dia 8 de Março um levante contra a fome, uma manifestação em chamas contra as mortes que nestes últimos dois anos têm assolado a esperança de tantas mulheres.
¡ARRIBA LAS QUE LUCHAN!

Organização Anarquista Socialismo Libertário - OASL

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