A - I n f o s

uma agência de notícias multilínguas de, por e para anarquistas **
Notícias em todos os idiomas
Últimas 30 mensagens (Portal) Mensagens das últimas duas semanas Nossos arquivos de mensagens antigas

As últimas cem mensagens, por idiomas em
Castellano_ Català_ Chinês_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Grego_ Italiano_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

Primeiras Linhas Das Dez últimas Mensagens
Castellano_ Català_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe


Primeiras linhas de todas as mensagens das últimas 24 horas
Indices das primeiras linhas de todas as mensagens dos últimos 30 dias | de 2002 | de 2003
| de 2004 | de 2005 | de 2006 | de 2007 | de 2008 | de 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018

(pt) uniao anarquista UNIPA: Causa do Povo n° 78 set/18 - A luta de classes na greve de caminhoneiros

Date Wed, 19 Sep 2018 09:45:02 +0300


Membros do Exército realizam escolta de caminhões na BR-116. ---- A elite brasileira chama de "liberdade econômica" suas crises motivadas nas variações e riscos do mercado financeiro, e chama de caos as lutas dos trabalhadores. Odeiam o povo. Assim foi com a greve de caminhoneiros em maio deste ano. Diante da importância desta greve e da política energética, produtiva e de transportes, precisamos entender alguns avanços, limites e contradições dessa luta que levou o governo Temer a pedir trégua. ---- As táticas que deram certo ---- Foram mais de 1200 bloqueios em todo país. Isso trancou a circulação do núcleo básico do capitalismo, a mercadoria. A força do movimento veio da ousadia e capacidade desta ação de bloqueio e barricadas, amparadas no apoio popular. O único argumento capaz de "tocar o coração" dos poderosos é atentar contra sua propriedade e riqueza. Esta tática de ação direta pode e deve ser usada nas greves e lutas de outras categorias de trabalhadores.

Intervenção militar para acabar com a greve

Parte dos caminhoneiros, grupos externos e alardes nas redes sociais chegaram à idiotice de pedir "intervenção militar". A intervenção ocorreu, mas para acabar com a greve. Temer decretou Garantia da Lei e da Ordem autorizando as Forças Armadas liberar vias públicas, remover, conduzir ou escoltar veículos e liberar acesso a locais de produção considerados essenciais. Além disso, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar permitindo uso de força policial e multa de R$ 10 mil por dia para cada manifestante que descumprisse a ordem. Seria cômico se não fosse trágico, mas os militares agem contra o povo.

Contradições e disputas na luta dos caminhoneiros

Havia (e há) quatro interesses oportunistas disputando o movimento: 1) dos patrões do transporte, que queriam vantagem competitiva na disputa intraburguesa, sem reoneração da folha de pagamento, e empresários em geral que apontam para privatização da Petrobrás; 2) dos partidos eleitorais, que tentaram promover seus candidatos surfando na greve ou criticaram o movimento já que não o comandava; 3) das burocracias sindicais, que negociaram as pautas com o governo pelas costas dos caminhoneiros e que se aliaram aos interesses dos patrões; e 4) dos militaristas, que pregam uma via autoritária ao Brasil, como a ditadura, negando ao fim a própria liberdade de greve. É preciso se desviar de todos eles e construir a luta autônoma.

Serviços essenciais, inflação e cortes sociais: efeitos colaterais da greve ou caos capitalista?

Com a greve e a ameaça de faltar produtos, donos de supermercados e postos de combustível aproveitaram para obter superlucros aumentando o preço de mercadorias. Passada a greve e conquistada a tabela de frete aos caminhoneiros, os patrões da indústria, do agronegócio e do comércio também repassaram os custos aos consumidores. Para atender a redução do diesel, o governo Temer cortou da saúde, educação e seguridade social, sem mexer na política entreguista da Petrobras.

Na economia capitalista é esse caos: se os caminhoneiros lutam pelo justo aumento da sua renda, os governos cortam das áreas sociais e os patrões respondem com inflação nos preços para toda sociedade, mas nunca abrem mão do seu "deus": o lucro.

Por isso é necessário derrubar o capitalismo e construir o socialismo!

As greves devem avançar ocupando e gerindo as empresas. Os trabalhadores precisam realizar a gestão direta da produção e distribuição dos produtos. Não podemos deixar na mão dos patrões nem do Estado, os responsáveis pela desordem. Aquilo que considerarmos essenciais ao povo trabalhador (alimentação, saúde etc.), deverá ser garantido pelo apoio mútuo e solidariedade dos próprios trabalhadores, sem que falte nada a ninguém. Devemos coletivizar a economia a partir da criação de um poder paralelo dos trabalhadores nas lutas e greves.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/09/12/a-luta-de-classes-na-greve-de-caminhoneiros/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt