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(pt) 100 ANOS de ANARCOSSINDICALISMO

Date Thu, 7 Jan 2010 22:32:03 +0100



por CGT internacional
Faz agora 100 anos, a coragem e a rebeldía de um punhado de mulheres e de
homens fizeram com que o mundo comece a mudar de base.
Conscientes de que a emancipação d@s trabalhador@s somente se poderia
realizar pela acção directa d@s mesm@s trabalhador@s, sujeitos de todas as
condições e ofícios decidiram organizar-se autónomamente como pessoas
libres e asumir o destino de suas vidas em comunidade, à margen dos amos,
governos e superstições.
Nascia assim o movimiento anarcosindicalista sob as siglas históricas da
Confederação Geral do Trabalho e da Confederação Nacional do Trabalho,
inspirado nos principios que dinamizaram a Primeira Internacional dos
Trabalhadores, a expressão mais democrática, humanista e revolucionária da
auto-determinação política e social que conheceram os tempos modernos.
E a experiencia demonstrou que as siglas e os seus ideais
anti-autoritários foram os que promoveram as transformações sociais mais
importantes e ambiciosas da História. Refutando a cultura de submissão que
apregoavam, clases dirigentes, oligarquías e igreja, combatendo no terreno
a intolerância da burghesia depredadora, predicando pelo exemplo de sua
solidariedade e disputando palmo a palmo ao totalitarismo em armas as
conquistas alcançadas com tanto sacrificio.


Adiantados em relação ao seu tempo e pioneiros na denuncia de injustiças,
foram os anarcosindicalistas que arrancaram das garras do capital a
jornada das oito horas laborais e com sua luta fraterna obtiveram a
equiparação social das mulheres, levando o seu ideario de revolução plena,
intergal e libertária para todo o mundo, especialmente para a América
Latina, convertida desde então em segundo lar desse heroíco proletariado
militante.
Também foi a resistência libertária que num primeiro e crítico momento,
bruscamente travou a investida criminosa das tropas mercenárias
nazifascistas chamadas pela ditadura franquista para submeter o povo
español e castigar a sua insolencia revolucionária. Ainda hoje, a
Revolução Espanhola de 1936-1939 causa assombro no mundo e é universal na
valorização daquela epopeia popular com significado histórico. A pesar de
aquí, no próprio cenário da contenda desigual, o revanchismo e a
desmemórica cúmplices continuam a escamotear o legado ético daquelas
gentes que levavam um mundo novo nos seus corações.
Por isso, hoje, ao cumprir-se o centenario daquele fulgor que ainda
ilumina a senda de liberdade e solidariedade, desautorizados já
definitivamente os funestos modos autocráticos e estatalistas de poder que
se revelaram submissos companheiros de viagem da dominação e da
exploração, nós anarcossindicatistas,


Nos voltamos a auto-convocar para denunciar as novas e insuspeitadas
ameaças que estão colocando em risco a existencia deste planeta e a
convivencia com dignidade e afirmamos nossa fé na humanidade trabalhadora
e na derrota final da barbarie capitalista e seus representantes.
Ao despontar o século XXI, convencidos de que a pa´tria d@s oprimid@s é o
mundo e que sua familia a humanidade, nós, homens e mulhers, jovens e
anciãos, nativos e forasteiros, mestiços, assumimos a insubmissão a paz e
a palabra para chamar a romper As recentes e invisíveis cadeias da
servidão voluntária.
Quando tudo nas cúpulas conspira para aforgar os gritos contra a injustiça
estabelecida, anarcosindicalistas, sindicalistas revolucionários,
anarquistas, libertários, anti-capitalistas e anti-autoritários, como
depositários da autêntica democracia de acção directa, afirmamos que nós
somos o povo e sua rebeldía infinita e reconhecemos a imensa dívida
contraída para com as gerações que nos antecederam na luta pela liberdade,
a justíça e a dignidade.
Porque o propósito da anarquia que nos guia representa a mais alta
expressão da orden.
Porque, quando o povo todo governa, como pretende o ideal da verdadeira
democracia, ninguém manda, tal como o anarquismo procura alcançar.

SAÚDE E LIBERDADE




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