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(pt) federacao anarquista gaucha - Greve do magistério RS 2019: balanço e perspectiva faguista

Date Tue, 24 Dec 2019 09:18:56 +0200


Entre peleias mil nesse 2019, veio a Greve do CPERS. Fazendo um balanço da greve, gostaríamos de fazer uma breve retrospectiva: pré-greve, durante e pós-greve. ---- Iniciamos o ano com ataques de todos os lados. No cenário Nacional, vemos duros golpes desferidos na classe oprimida seguindo a política neoliberal do Chicago Boy Paulo Guedes. Nos nosso pagos, os ataques chegam via desmonte dos serviços públicos. ---- No entanto, mesmo sabendo que uma luta dura se avizinhava, pouco se mobilizou até a entrada em greve propriamente dita. Desde abril, estávamos em estado de greve, e ainda assim não fomos às escolas conversar com as bases. Estoura a greve e lá estamos nós correndo atrás do tempo perdido. ---- No entanto, por mais que não tenhamos feito um efetivo trabalho de base, trabalho de ir até as escolas escutar e discutir o que estava por vir, a greve irrompe com força, tanto na categoria como com apoio popular.

O magistério é empurrado para a Greve por suas condições precárias de trabalho e com o Pacote proposto pelo governo vai tornar ainda mais precárias as condições de manter-se na carreira docente.

Direções sindicais acusam bases de não terem consciência, enquanto bases acusam o Sindicato de jogo político-eleitoral. Mas, apesar de tudo isso a greve é forte; o Pacote da Morte mexe de forma tão profunda e agressiva com os direitos historicamente conquistados pelo professorado que, inclusive, quem nunca fez greve aderiu à briga.

Cabe destacar que essa greve se constitui um marco na luta contra o Neoliberalismo. O pacote segue à risca a cartilha neoliberal de políticas de Austeridade, cortes nos serviços públicos e forte incentivo à iniciativa privada (isenções fiscais, alívio das dívidas para os grandes devedores do Estado, sem contar a Lei Kandir que só favorece o latifúndio). Seguindo a cartilha, já perdemos garantias previdenciárias; o segundo round será para cima do plano de carreira, possivelmente só pra segunda metade de janeiro.

A incógnita é: e depois? A principal pauta de reivindicação era a retirada do Pacote na íntegra. Se o restante do pacote for aprovado, batalha perdida. E talvez isso abra margem para pensar um novo sindicalismo, pois as críticas condições de mobilização que vemos hoje, são as consequências sentidas e os limites de uma dinâmica sindical pautada pela via social democrata.

A via que aposta nas conversas em gabinetes e câmaras, com ameaças eleitoreiras a deputados e vereadores, e deixa de lado o debate efetivo com aqueles que estão dispostos a luta. Via que prefere a conciliação do que apostar na força de um dos maiores sindicatos da América Latina. Talvez tenhamos aí um ponto crucial para os próximos tempos. A retomada pela base do poder combativo e de resistência de um sindicato histórico, que fez seu nome em tempo árduos da Ditadura Cívico-Empresarial-Militar. Lembrar que, com inimigo, não tem conversa, tem é luta.

Pacote sai do regime de urgência, categoria suspende a greve? E mobiliza novamente quando o pacote voltar? Ou a greve segue até a retirada definitiva do que sobrou do pacote? Num plano ideal, mesmo derrubando o pacote na íntegra, temos duras batalhas pela frente: OS's, PPP's, escola cívico-militares, municipalização, terceirização, Reforma do Ensino Médio... Essa é uma primeira batalha nessa nova etapa no avanço neoliberal.

Nesse momento cabe fortalecer a luta do magistério, mas sem deixar de fazer a devida crítica. Cabe também pensar o sindicalismo de amanhã, para não precisarmos pautar nossas lutas pelo ritmo do ataque do governo nem enxugar gelo como tem acontecido. A luta do Funcionalismo Público do RS, e em especial a luta dos servidores da educação, representam hoje a luta contra o projeto neoliberal que varre o mundo contemporâneo.

Não tá morto quem peleia!
Defender a educação nas ruas!
Nossas urgências não se negociam no diálogo com os deputados!
Falta dinheiro pra educação porque sobra pra repressão!

https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2019/12/21/greve-do-magisterio-rs-2019-balanco-e-perspectiva/
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