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(pt) Portugal, Acção Directa #6 - P. 6. - Anarquismo & Organização: Anarquismo & Organização + No rescaldo da Conferência Libertária Setúbal 2013

Date Tue, 30 Apr 2013 17:30:48 +0300


Anarquismo & Organização --- Vence o medo, já não estás só! --- O medo é o motor e a arma com que te apontam durante toda a vida. ---- Medo a ser reprimido, medo de ir para a prisão, medo de perder o emprego, medo de infringir a lei, medo de ser castigado, medo de perder privilégios, medo de perder o status quo. O medo governa o teu dia-a-dia, sem descanso, sem feriados. O medo invade-te por todos os lados, paralisa-te, faz-te insignificante, inútil, condiciona-te a aceitar o teu destino sem protestares. ---- Mas o que é que acontece quando os que perdem a casa, o emprego, o seu status quo, também perdem o medo – o que é que mais se pode perder quando já se perdeu tudo? ---- A catarse de uma manifestação pode aliviar tensões, mas não elimina o medo. Devemos eliminar o medo das nossas vidas se queremos deixar de ser escravos.

Hoje já admitimos que temos correntes em torno das nossas mãos e dos nossos
pés, mas chegou o momento de enforcarmos os nossos amos
e verdugos com as cadeias que nos têm escravizado desde há
séculos.

O tempo é de acção e não de palavras, o tempo é de desobe-
diência e não basta ocupar a ruas por umas horas, é tempo de
tomar as ruas até que a voz do povo seja a que mais ordena. É
tempo de instalar em cada cidade um acampamento onde os
desempregados, os despejados, os que estão desesperados se
juntem e deixem de reclamarem para começarem a decidir.

Há casas vazias, há fábricas paradas, há governos fantasma, é
hora de tomar o destino nas nossas mãos sem medo da prisão,
nem da lei, nem das balas. Nós que não lutamos por nenhum
governo, lutaremos para nos autogovernarmos, não morrere-
mos por nenhuma bandeira ou líder, mas morreremos para
salvar a casa dos nossos amigos, a dignidade dos nossos fi-
lhos, o bem-estar dos nossos pais e avós. Lutamos contra o
medo, lutamos para sermos verdadeiramente livres, lutamos
por um novo mundo que seja real, que seja um mundo cheio
de dificuldades, mas um mundo também cheio de soluções, já
que os grandes Messias são o sinal do fracasso do mundo actual.
Este novo mundo está em nós, nos ninguéns da história,
nesses milhões de ninguéns que fazemos o mundo mover-se
e, por isso, é já tempo de que eles, os que sempre têm estado
a decidir por nós, comecem a ter medo.

Organiza-te, luta, resiste, mas acima de tudo deixa de ter
medo. A partir de agora já não estás só.

SiSe

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No rescaldo da Conferência Libertária Setúbal 2013

O Ateneu Setubalense foi o palco da
Conferência Libertária realizada na
capital sadina nos dias 6 e 7 de Abril.
Esta Conferência realizou-se no segui-
mento de uma outra que tinha tido
lugar no Porto em Outubro passado.
Embora bem publicitada faltou al-
gum trabalho preparatório da Confe-
rência pelo que a discussão existente
no espaço reservado aos grupos e indi-
víduos anarquistas foi muito escassa e
com poucos resultados.

Os grupos e indivíduos presentes cobriam apenas, sobretudo, a
zona sul (Lisboa, Setúbal e Alentejo), o que também também im-
possibilitou que se tivesse uma visão geral do estado do movimento
anarquista e anti-autoritária a nível nacional,.

Mais frutíferos foram os debates públicos em tornos de temas
como os “Anarquistas e os Movimentos Sociais”, as
“colectividades anarquistas” de raíz rural (que foi tema de capa do
último número da revista Alambique, de Castro Verde) ou o debate
em torno do novo jornal MAPA, bimestral, que pretende dar uma
informação não manipulada, alternativa aos media do sistema e
actuante relativamente aos princípios anti-autoritários.

Continua a ser necessária a construção de um espaço de interliga-
ção entre as várias componentes do movimento anarquista e anti-
autoritário em Portugal, que motive a entreajuda e o apoio mútuo.
A meu ver, este espaço poderia residir numa rede mais ou menos
informal, que reunisse organizações, espaços, grupos e indivíduos
que se afirmam como libertários e que pudesse, em determinadas
situações, programar acções comuns de nível nacional - campanhas
de informação, de propaganda, de solidariedade, por exemplo.

Teria necessariamente que ser uma rede muito simples (talvez
com uma comissão de relações rotativa), com um espaço de ligação
e circulação da informação na Internet e com a realização de encon-
tros regionais e nacionais regulares.

Esta rede poderia ser também importante para agregar ao movi-
mento indivíduos dispersos pelo país, mobilizando-os para a orga-
nização de grupos ou actividades locais.

Outra das vantagens da rede seria a de constituir-se como memó-
ria do movimento libertário, podendo preparar conferências, expo-
sições, debates, ciclos de cinema, etc., que se poderiam organizar
em comum e depois fazer circular pelo país - numa evidente pou-
pança de recursos e energias.

Dada a dispersão territorial dos grupos, a sua autonomia e o facto
de haver também uma grande diversidade ideológica, embora sob a
matriz libertária, talvez fosse bom que futuras iniciativas deste gé-
nero tivessem uma preparação mais empenhada e estruturada, fa-
zendo com que as temáticas em debate fossem previamente estabe-
lecidas e discutidas nos grupos e só depois debatidas em plenário.
Se houvesse este trabalho prévio, de envolvimento dos grupos e
indivíduos, convidando todos a participarem e integrando-os na
discussão, talvez os resultados fossem mais positivos e deste tipo
de Conferências (que têm sido usuais ao longo dos anos) saíssem
decisões e resultados mais frutíferos.

e.m.
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