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(pt) Brazil, Anarkio.net: A-Info #20, Similaridades escravistas do trabalho

Date Thu, 09 May 2013 12:04:33 +0300


Muitxs submetidxs ao sistema atual, nem percebem ou pouco se dão conta o quanto do modelo escravo se mantém. ---- A sociedade atual construiu mascaras e subterfúgios que mantém essa condição imersa nas relações de trabalho. O que mais aponta para a escravidão reinante é não possibilidade das pessoas terem controle da riqueza. Através de uma convenção, de um contrato, x trabalhadorx (empregado no jargão jurídico) abdica (sabendo ou não) do que produzirá, das riquezas que colaborará para fazer, em troca de uma fração ínfima dessa riqueza, denominada salário. Quando isso ocorre, cada umx que produz deixa de receber integralmente parte direta da riqueza que produziu, muito similar a submissão do escravo, que deveria trabalhar ou morrer.

Poderão nos perguntar: mas as pessoas não
são livres para optar no que vai trabalhar no
regime atual? Isso é um discurso, como gostam
de falar cinicamente para nós, utópico. As
pessoas seriam livres se tivessem condições
iguais de tratamento, educação, criação, saúde,
habitação, ou seja, se tivessem suas
necessidades básicas atendidas de forma igual,
quando isso não ocorre, não há igualdade de
oportunidades, porque não houve igualdade de
preparo para essas oportunidades. Essa
sociedade, não é minha, porque não posso optar
e quando manifesto minha opção de não querê-
la sou julgado como “antipatriota”, “terrorista”,
“rebelde”, “subversivo” e outros adjetivos
desqualificadores, que demonstram bem a face
repressora desse modelo. O caso é que se o
regime fosse realmente democrático, nos daria
espaço para não só fazer uma suposta oposição,
mas como apresentar, fazer e viver um modelo
diferente do proposto, mas não é aceitável.
Somos obrigadxs a votar, a trabalhar, a servir
num exército, a seguir as regras que não
fizemos e que se as quebramos, somos punidxs.
Tudo isso é a face da escravidão atual.
E há casos em que isso se acentua muito,
quando os empregadores que não possuem
limites para ganância e cobiça, transformam e
condicionam seus semelhantes ao modelo
escravo direto.

Nesse século XXI, como temos alertado com
frequência, o avanço de modelos mais
exploradores e opressores, inspirados no inicio
da revolução industrial, continua. Um dos
maiores regimes escravagistas do momento tem
ditado a regra de trabalho ao mundo: a China,
dita comunista, mas que sabemos ser um
capitalismo estatal, tem controlado e educado
sua mão de obra para serem produtivxs e muito
baratxs. A população chinesa foi alvo de uma
enorme repressão sanguinária por décadas,
massacrando toda aspiração de liberdade e
rompimento com o modelo ditatorial imposto
pelo partido único. O resultado é uma força de
trabalho domada pela violência psíquica
aplicada metodicamente por seus dirigentes,
com uma produção sem prescindentes na
humanidade, de tal forma que está orientando
as relações de trabalho no mundo: ou se
flexibiliza as forças de produção, submetendo
todxs trabalhadorxs a essa lógica opressora e
altamente exploradora (como se não
soubéssemos disso a séculos!), ou xs
trabalhadorxs serão descartadxs como vemos
ocorrer em todo mundo.

O que se faz numa situação dessas? No
Brasil, como em qualquer parte do mundo, é
passada a hora do rompimento com os
modelos reformistas de administração do
trabalho: sindicatos e legislação, que são
camisas de força dxs trabalhadorxs. Isso
unido a uma união direta dxs trablhadorxs,
sem intermediárixs e nem sindicalistas
profissionais. Dessa força é que consegue
parar a escravidão atual, repor as necessidades
dxs trabalhadorxs, reduzir
e parar a exploração de suas riquezas e
repor os danos feitos a nossa gente por
séculos.

Poderão não querer aceitar isso e
continuar em um mundo de fantasia,
mas veja que esse mundo esta sendo
feito e refeito através da repressão diário,
pelas violações psíquicas constantes
de propagandas ilusionistas e por fim
com a inundação feita pela China de seus
valores de exploração e opressão avançados,
do qual o empresariado mundial
está todo radiante, pois seus custos se
reduzirão sobre a mão de obra escrava
tornada mundial.

Se a escravidão ainda é algo atual, não
menos atual é a luta e resistência de todxs xs
oprimidxs a essa barbarização. Una-se,
esse é o pesadelo dx opressorx e exploradorx!
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