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(pt) France, Alternative Libertaire AL #286 - Nem Deus nem professor: Belém do Pará e a escola racionalista (en, fr, it)[traduccion automatica]

Date Fri, 5 Oct 2018 08:45:20 +0300


Aqui estamos nós. O movimento iniciado por Francisco Ferrer, e que sua morte injusta irá fortalecer, dá origem a várias criações de escolas no mundo. ---- A Amazônia está neste momento em plena expansão econômica. Suas capitais Belém e Manaus estão em plena expansão graças à exploração da seiva da seringueira que dá a borracha e todos os seus derivados. Mas como e graças a quem poderia esta aventura de educação libertária ser lançada em terras onde os anarquistas da Europa vieram para semear as sementes da revolta, da luta de classes para repelir a exploração selvagem dos comerciantes de látex ? ---- Em 1917, o Brasil experimentou uma greve geral sem precedentes e sua capital econômica São Paulo e o porto de Santos, ponto de embarque para mercadorias enviadas a países do norte e o porto de chegada de muitos migrantes europeus em busca de oportunidades para para acabar com a fome e as privações de todos os tipos, ficam paralisadas há semanas. Entre esses migrantes que enchem as pontes e os porões de navios chega um grande número de militantes anarquistas. Ferrer está morto há oito anos e a Europa está morrendo sob as bombas que seus governantes irresponsáveis estão chovendo sobre o proletariado engajado sob a bandeira da terra natal devorando seus filhos ... No Oriente, a notícia de uma revolução dos conselhos de fábrica e de soldados, mas aqui é de fato a greve geral que é o instrumento de desafio para os dominantes.

Enquanto isso, em Belém, dois anos após essa greve e cinco anos antes da abertura deste campo, os anarquistas do norte do Brasil mostram que seu trabalho tem um forte propósito criativo, o de emancipar as classes trabalhadoras através da educação, seguindo os princípios do pioneiro catalão.

Como havíamos previsto em nossas reuniões anteriores, havia de fato uma escola Francisco Ferrer em Belém. Foi inaugurado na segunda metade de outubro de 1919, dez anos após a morte de seu inspirador e foi o resultado da luta dos sindicalistas anarquistas da época. Ela recebeu o apoio de certas personalidades das cartas amazônicas da época, como o poeta Bruno de Menezes. Seu lugar de fundação atendeu às necessidades das classes populares da capital do Pará e foi em um dos bairros mais prolíficos da cidade, o Jurunas, que ainda hoje acolhe os migrantes internos de um êxodo rural que despovoam infinitamente o campo e a floresta, nas mãos dos fazendeiros, esses grandes proprietários de terras não cultivadas são de fato proibidos às famílias dos trabalhadores rurais. Localizada às margens do rio Guajará, é por isso a populações muito precárias e frágeis, à cultura popular por outro lado muito forte, impressionado de todos os mitos de origem tupi, os povos nativos da região, que dedicaram esta escola onde a mistura não era apenas entre meninos e meninas, mas também entre famílias urbanas e rurais, da floresta, do rio ou da metrópole.

Aqui a educação libertária estava realmente em contato com a diversidade original de uma região de fortes contrastes. Os sindicatos de motoristas (valetiers de famílias abastadas no centro da cidade), sapateiros e outros vieram apoiar a aprendizagem emancipatória das populações recém-chegadas no caos da selva urbana.

Outro mundo, em suma.

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http://www.alternativelibertaire.org/?Ni-Dieu-ni-maitre-d-ecole-Belem-do-Para-et-l-ecole-rationaliste
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