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(pt) federacao anarquista gaucha: FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO BANRISUL PÚBLICO: POSSIBILIDADES E LIMITES De Resistência Popular Sindical

Date Wed, 29 Mar 2017 09:59:19 +0300


Ao final da tarde desta quarta-feira acontecerá o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, composta por deputados estaduais que dizem se comprometer com a defesa do Banrisul. Este seria um movimento que busca supostamente contrapor as declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a necessidade da inclusão do banco na renegociação das dívidas do estado. Frente a este cenário, ressaltamos com indignação a articulação entre a atual direção do SindBancários e o deputado Zé Nunes (PT) para a formação de tal Frente. Movimento que se deu alheio a qualquer debate com o conjunto da categoria (a principal interessada no assunto), além do próprio povo gaúcho, afinal trata-se ainda de um Banco Público. É por questionarmos ações tomadas de cima para baixo e sem construção de base que nos propomos a levantar alguns pontos que possibilitem a reflexão sobre qual papel poderá ela - a frente parlamentar - desempenhar em defesa dos banrisulenses, em especial, assim como de toda a comunidade gaúcha.

A pergunta que salta aos olhos aos se ler os nomes dos deputados que assinam em apoio à frente é: O QUE ESPERAR DE UMA FRENTE COMPOSTA POR PARTIDOS IDEOLOGICAMENTE FAVORÁVEIS ÀS PRIVATIZAÇÕES? Pode-se tentar procurar respostas nos seus discursos que, em linhas gerais, alegam ser o Banrisul uma instituição que dá lucro ao estado. O argumento em si é verídico, mas na boca de alguns deputados ele se torna uma falácia, uma vez que estes mesmos DEPUTADOS votaram A FAVOR da EXTINÇÃO de Fundações que TAMBÉM GERAM LUCROS AO ESTADO. O que é pior nisso tudo é que esses deputados não hesitarão em incluir nas negociações com o des-governo federal outras Instituições Públicas que também apresentam balanços positivos, tais como a Corsan e a Sulgás, para citar apenas dois exemplos emblemáticos. Diante da incoerência destes deputados, é plenamente possível pensar que os reais motivos que os movem são outros, menos nobres e possivelmente de ordem pessoal (como agradar financiadores de campanha, por exemplo), alheios ao interesse público.

"Eles estão constrangidos!", bradaram os deputados petistas na assembleia ocorrida neste último sábado (19/3) - cabe-se destacar que os três deputados presentes na Assembleia tiveram mais tempo de fala do que toda a categoria ali reunida. Constrangidos? Como estariam constrangidos se a grande maioria não se constrangeu em participar de uma votação a portas fechadas, com a Assembleia Legislativa cercada pela polícia, em evidente caráter de sítio, durante a votação do "Pacotaço" no final do ano passado. Que constrangimento é esse que aplaudiu a repressão ao funcionalismo público na praça da Matriz? Que constrangimento é esse que não se importa em tomar decisões entre quatro paredes e bem distanciadas da população? Por que acreditar que agora eles se sentiriam assim? Além deste, são vários os exemplos de que não há constrangimento algum por parte dos deputados de turno em entregar patrimônio público para inciativa privada e para os agiotas da dívida, nem em cortar direitos historicamente conquistados e muito menos em jogar a repressão sobre aqueles e aquelas que ousarem questionar ou se contrapor a tais medidas. O próprio imaginário popular sabe que a classe política, hoje mais do que nunca, governa abertamente e sem pudores em interesse próprio ou dos que financiam suas campanhas milionárias. Já vimos, nas votações dos pacotes anteriores, que vários desses deputados que estão nessa Frente não pensam duas vezes na hora de decidir votar com o governo.

Os exemplos históricos nos mostram qual o caminho a ser seguido. A própria CLT, ainda hoje a maior referência sobre direitos conquistados pelos trabalhadores no Brasil, foi resultado de anos de lutas populares. Não foi dirigente X ou ditador Y que os deram para o povo, eles foram conquistas através da luta e da organização, após muito sangue e suor de trabalhadores em busca de melhores condições de vida. Na política não existem atalhos, "salvadores" e muito menos deputados de "alma caridosa", o caminho - já trilhado muitas vezes pelos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo - passa pela organização, pela luta direta dos trabalhadores sem intermediários, assentada sobre valores como a solidariedade de classe e o apoio mútuo. Este é o único caminho a ser seguido, o único que pode de fato apresentar conquistas: a categoria organizada e protagonizando por si mesma a luta pelos seus direitos. Por isso mesmo que a melhor estratégia para enfrentar esses ataques ao patrimônio público passa pela organização e mobilização de tod@s servidores públicos. É com solidariedade de classe e ação direta que fincaremos o pé no chão para balizar nossa estratégia de resistência.

Desse modo, entendemos que focar todos os nossos esforços em uma Frente que surge a partir de evidentes interesses escusos de deputados e partidos, que já se mostraram traidores, é uma estratégia fadada à derrota e que mais tarde poderá se mostrar irreversível. Somente o bancário que atua no cotidiano dos bancos, que lida com a população diariamente, que sofre toda a exploração imposta na busca pelas metas é que saberá realmente a melhor maneira de construir a defesa contra os ataques a ele (nós) direcionados.

Não serão políticos engravatados e com discursos eruditos que irão defender o Banrisul público. Não podemos depositar a menor confiança naqueles que na primeira oportunidade acabam traindo o povo em troca de benefícios pessoais ou para seus partidos. Nos resta organizar a resistência desde a base, com luta e solidariedade. Ombro a ombro com nossos colegas, nas agências e departamentos, dialogando com a população gaúcha, e reafirmando dia após dia a importância desse patrimônio público para a economia do Rio Grande.

LUGAR DE BANCÁRIO É NA LUTA!

POR UM BANCO PÚBLICO À SERVIÇO DA POPULAÇÃO!

CONTRA O GOLPE NOS DIREITOS, TE ORGANIZA E LUTA!

https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2017/03/24/frente-parlamentar-em-defesa-do-banrisul-publico-possibilidades-e-limites/
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