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(pt) [São Paulo, Brasil) A PLEBE 77: MANIFESTO DE 1º DE MAIO FOSP/COB-AIT

Date Thu, 09 May 2013 14:22:20 +0300


1886 1º DE MAIO 2013 (127 ANOS DE LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO) ---- Para muitos é só mais um feriado, é claro que gostam. Para alguns é motivo de festa, nesses se contam os burocratas do Estado, dos aparelhos sindicais, dos partidos políticos... neste ano comemoram o fascismo legalizado na CLT, criada por Getúlio, nos 70 ANOS DA CRIAÇÃO DO IMPOSTO SINDICAL, em 1933. Esses escroques, a verdadeira Farsa Sindical, mostram a sua face despudorada outra vez. Já estão em campanha para 2014... ---- Isso significa uma traição à memória operária, sua história de lutas, para que nós acreditemos que é só uma dádiva dos poderosos – que eles podem retirar quando quiserem. Ao reescrever a história - em consonância com o poder estabelecido: a burguesia no poder, tendo as Forças Armadas e a Técno-Burocracia

[o Estado] como corpo executivo -, participam dos quadros subalternos que sustentam a exploração da classe trabalhadora. Esse é o único verdadeiro fato histórico!

Quando se fala de escravidão, em geral se remete a lembrança da escravidão negra, durante a colonização da América. Mas todos fomos escravos (brancos, negros e asiáticos), desde o Império Romano. Séculos depois, após a derrocada do Império Romano pelos ‘bárbaros’, fomos ‘promovidos’ de escravos a servos, e assim permanecemos por mais de 1000 anos.

Continuamos sendo ‘servos’ até a Revolução Francesa em 1789, quando passamos a ser os ‘sans-culotes’(os descamisados, os miseráveis) e pela primeira vez se reconheceu na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, nosso direito a igualdade.

A manifestação do 1 º de Maio teve origem em 1886, quando 340.000 trabalhadores, em Greve Geral "ATÉ A CONQUISTA" por Melhores Condições de Vida e Trabalho e pela Redução da Jornada de Trabalho para 8 horas diárias, paralisaram os Estados Unidos. Lutava-se também contra o trabalho escravo das crianças e a igualdade de direitos das mulheres operárias. O conflito começou na praça Haymarket em Chicago, no quarto dia de paralisação pacífica, quando diante uma manifestação de 15.000 pessoas, a polícia foi acionada. Atacou a multidão com armas, bombas e cassetetes, e o saldo foi de centenas de feridos e mortos. Oito operários, sindicalistas revolucionários, da Federação Americana do Trabalho (AFL), seção local da AIT, q ue falaram para a multidão. Com o pretexto de serem anarkistas, foram presos, julgados e condenados. São eles: PARSONS, FISCHER, ENGEL, SPIES (enforcados), e LINGG (enforcado na cela); SHWAB e FIELDEN (prisão perpétua); e NEEBE (15 anos)...

Os trabalhadores desse dia em diante decidiram sair sempre nessa data para lembrar seus mártires e lutar por seus direitos. Vamos reunir trabalhadores do campo e da cidade, desempregados, estudantes, ambulantes, biscateiros, donas de casa e todos que não concordam com o desemprego, a carestia da vida, a precarização do trabalho, os Bancos de Horas, trabalho aos domingos, arrocho salarial, "falência" do sistema de Saúde e de Educação.

ESTAMOS EM GREVE EM DEFESA DA DIGNIDADE E DA EDUCAÇÃO!

As greves se sucedem, diferentes setores do movimento operário (notadamente os trabalhadores da Saúde e da Educação) se mobilizam em lutas com reivindicações muito assemelhadas, mas que continuam sendo greves isoladas. Mesmo quando são setores ligados a uma mesma central sindical oficial não existe unificação de fato! Isso acontece devido a tradição corporativista do sindicalismo de Estado. Estruturas burocráticas e verticais, que monopolizam e representação oficial e dirigem o movimento de acordo com os interesses políticos dos partidos que os controlam.

O resultado disso é o que se vê: a classe trabalhadora dividida e entregue a sanha das corporações multinacionais e da burguesia nacional. Vendo nossa fraqueza os capitalistas querem destruir nossa resistência, mantendo uma política de enfrentamento e criminalização da luta social. A destruição dos direitos operários em todo o mundo avança, sob a ameaça do desemprego e da marginalização.

Para nós, trabalhadores (do campo e das cidades, independente de sexo, origem étnica, de culto religioso, etc.)não temos outra alternativa senão lutar pela nossas vidas, nossos direitos, nossa dignidade! Mas para isso temos que estar de fato organizados, desde nossos locais de trabalho e de moradia, de uma forma assembleária, para que desde cada fábrica ou vila o movimento não saia do controle dos próprios trabalhadores. Devemos construir desde os núcleos e comissões em cada local de trabalho, comitês regionais – com representação direta – e formar uma Comissão de Negociação sob controle das Assembléias Regionais.

Dessa forma estaremos construindo, de fato, nossa organização sindical, livre do controle do Estado e da influência de partidos políticos. Assim reativamos a Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a Confederação Operária Brasileira (COB), e poderemos levar a frente uma grande Greve Geral, até a vitória das reivindicações unificadas entre todos os setores do movimento.

Que as Manifestações de 1º de Maio assumam o caráter de ASSEMBLÉIAS POPULARES discutam por uma GREVE GERAL DE TODA A CLASSE TRABALHADORA EM SOLIDARIEDADE ÀS GREVES DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO.

É o futuro de nossos filhos que está em jogo!

Traga seu cartaz, faixa, panela para batucada, avise seus amigos, vizinhos, familiares, para protestar contra a exploração e por nossos direitos.

- POR TETO, SAÚDE E DUCAÇÃO!

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS,

30 HS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO SALARIAL!
- PELO DIREITO AO TRABALHO!
- CONTRA O TRABALHO SEM DIREITOS!

(distribuído na Manifestação Operária e Libertária de 1º de Maio de 2013)
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