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(pt) uniao anarquista UNIPA: Causa do Povo n° 78: Rio de Janeiro como Laboratório: Avança o Militarismo e a Tirania!

Date Tue, 2 Oct 2018 09:01:04 +0300


O tambor e o repique mal pararam de tocar anunciando o fim do carnaval e as vozes da imprensa já bradavam pelo aumento da violência durante o feriado. Enquanto cariocas e fluminenses, assistiam o futebol, se livravam da ressaca e ouviam o céu desabar em uma chuva que durou horas e inundou casas e ruas, a voz no rádio avisava: "não saiam de casa, o Rio está sitiado". Parecia o prenúncio para o dia seguinte quando o governo de Michel Temer decidiu aplicar o mecanismo da Intervenção Federal no Rio de Janeiro para combater a suposta violência que assolava o Estado. ---- Com a publicação do decreto, a área da segurança do Estado do Rio de Janeiro passou a ser gerida diretamente pelas Forças Armadas com militares de alta patente ocupando cargos na gestão. O que estava por trás disso? O Rio de Janeiro novamente se tornava laboratório para o teste de mecanismos de repressão e para o ensaio geral de um fechamento do Estado.

Nos primeiros dias, a imprensa se perguntava: "Qual é o plano?" E as autoridades se esbaldavam na sua verborragia típica para encobrir o seu real plano: Matar a juventude pobre e negra e manter a população do Rio de Janeiro sob forte vigilância e repressão.

Completando 6 meses em agosto, a Intervenção Federal (e Militar, afinal) se mostrou um grande instrumento para o aumento do genocídio nas favelas e no aumento do terrorismo de Estado. Nesse tempo, uma vereadora, Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados no mês de março e até agora nada foi solucionado.

Cabe-nos, como revolucionários, fazer uma análise da Intervenção e buscar pontos que nos permitam vislumbrar caminhos para atuar em terreno tão pantanoso e nocivo para a classe trabalhadora.

A Lei 13.491/17 abre um novo cenário para a repressão

Colocando na esfera da Justiça Militar as mortes de militares contra civis, a Lei 13.491 criou um novo cenário para a repressão em sua sanha de matar. Praticamente uma licença para matar, a lei 13.491 permite que os assassinatos e chacinas promovidas por militares durante suas missões em favelas do Rio sejam investigadas e julgadas somente pelos seus pares, os tribunais militares.

Já tivemos exemplo da aplicabilidade dessa lei no Rio desde 2017 com a chacina do Salgueiro, onde 7 pessoas foram mortas em condições não esclarecidas por militares das forças especiais do Exército. As investigações do Ministério Público e até da Polícia Civil estão travadas pela falta de informações, já que o Exército se nega a esclarecer.

Em maio de 2018, já com a intervenção, Diego Augusto Ferreira foi assassinado ao furar uma blitz na Vila Militar atingido por um tiro desferido por um militar. O caso seguiu para a Justiça Militar. Ou seja, os militares podem matar à vontade, montar seu teatro circense que chamam de "Justiça" e depois se parabenizarem nos porões da Vila Militar e do Comando Militar do Leste.

Com a Lei e a Intervenção se tornou rotina as operações que terminam com mortos, onde não sabemos quantos, seus nomes e as justificativas. Um exemplo é a operação realizada no complexo de favelas do Lins, zona norte do Rio, onde os relatos de moradores indicam vários mortos, porém a imprensa só divulga a morte do chefe do tráfico como um prêmio.

Os números da Intervenção

Desde que entrou em vigor, a Intervenção foi responsável pelo aumento do assassinato da população fluminense a custos exorbitantes. As operações só servem para manter a população sob medo, morte e desespero.

De fevereiro até julho, segundo o Observatório da Intervenção, houve o aumento em 80% em chacinas, tendo 126% de aumento nas mortes ocorridas nesse tipo de evento. Os tiroteios e disparos aumentaram em 37%. Segundo o balanço do Fogo Cruzado RJ, foram registrados 4.005 tiroteios e disparos, com 637 pessoas mortas, sendo 235 decorrentes de ação policial.

Os 6 meses de Intervenção com suas operações que só levam à morte do povo demonstra bem qual são as intenções dos setores da burguesia que hoje dirigem o Brasil. Para manter seu nível de exploração sem grandes problemas buscam aumentar o aparato repressivo e manter a postos suas forças, para se em caso de necessidade, expandir para todo o território do Brasil.

O caso Marielle Franco

No aniversário de um mês da Intervenção, Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados de maneira profissional no bairro do Estácio, sede do centro de operações do Rio e perto do Batalhão de Choque da PMERJ.

Marielle Franco foi a 5ª vereadora mais votada nas eleições municipais de 2016 pelo PSOL e durante seu mandato buscou dar voz às pautas da população negra, LGBTQI e pobre do Rio. A investigação até hoje não revelou quem são os autores, mas podemos imaginar.

A morte de Marielle foi um recado claro a todos que lutam, independente dos métodos e opções: No próximo período, a Burguesia eliminará todos aqueles que se colocarem à frente de seu objetivo de explorar o povo.

Cabe a nós, nos prepararmos para o próximo período e organizar o povo para a resistência através do Sindicalismo Revolucionário.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/09/11/rio-de-janeiro-como-laboratorio-avanca-o-militarismo-e-a-tirania/
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