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(pt) [Polônia] Polícia polonesa mata imigrante africano; 32 pessoas foram presas durante os distúrbios após o assassinato
Date
Mon, 31 May 2010 11:38:45 +0200
No último sábado, 22 de maio, a polícia polonesa realizou uma operação repressiva de
surpresa contra ambulantes nigerianos que estavam vendendo sapatos nas imediações do
estádio de Praga, em Varsóvia. Na ação, e usando da força - alguns policiais com
armas em punho -, um rapaz africano foi algemado e empurrado para o chão, outros
foram agredidos com cassetetes. Um nigeriano de 36 de anos, Max, tentou intervir
contra a brutalidade da polícia, mas acabou sendo baleado no estômago e morreu.
Momentos depois a polícia começou a perseguir os ambulantes, instaurando um pânico
no lugar. As pessoas reagiram e jogaram vários objetos contra as forças da ordem e
quatro viaturas da polícia foram destruídas. 32 pessoas foram presas.
Em seguida, a polícia imediatamente mandou seu porta-voz inventar uma boa história
para a imprensa: que a polícia estava "cercada e foi atacada" por uma gangue de
africanos agressivos, então tiveram que atirar contra Max.
Mais tarde foi estabelecida a verdade, a partir de testemunhas oculares que contaram
uma história completamente diferente da versão policial.
A ZSP, uma organização libertária polonesa, divulgou um comunicado e pediu uma ação
de emergência no dia seguinte. Durante o dia, a TV entrevistou a esposa de Max,
Monika, membros da ZSP e outras pessoas, finalmente deixando claro o que realmente
tinha acontecido.
À noite, as pessoas se reuniram no local do assassinato. Algumas intervenções foram
feitas e, em seguida, houve uma manifestação espontânea à delegacia de polícia para
pedir a libertação dos detidos e protestar contra a violência policial. Lá, um grupo
de amigos africano de Max chegou e explicou as pessoas sobre o que sucedeu de fato
durante a repressão e a morte do imigrante nigeriano.
As autoridades polonesas acusaram formalmente 25 dos 32 presos de terem agredido um
policial.
Hoje, 25 de maio, por volta das 11h, depois de uma ação de pressão e solidariedade,
a polícia libertou todas as pessoas detidas, mas elas ainda estão sendo acusadas de
agressão a um policial e o caso vai para julgamento. Elas podem pegar até 10 anos de
prisão se forem condenadas.
Max vivia legalmente na Polônia há anos. Ele era casado com Monika, uma polonesa,
com quem teve três filhos, de 10, 4 e 2 anos. Ele vendia mercadorias no estádio como
um segundo emprego para complementar sua renda e ajudar a sua família.
Vídeo da morte de Max (imagens fortes):
http://www.youtube.com/watch?v=saqo6AKeVNA&feature=player_embedded
Vídeo da intervenção dos amigos de Max durante um protesto, em inglês:
http://cia.bzzz.net/wypowiedzi_imigrantow_na_pikiecie_przeciw_policyjnemu_mordowi#comment-89782
agência de notícias anarquistas-ana
Margeando riacho
Tenras folhinhas brotam
No campo queimado.
Mary Leiko Fukai Terada
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