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(pt) federacao anarquista gaucha FAG: Alberto "Pocho" Mechoso. PRESENTE!

Date Tue, 30 May 2017 08:33:53 +0300


Ontem (23) fez 05 anos que os restos mortais de Alberto Pocho Mechoso, militante da Federação Anarquista Uruguaia desaparecido na Argentina em 1976, foram identificados e entregues a sua família e a seus companheiros de luta. Não podemos deixar de registrar nossa singela homenagem a memória de Pocho, seu exemplo e sua luta. Luta que seguimos! Abaixo reproduzimos o vídeo gravado no ato do recebimento de seus restos mortais no Ateneo del Cerro em Montevidéu em 2012 e um texto que conta um pouco de sua história. --- ALBERTO ‘POCHO' MECHOSO, PRESENTE! ---- NÃO ESQUECEMOS, NÃO PERDOAMOS! ---- MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA! ---- Federação Anarquista Gaúcha - FAG ---- https://www.youtube.com/watch?v=G4dCkn6TzCI ---- Pocho foi um dos fundadores da nossa co-irmã Federação Anarquista Uruguaia (FAU) em meados da década de 1950. Operário da indústria frigorífica, militou sindicalmente em sua então recém fundada organização, através da Federação de Operários da Indústria da Carne, tendo participado ativamente do processo de unificação sindical no país que levou à formação da Convenção Nacional dos Trabalhadores (CNT) em 1966, ao lado de outros companheiros de FAU como Leon "el Loco" Duarte (operário da indústria da borracha/pneus) e Gerardo Gatti (operário gráfico).

Com o recrudescimento da repressão política no país em finais da década de 1960, que ilegaliza a FAU em 1967 junto a outras organizações, Pocho passou à clandestinidade e assumiu a tarefa de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento do aparelho armado da organização, posteriormente denominado de Organização Popular Revolucionária 33 Orientales (OPR-33), que desenvolveu inúmeros operativos armadas no país. O acionar da OPR-33 guardava uma considerável distância das concepções foquistas, adaptadas para uma realidade urbana pelos Tupamaros no Uruguai, defendendo um vínculo da luta armada com o desenvolvimento da radicalidade do movimento de massas e sua subordinação a um instrumento político (organização/partido), neste caso, a FAU. Nesse sentido, a OPR-33 protagonizou ações como seqüestros de dirigentes da patronal em meio a conflitos sindicais, operações de sabotagem, expropriações financeiras para financiar o desenvolvimento da organização e alimentar fundos de greve dentre outras.

Preso em fins de 1972, Pocho conseguiu fugir do quartel de 5º de Artilharia de Montevidéu após ter resistido a violentas seções de tortura que buscavam informações que pudessem desarticular o aparelho da organização, refuginado-se em seguida em Buenos Aires onde seguiu atuando junto a outros companheiros da FAU/OPR-33 com o objetivo de criar uma estrutura de "retaguarda" ao golpe de Estado que a organização sinalizava que era iminente e, ocorreu de fato em junho do seguinte ano.

Preso em 1976, quando do golpe na Argentina, Pocho passou pelo centro de detenção clandestino Automotores Orletti, junto a muitos outros companheiros da FAU e de outras organizações (Orletti cumpriu a infame tarefa de ser a principal prisão para onde eram enviados os muitos uruguaios que viviam clandestinos na Argentina), como os citados Leon Duarte e Gerardo Gatti, que, assim como Pocho foram desaparecidos pela sanguinária cooperação das ditaduras do Cone Sul, a Operação Condor.

Os restos mortais de Pocho foram identificados em 23 de maio de 2012 após terem sido encontrados junto a outros 06 militantes ao fundo de águas argentinas dentro de um tanque com cimento.

A firmeza de Pocho e de tantos outros companheiros(as) como Elena Quinteros, León Duarte, Gerardo Gatti, Idílio de León, Heber Nieto, frente a infâmia repressiva dos de cima é um exemplo de força e convicção ideológica que nada é capaz de dobrar.

Publicação da fAu sobre Alberto Pocho Mechoso
http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/wp-content/uploads/2012/07/Ediciones-Recortes-Compa%C3%B1ero-Alberto-Mechoso.pdf

https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2017/05/24/alberto-pocho-mechoso-presente/
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