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First few lines of all posts of last 24 hours
(sup) (pt) A Razão Pública e o Conflito
From
"Francisco Trindade" <ft@franciscotrindade.com>
Date
Sun, 7 Dec 2003 20:24:13 +0100 (CET)
________________________________________________
A - I N F O S N E W S S E R V I C E
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________
Apresentamos a Actualização de Dezembro do site
http://www.franciscotrindade.com
Com a introdução de um novo texto intitulado
A Razão Pública e o Conflito
Procurar pelo link Novidades
Segue-se excerto do texto que pode ser lido na íntegra em
http://www.franciscotrindade.com.
Responsável técnico máximo, como de costume
José Carlos Fortuna
Uma proposição poderia resumir só por si a problemática de A Justiça na
Revolução e na Igreja. Ela provém do oitavo estudo deste livro, onde
Proudhon escreve: "assim a necessidade e a liberdade estão
antiteticamente unidas, são dadas à priori, pela metafísica e
experiência, como a condição essencial de toda a existência, de todo o
movimento, de todo o fim, partindo de todo o saber e de toda a moralidade
". (1)
O autor falava um pouco antes da "primeira antinomia", da
"polaridade do universo". Necessidade e livre arbítrio estão por vezes
opostos e unidos, opostos na união ou unidos na oposição. Entre eles
reina, senão o conflito, no mínimo a tensão, uma tensão entre pôlos
irreconciliáveis. A hipótese segundo a qual existe um livre arbítrio dá
conta da existência das ciências da natureza e da existência da
humanidade. A necessidade reenvia ao que é possível chamar de "força das
coisas", a razão das coisas: a razão sendo ela inerente às coisas,
necessidade objectiva da natureza.
O homem é o único ser que escapa a esta necessidade da
natureza:
ele não é determinado, mesmo por sua própria natureza. Assim ele não é
dirigido por um instinto, como a abelha ou o castor. O vazio e a
distância internas que o caracterizam neste sentido, não constituem
portanto nem uma fuga fora da ordem natural, nem uma independência
relativamente à natureza. Não é a contemplação da natureza, mas, 1) a
acção sobre ela; 2) a troca de linguagem com outros a este propósito, que
permitem decifrar a necessidade natural, as suas leis, de criar as
ciências da natureza: noutros termos, em descobrir a razão natural. Mas
nem tudo depende das ciências da natureza.
Saudações proudhonianas
Até breve
Francisco Trindade
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