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(sup) (pt)A Criação Proudhoniana

From a-infos-pt@ainfos.ca
Date Mon, 1 Mar 2004 14:52:45 +0100 (CET)


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A - I N F O S N E W S S E R V I C E
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
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Apresentamos a Actualização de Fevereiro do site
http://www.franciscotrindade.com
Com a introdução de um novo texto intitulado
A Criação Proudhoniana
Procurar pelo link Novidades
Segue-se excerto do texto que pode ser lido na íntegra em
http://www.franciscotrindade.com.
Responsável técnico máximo, como de costume
José Carlos Fortuna.

Se a fecundidade de uma hipótese é verificada pela sua margem de
insucesso, devemos aplicar esta regra à hipótese que tínhamos proposto e
medir que naquela medida aplica-se aos escritos de Proudhon que não dizem
respeito directamente à filosofia política. A nossa hipótese parece dar
conta adequadamente do projecto anarquista e federalista, da concepção
dos equílíbrios económicos, da teoria da revolução, mas ela não dá conta
e ao mesmo título de todas as proposições de Proudhon, já que ela não
pode explicar inteiramente o acto de criação de um génio particular.
Não se saberia considerar por exemplo, os trabalhos económicos de
Proudhon como o simples reflexo de uma estrutura social operária. Se o
Sistema das Contradições Económicas é construir, como nós tínhamos ensaio
de o mostrar, a partir de uma percepção operária de exterioridade do
sistema capitalista e de um conhecimento de exploração, ele desenvolve-se
apoiando-se sobre uma vasta informação ao exterior da experiência
primitiva. Proudhon participa assim em muitas culturas, utiliza uma
informação provida pela "ciência burguesa" e procura contestá-la a partir
da classe na qual ele faz de porta-voz. E ele até procura utilizar
esquemas da lógica hegeliana para justificar as suas próprias estruturas
lógicas. Não se saberia também pretender sem outra precisão que o
pensamento proudhoniano se encontra " determinado" pela sua participação
no meio dos artesãos assalariados como se o conhecimento destas
homologias podia nos livrar de todas as chaves da obra. Mais validamente
poder-se-ia rodear aqui a criação proudhoniana que funciona a partir de
um conjunto de intuições fortemente coerentes e prolonga-se pela
assimilação polémica de uma cultura científica saída de um outro meio
social. Este tipo de invenção manifesta-se muito claramente na Primeira
Memória onde Proudhon lança à partida, como um desafio, a intuição
operária do roubo capitalista, analisa brevemente o seu mecanismo, depois
expõe para os confundir os argumentos desenvolvidos pelos meios
conservadores. A hipótese sociológica coloca aqui em reflexão, não a
totalidade das razões, mas as certezas iniciais que delimitam, no seio da
reflexão, a verdade e o erro, o "real" ou seja a justiça e a mutualidade,
e a aberração.

Saudações proudhonianas
Até breve
Francisco Trindade




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