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(pt) [Brasil] Mensagens enviadas ao I CONCAB por outras organizações

Date Thu, 21 Jun 2012 15:17:23 +0200


Carta de Saudação à Coordenação Anarquista Brasileira
Pró-Organização Anarquista/ES
Companheiras e Companheiros,
É com muita satisfação que a Pró-Organização Anarquista/ES vem saudar a fundação da
Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), momento histórico para o anarquismo
organizado em nosso país.
Gostaríamos de agradecer as organizações que compõem a CAB, a possibilidade de
participação como observadores/as do congresso fundacional realizado nos dias 8 e 9
de junho e das atividades públicas dos dias 9 e 10. Entendemos que a criação da CAB
é um passo importantíssimo para a consolidação de uma organização política
anarquista em nível nacional, e a Pró-Organização Anarquista/ES quer ser partícipe
desse processo.

A nossa aproximação com a Coordenação Anarquista Brasileira, até então Fórum do
Anarquismo Organizado, começa em janeiro deste ano, quando participamos do Seminário
de Formação Política do Sudeste, e demos um salto qualitativo ao sairmos do
seminário com o indicativo de pró-organização anarquista de matriz especifista.

Os três dias do Congresso nos possibilitaram intensos debates e trocas de
experiências, o que nos permitiu sair mais fortalecidos/as do Rio de Janeiro e
incentivados/as a avançar em nossos trabalhos junto aos movimentos sociais, além da
certeza de que no próximo congresso não estaremos apenas como uma pró-organização
política e sim como uma organização política desejosa de construir e constituir a
CAB.

Contem com nossas forças rumo à criação de um povo forte e construção do poder popular!

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

Viva o Socialismo Libertário!
Junho 2012.

***

Aos companheiros/as da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)
Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA)

O Coletivo Mineiro Popular Anarquista - COMPA, organização específica anarquista de
Minas Gerais, saúda a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.

Agradecemos a oportunidade que nos foi dada de participar como ouvintes do Congresso
da CAB (CONCAB) nos dias 8 e 9, e das atividades públicas nos dias 9 e 10 e junho,
realizados na cidade do Rio de Janeiro (RJ), aproveitando para ressaltar nossa
pública intenção de construir a CAB (que antes era representada pelo Fórum do
Anarquismo Organizado - FAO), o que compreendemos como conseqüência do avanço e
desenvolvimento de nossa inserção nas lutas sociais de Minas Gerais.

Entendemos a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira como um momento singular
na história do anarquismo brasileiro, bem como o resultado do esforço coletivo de
organizações anarquistas de grande parte do Brasil.

A criação de uma coordenação nacional de organizações específicas anarquistas é, na
nossa compreensão, um passo a mais que se dá neste longo e árduo caminho que vem
sendo construído para o socialismo libertário, e neste sentido, o Coletivo Mineiro
Popular Anarquista se declara disposto a participar da construção deste caminho.

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!
Pelo Socialismo Libertário!

Belo Horizonte/MG, 13/06/2012

***

Saudação à CAB
Coletivo Pró-Organização Anarquista de Goiás (COPOAG)

Caríssimas e caríssimos companheiras e companheiros,

Com muita estima e satisfação saudamos o Congresso Fundacional da Coordenação
Anarquista Brasileira e 10 Anos do Fórum do Anarquismo Organizado realizada na
cidade do Rio de Janeiro.

Em Goiás, depois de uma proveitosa experiência na década de 2000 com o Coletivo
Pró-Organização Anarquista de Goiás (COPOAG), encontramo-nos em processo de
restauração deste grupo que, por motivos normais de recuos passou por um período de
inatividades. Mesmo assim, a atuação da COPOAG nesse período, com ênfase no
Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis (MNCR) mostrou-nos o potencial do
anarquismo organizado e especifista em nosso Estado.

Em um contexto nacional de crescimento econômico e má distribuição de riquezas,
chamamos a atenção para o acirramento da luta de classes no Brasil e a intensa
atuação de movimentos sociais e populares. No Estado de Goiás vivemos esse período
que, apesar de suas características regionais, segue a lógica da exploração
capitalista em todo território brasileiro.

Para demarcar alguns pontos - com o perdão se esquecemos de outros - citamos a
repressão da Polícia Militar em pleno campus II da Universidade Federal de Goiás a
perueiros e defensores do transporte alternativo no ano de 2002, resultando na morte
de um motorista, sob o comando do governador Marconi Perillo (PSDB) em seu primeiro
mandato. Em 2005, também no campus II da UFG, a PM reprimiu a distribuição do livro
"Dossiê K", com uso de força física e ameaças contra estudantes que portavam o
documento. No mesmo ano de 2005 vivemos um dos episódios mais sangrentos e tristes
de repressão a trabalhadores no massacre do Parque Oeste Industrial - algo que
presenciamos com bastante frequência nos últimos anos, como é o caso de Pinheirinho.
Tudo sob comando do governador Marconi Perillo em seu segundo mandato, com
conivência do prefeito de Goiânia Íris Rezende (PMDB), secretário de segurança
Johnatas Silva e alto comando da Polícia Militar, Polícia Civil e Exército
Brasileiro. Resultaram em vários feridos, desalojados e dois mortos em combate mais
cerca de 20 por insalubridade no "campo de concentração" montado em um ginásio de
esportes.

Em 2007 a greve da Universidade Estadual (UEG) de Goiás gerou grande repercussão e
ganhos políticos. Em 2010 a greve de professores da Rede Municipal de Goiânia (ainda
sob governo de Íris Rezende) foi marcada por intensa perseguição política e
rompimento de grande parte dos trabalhadores com o Sindicato dos Trabalhadores em
Educação de Goiás (Sintego/CUT-PT) por motivos de traição sindical, gerando aí uma
organização autônoma de trabalhadores independente do sindicalismo pelego com o
Comando de Luta. Final de 2011 e início de 2012, com governador Marconi Perillo e
secretário Thiago Peixoto, os professores da Rede Estadual entraram em greve, mas
antes formando a Mobilização dos Professores de Goiás (MPG), aprendendo a
auto-organização e autonomia dos trabalhadores - aos "trancos e barrancos" - e
rompendo com o peleguismo do Sintego com mais uma traição sindical vendendo a greve
e aceitando acordos unilaterais com o governo. Resultou em perseguições políticas a
professores em greve, intervenções em colégios, ameaças, censura e suspeitas de
grampos em telefones de professores.

O ano de 2012 ainda é marcado pela reorganização do que ocorre há anos: a luta pelo
transporte coletivo popular e de qualidade. Contamos com a formação do Tarifa Zero
Goiânia e atualmente a Frente de Luta Contra o Aumento da Tarifa, realizando
panfletagens, atos e também resultando em perseguições, ameaças, repressão policial
e três prisões de militantes por motivos claros de perseguição política. Ainda a
luta dos trabalhadores urbanitários contra a privatização da água e energia
elétrica. Para completar esse semestre, as edições do "Fora Marconi", contando com
vários grupos políticos e impactado por casos freqüentes de prisões, censura,
perseguições políticas e ameaças e o último caso na cidade de Itumbiara com
espancamento de militantes e ativistas por capangas do governador e policiais
militares à paisana.

Para finalizar esse período até agora, deflagra-se no dia 11 de junho de 2012 a
greve geral na Universidade Federal de Goiás acompanhando as greves nacionais das
IFES, com o caso de manipulação clara e tentativa de manobras por parte do sindicato
(Adufg/CUT-PT), atropelados pela decisão da maioria dos trabalhadores e estudantes
depois que o sindicato tentou controlar a assembléia.

Pois bem, os informes são um pouco delongados mas julgamos necessários para
contextualizá-los no sentido que em Goiás vivemos um período não presenciado ainda
depois das "Diretas Já!" . no sentido de mobilização popular em massa. Agora vemos
um início de um processo de auto-organização dos trabalhadores e busca por autonomia
e horizontalidade, não por necessidades naturais . que é inconcebível na análise
social, mas por uma necessidade consciente e histórica depois de intensas desilusões
com organizações partidárias e sindicais institucionalizadas e burocráticas.

A COPOAG em seu ressurgimento aparece aí não como uma tentativa de implementação
ideológica do socialismo libertário "por cima", mas como necessidade urgente da
organização dos anarquistas em Goiás. Buscamos, nós do COPOAG, formas de
integrarmo-nos nos movimentos sociais autônomos e de base procurando assim, nas
experiências assimiladas nos últimos tempos compreendermos, na medida do possível,
as singularidades desse momento histórico e as formas autônomas necessárias à
organização dos trabalhadores, visando não apenas uma luta dentro de um movimento
corporativista, mas sim a integração e apoio mútuo desses vários movimentos sociais
em sua luta de contestação às autoridades políticas e econômicas, gerando uma
solidariedade de classe e apoio mútuo entre movimentos sociais que em essência são
interligados pelo mesmo processo de pressão social e econômica que nos aflige. Na
Educação, Saúde, Transporte, Moradia, Urbanitários etc., buscamos sempre construir a
luta por emancipação dos trabalhadores, que para nós só pode ser obra destes mesmos.

Por isso, e com o perdão da extensão da carta, informamos nosso alinhamento
ideológico aos princípios do FAO e do anarquismo organizado, contra todo tipo de
sectarismo ou doutrinamento rígido dentro da mobilização anarquista brasileira.
Lutamos, acima de tudo, pela construção ativa da autonomia das lutas e cremos que a
autogestão social inicia-se na autogestão das lutas. Saudamos, portanto, com imenso
otimismo, o Congresso Fundacional da Coordenação Anarquista Brasileira,
colocando-nos à disposição em todos os debates acerca da organização e construção
das lutas realmente libertárias. Se a luta será longa, é nosso dever começar desde
já, deixando claras nossas intenções de que amanhã pode ser maior e que todas nossas
derrotas até hoje sejam o exemplo para maior mobilização e intensificação da guerra
entre classes.

Com nossos melhores cumprimentos e com o desejo que esse documento seja de
divulgação entre os militantes presentes, Coletivo Pró-Organização Anarquista de
Goiás (COPOAG).

Goiânia, 09 de junho de 2012

***

Saudação à CAB
Federação Anarquista (França)

Companheiros, companheiras,

A Federação Anarquista quer que vocês saibam que ela saúda a convocação do congresso
de fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.

Militantes na França e, especialmente, os da Federação Anarquista, querem saudar
esse passo histórico.

Esperamos que os vossos debates levem à criação de uma organização nacional
libertária em seu país.

Na verdade, qualquer fortalecimento do movimento anarquista em um país, também está
fortalecendo o movimento anarquista internacional.

Esperamos que a reunião de St. Imier em agosto será uma oportunidade para vocês nos
explicarem em detalhe os planos e projetos da nova organização.

Para a revolução social!

***

Saudação à CAB
Federação dos Anarco-Comunistas da Itália (FdCA)

A Federação dos Comunistas Anarquistas em Itália envia as suas mais quentes
saudações revolucionárias para os/as camaradas do movimento anarquista organizado no
Brasil por ocasião das celebrações do décimo aniversário do Fórum do Anarquismo
Organizado e o nascimento da Coordenação Anarquista Brasileira.

Temos acompanhado com grande interesse a evolução do processo de organização no
Brasil nos últimos dez anos, e admiramos a forma sistemática em que você tomou este
caminho. Esperamos que a nova coordenação continue a reforçar e garantir para os/as
anarquistas brasileiros a base para seu trabalho nas lutas diárias e na grande luta
revolucionária que nos levará para a nova sociedade, onde reina apenas a liberdade,
a solidariedade e a igualdade.

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!
Viva o Anarquismo Organizado!

Junho 2012


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