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(pt) [França] Relatório do 70º Congresso da Federação Anarquista francófona

Date Thu, 21 Jun 2012 15:13:29 +0200


De 26 a 28 de maio de 2012 foi realizado, em Rouen, o 70º Congresso da Federação
Anarquista. Estes três dias de encontro são importantes para nós, militantes da
Federação Anarquista, porque não só nos permitem fazer o balanço do ano anterior da
nossa organização (relatórios de diversos secretariados e administração), mas
também, e mais importante ainda, por estas jornadas constituírem um momento de
escolhas, debate e reflexão sobre a nossa ligação às lutas e perspectivas em termos
federativos.
O nosso Congresso abordou, em primeiro lugar, a situação social tanto na França como
fora das suas fronteiras. Foram discutidas e analisadas as revoluções no Oriente
Médio, nos países a que chamam "árabes" assim como a chegada a bordo da tão recente
primavera dos nossos primos do Quebéc [Canadá] ou ainda as "crises" grega e
espanhola, o retorno dos "socialistas" aos "negócios", etc. Abordou-se também as
muitas micro alternativas sociais e econômicas onde os libertários em particular, ou
com outros, testam a autogestão (Amap, cooperativa, escola...).

Experiências e debates frutuosos para a ação militante, a enriquecer o que
permanece, a popularizar, a desenvolver e, eventualmente, acabar por generalizar.

O nosso congresso constituiu também uma oportunidade de trabalhar nas comissões,
onde falar em público é mais fácil do que em sessão plenária. Realizaram-se, este
ano, reflexões em torno de três temas. Uma primeira comissão foi realizada na
emergência de novas formas de protesto e de lutas sociais, tais como o movimento dos
Indignados, os Occupy ou os coletivos de lutas (indocumentados, requisições de
habitação, antirepressão, lutas contra os grandes trabalhos inúteis - tipo No-TAV
[Não Trem de Alta Velocidade] -, antinuclear, anonymous...) que muitas vezes são
ricas, mas muitas vezes sem conexão às lutas sindicais convencionais e, por vezes,
demasiado enraizadas em combates corporativos ou setoriais. Daí a construção, a
prazo, da convergência entre esses diferentes setores da contestação da ordem
capitalista.

Como agir face a isto? Nós pensamos que era necessário, ou significativo,
continuarmos a agir nesses movimentos, tomar aí o nosso lugar, enquanto anarquistas,
e aí ter um papel que nos permitisse espetar o nosso ferrão, sem tentativa de
recuperação e em total transparência, a fim de se alcançar a convergência de todos
estes esforços, na perspectiva de uma revolução social emancipatória e não apenas no
âmbito de um desenvolvimento ilusório da sociedade capitalista.

Uma segunda comissão abordou a necessidade de organizar uma coordenação interna dos
anarcosindicalistas e dos anarquistas sindicalistas da Federação Anarquista, em
conjunto com outras iniciativas deste tipo, a fim de produzir todas as análises,
para organizar ações conjuntas e para compartilhar as nossas práticas, seja qual for
a nossa filiação sindical (CNT, SUL, CGT, FSU, CGT-FO). Este debate levou-nos à
conclusão de que o nosso papel, como anarquistas, foi essencial para estimular e
ativar conflitos de confronto direto, para garantir que nas empresas as lutas são
detidas e geridas diretamente pelos assalariados sem nenhuma recuperação partidária.

Mas também aparecer claramente como anarquistas, a fim de ser capaz de garantir o
cumprimento da "democracia direta" e contribuir para a tomada de consciência da
utilidade de uma luta global, interprofissional e autogerida, visando a destruição
do sistema de exploração capitalista. É neste sentido que funcionará, durante o
próximo ano, a coordenação dos militantes sindicais da Federação.

Uma terceira comissão analisou as formas e meios de propaganda da Federação
Anarquista. Nesse sentido, interessou-se em particular pelo conteúdo das mensagens
enquanto suporte para ampliá-las. Assim, foram abordados o destino e a forma do
jornal Monde Libertaire e da Radio Libertaire, o uso das redes sociais ou ainda do
YouTube. Houve também a discussão dos problemas da natureza das mensagens, da
tentativa de definir se devem permanecer globais ou gerais (autogestão) ou se devem
aproximar-se ou fazer parte dos interesses mais limitados e imediatos (transportes
gratuitos). As duas opções, foram escolhidas, dependendo das circunstâncias, quanto
aos princípios porque não são contraditórios.

Por fim, o 70º Congresso da Federação Anarquista abordou a realização de dois
encontros essenciais à vida e ao desenvolvimento do movimento e das ideias
libertárias. Primeiramente os Encontros Internacionais do Anarquismo de Saint- Imier
(Suíça), que se realizarão no início de agosto de 2012. Os congressistas tiveram em
conta a organização financeira e material do evento (milhares de pessoas são
esperadas) e o seu programa político e cultural (www.anarchisme2012.ch) e deram-lhe
o seu aval. Aval tanto mais importante pois no mesmo local e nas mesmas datas será
realizado o Congresso da Internacional das Federações Anarquistas (IFA), onde a
Federação Anarquista se propõe a ser o secretariado.

Em suma, apesar de algumas controvérsias inevitáveis e tantas vezes úteis nestas
circunstâncias, um congresso frutuoso, o confronto de ideias permite depois de se
debater, a procura do consenso. O 71º Congresso¹ será em 2013, e provavelmente
acontecerá em Marselha, será também o dos sessenta anos da Federação Anarquista e a
oportunidade de analisar as novas perspectivas que se abrem ao movimento libertário,
tanto ao nível hexagonal como internacional.

Fifi, Secretário Geral

Hugues Lenoir, ex-Secretário Geral


[1] 71º Congresso dos sessenta anos, como congresso extraordinário, explica-se
devido a algumas circunstâncias, como a decisão, em meados dos anos setenta, de
transformar o jornal Le Monde Libertaire mensal, em semanal, e no final de 2011, de
lançar um Le Monde Libertaire gratuito.


Tradução > Liberdade à Solta

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