A - I n f o s

uma agência de notícias multilínguas de, por e para anarquistas **
Notícias em todos os idiomas
Últimas 30 mensagens (Portal) Mensagens das últimas duas semanas Nossos arquivos de mensagens antigas

As últimas cem mensagens, por idiomas em
Castellano_ Català_ Chinês_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Grego_ Italiano_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

Primeiras Linhas Das Dez últimas Mensagens
Castellano_ Català_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe


Primeiras linhas de todas as mensagens das últimas 24 horas
Indices das primeiras linhas de todas as mensagens dos últimos 30 dias | de 2002 | de 2003
| de 2004 | de 2005 | de 2006 | de 2007 | de 2008 | de 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017

(pt) Organização Específica Anarquista do Amazonas (OEA): Crise na UEA: "Cidade Universitária" orçada em 700 milhões nunca existiu

Date Fri, 14 Jul 2017 08:01:25 +0300


Projeto "Cidade Universitária" apresentada pelo governo em 2012 ---- O suntuoso projeto chamado "Cidade Universitária", foi anunciado em julho de 2012 pelo então governador Omar Aziz (PSD). Originalmente, foi vendido a sociedade amazonense como sendo o projeto de um "complexo universitário" localizado no município de Iranduba (22 quilômetros de Manaus) onde atenderia a comunidade de estudantes da capital e interior, além de ‘incentivar' o turismo na região. Este verdadeiro ‘elefantão branco' recebeu cerca R$ 700.000.000 milhões de investimento público e a previsão de entrega, pelo menos da primeira etapa, seria em Março de 2015 (orçada em R$ 81 milhões oriundos da venda da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) e de recursos privados), entretanto... a obra mal iniciou e o contrato com a construtora foi cancelado.

Cidade Universitária: R$ 700 milhões segue parada à espera da venda da Cigás-AM

Além da obra ter um orçamento milionário e o projeto nunca ter existido na realidade, ele foi responsável por um processo violento de expulsão de famílias e moradores, pequenos agricultores, vilas e comunidades indígenas (população que historicamente morou durante toda sua vida na região), através de reintegrações de posse e mesmo assassinato de lideranças de movimentos sociais. O saldo: expulsão de 389 pessoas, das quais, 88% não tiveram direito à indenização pela terra, sendo a maioria com ensino fundamental incompleto e renda familiar de até um salário mínimo. Muitas ainda viviam em áreas ainda mais afastadas, com baixa escolaridade, baixa renda e em dificuldades de sobrevivência. Em termos de impacto ambiental, a construção da super-obra se daria em Área de Proteção Ambiental (APA) à Margem Direita do Rio Negro: não tenhamos dúvidas de que a maior parte desta região seria devastada por projetos de iniciativa privada.

Obra está paralisada desde 2015 ano que a primeira etapa deveria ter sido finalizada

O projeto que fora abandonado pelas gestões que se revezaram no governo do estado (Omar Aziz (PSD), José Melo (SD) e o tampão David Almeida (PSD)) mantiveram ao longo do tempo uma "Unidade Gestora de Projeto" (UGP), que conta hoje com nove cargos comissionados. Com o sucateamento crescente da UEA que culminou na escandalosa ameaça de fechamento das portas até o fim desse ano, é oportuno questionarmos os lacaios que passaram pelo governo onde foram parar os R$ 700.000.000 milhões de investimento público e o porque de não terem encerrado as atividades, funções e remunerações da tal UGP, uma vez que a Cidade Universitária nunca existiu, a não ser em propagandas, planilhas, orçamentos e superfaturamentos.

David Almeida entregando viaturas e um helicóptero para a Polícia Militar

Com a queda de José Melo no governo do estado, que como legado deixou a saúde e educação do Amazonas em estado terminal, o tampão David Almeida (PSD), apenas deu continuidade a este projeto fantasma que só existe no papel, remanejando os comissionados para a chamada "Unidade Gestora de Projetos Especiais" (UGPE) via Decreto publicado no dia 7 de Julho no DOE (Diário Oficial do Estado). Em paralelo, David Almeida anunciou um pacote de investimentos na ordem de R$ 30 milhões para a compra de armas, motocicletas e viaturas para a Polícia Militar. Ou seja: prefere-se investir em repressão e violência do que em educação.

A política dos governos que vem se alternando no poder local (famílias de coronéis e velhos caciques da política, herdeiros e filhos diretos da tenebrosa ditadura militar, todos comungados com consórcios empresariais de porte internacional), é a política do sucateamento e da destruição da coisa pública - destruição dos investimentos em saúde e educação, transporte, alimentação, saneamento básico, setor hídrico, habitação. É a política do lucro das pequenas famílias, dos grandes grupos, dos políticos profissionais, empresários, empreiteiros, latifundiários, banqueiros, que não saciam sua ganância e mesmo de "barriga cheia", não desejam perder nenhum tostão.

O ESTADO NÃO PODE DAR EDUCAÇÃO PORQUE A EDUCAÇÃO DERRUBA O ESTADO.

Primeira fase da obra orçada em mais R$ 81 milhões

Canteiro de obras abandonado

Obras paralisadas

Governo cancelou contrato e afirma que não há recursos para construir Cidade Universitária
https://anarquismoam.wordpress.com/2017/07/10/crise-na-uea-cidade-universitaria-orcada-em-700-milhoes-nunca-existiu/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt