A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Castellano_ Català_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Português_ Russkiy_ Serbo-croatian_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Català_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe
First few lines of all posts of last 24 hours

(sup) (pt) A Federação das Nações como Alternativa à Mundialização

From "Francisco Trindade" <ft@franciscotrindade.com>
Date Wed, 24 Sep 2003 11:34:48 +0200 (CEST)


________________________________________________
A - I N F O S N E W S S E R V I C E
http://www.ainfos.ca/
http://ainfos.ca/index24.html
________________________________________________

Se nos interessarmos pelo problema da mundialização em Proudhon, é
necessário referirmo-nos ao Sistema das Contradições Económicas, no
capítulo intitulado "A Balança do Comércio". A perfectibilidade
progressiva da Humanidade é aí mencionada como o fundamento último da
necessidade da liberdade do comércio:

"Vamos direitos ao fundo da questão: a humanidade é progressiva; é aí o
seu traço distintivo, o seu carácter essencial. Por conseguinte o regime
celular era inaplicável à humanidade e o comércio internacional era a
condição primeira, e sina qua non, da nossa perfectibilidade.

Do mesmo modo que o simples trabalhador, cada nação tem necessidade de
mudança: é deste modo que ela se eleva em riqueza, inteligência e
dignidade. Tudo o que dissemos da constituição do valor entre os membros
duma mesma sociedade é igualmente verdadeiro entre as sociedades. O
comércio entre nações deve ser o mais livre possível, a fim que nenhuma
sociedade não seja excomungada do género humano.

Uma prova não menos conclusiva da necessidade do comércio livre deduz-se
da liberdade individual segundo o princípio da apropriação individual e
da igualdade civil, a lei não reconhece nenhuma solidariedade (nacional)
de produtor a produtor, não mais que de empregador a assalariado, nenhum
explorador tem o direito de reclamar, a subordinação ou a opressão dos
outros monopólios."

Respeitando este texto, notaremos em primeiro lugar lado a lado duas
linhas de argumentação, uma nacional - federal, outra individualista;
portanto, não foi tomado nenhum cálculo, o que é bastante surpreendente,
se o sonho do Proudhon teórico é a força colectiva. Os indivíduos como as
nações são membros particulares da humanidade enquanto totalidade, as
nações sendo membros colectivos. Segundo estas duas linhas de
argumentação, podemos dizer: "Em resumo, a teoria do comércio
internacional não é que uma extensão da teoria da concorrência entre os
particulares". Em virtude desta teoria, os actores da economia, quer se
trate de indivíduos ou de nações, são perfeitamente independentes e não
solidários. Isto significa que uma tendência à desolidarização está
emanente à liberdade do comércio:

"Não é coisa evidente, que a liberdade do comércio, ao suprimir todo o
entrave às comunicações e às trocas, rende por isso o campo mais livre a
todos os antagonismos, sendo o domínio do capital, generaliza a
concorrência, faz da miséria de cada nação, do mesmo modo que da sua
aristocracia financeira, uma coisa cosmopolita, donde a vasta rede,
doravante sem cortes nem soluções de continuidade, abraça nas suas malhas
solidárias a totalidade da espécie."

A liberdade do comércio degenera num "sistema de monopólios engrenados".
Proudhon põe o acento sobre o facto que:

"A liberdade absoluta do comércio, com a manutenção dos monopólios
nacionais e individuais, não somente não é uma causa de riqueza, pois que
com uma parecida liberdade o equilíbrio entre as nações é destruída, e
que sem o equilíbrio não há verdadeira riqueza; mas ainda uma causa de
enriquecimento e de penúria. O equilíbrio uma vez rompido, a subversão
faz-se sentir de todas as partes."

Apresentamos a Actualização de Setembro do site

http://www.franciscotrindade.com

Com a introdução de um novo texto intitulado

A Federação das Nações como Alternativa à Mundialização
Procurar pelo link Novidades

Segue-se excerto do texto que pode ser lido na íntegra em
http://www.franciscotrindade.com.

Responsável técnico máximo, como de costume

José Carlos Fortuna.

Saudações proudhonianas

Até breve

Francisco Trindade




********
The A-Infos News Service
News about and of interest to anarchists
********
COMMANDS: lists@ainfos.ca
REPLIES: a-infos-d@ainfos.ca
HELP: a-infos-org@ainfos.ca
WWW: http://www.ainfos.ca
INFO: http://www.ainfos.ca/org

To receive a-infos in one language only mail lists@ainfos.ca the message
unsubscribe a-infos
subscribe a-infos-X
where X = en, ca, de, fr, etc. (i.e. the language code)