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(pt) Portugal, Colectivo Libertario Evora - Forum Social Mundial em Tunes acompanhado por um libertário português (en, fr)

Date Wed, 27 Mar 2013 11:36:23 +0200


Começou esta tarde em Tunes o Forum Social Mundial. Vai decorrer até ao dia 30 de Março. Os anarquistas tunisinos têm acusado os organizadores do forum de reformismo. A acompanhar os trabalhos está um libertário português que, através de um blogue criado para o efeito, está a dar conta do ambiente que se vive em Tunes. ---- Escreve hoje este companheiro: ” (…) esta manhã, tive oportunidade de conhecer um pouco do movimento anarquista e anti-autoritário de Tunes. Enquanto caminhava com companheirxs em direcção a um apartamento que serve de suporte ao movimento, conversámos sobre as nossas realidades. Contou-me um delxs que, ao mesmo tempo que, nas cidades, jovens e alguns sectores da população se mobilizam em torno de ideias anti-autoritárias e anti-capitalistas, revolucionárias e insurrecionalistas, nos campos cresce o entendimento de que “nenhum governo nos dará pão” e começa a falar-se da colectivização das terras.

Chegadxs ao “centro de operações”, deparei-me com uma profusão de gente de várias idades (mas sobretudo jovens) a pintar faixas e cartazes para uma marcha contra o Fórum Social Mundial. Critica-se a “burocracia” do Fórum e a abordagem reformista e liberal dos problemas económicos e políticos. Num comunicado lançado pelo Movimento Desobediência (um dos da esfera anti-autoritária), pode ler-se que, “apesar de o evento ser apresentado como uma oportunidade para revolucionários de todo o mundo se encontrarem, julgamos que o objectivo último, nomeadamente o colapso do sistema capitalista, não será considerado”. (…)”

O comunicado, a que se refere o texto, pode ser lido na íntegra aqui: inglês - http://appelsm.wordpress.com/call/english/ - francês: http://appelsm.wordpress.com/call/french/

Um blogue para acompanhar diariamente: http://decoimbraatunes.wordpress.com/

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FSM prestes a começar sem consenso entre os Tunisinos

Às 4h da tarde de hoje, uma marcha marcará a abertura oficial do Fórum Social Mundial 2013. As centenas de organizações participantes percorrerão toda a cidade de tunes, num percurso de 8km, e terminarão num estádio onde haverá tempo para intervenções e concertos.
Entretanto, esta manhã, tive oportunidade de conhecer um pouco do movimento anarquista e anti-autoritário de Tunes. Enquanto caminhava com companheirxs em direcção a um apartamento que serve de suporte ao movimento, conversámos sobre as nossas realidades. Contou-me um delxs que, ao mesmo tempo que, nas cidades, jovens e alguns sectores da população se mobilizam em torno de ideias anti-autoritárias e anti-capitalistas, revolucionárias e insurrecionalistas, nos campos cresce o entendimento de que “nenhum governo nos dará pão” e começa a falar-se da colectivização das terras. Chegadxs ao “centro de operações”, deparei-me com uma profusão de gente de várias idades (mas sobretudo jovens) a pintar faixas e cartazes para uma marcha contra o Fórum Social Mundial. Critica-se a “burocracia” do Fórum e a abordagem reformista e liberal dos problemas económicos e políticos. Num comunicado lançado pelo Movimento Desobediência (um dos da esfera anti-autoritária), pode ler-se que, “apesar de o evento ser apresentado como uma oportunidade para revolucionários de todo o mundo se encontrarem, julgamos que o objectivo último, nomeadamente o colapso do sistema capitalista, não será considerado”. O comunicado pode ler-se na totalidade, em inglês, aqui.

E com algumas fotos da manhã de hoje vos deixo, pois as fantásticas ruas de Tunes esperam-me!

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A Caminho do Fórum Social Mundial

A primeira etapa da minha viagem a Tunes levou-me ao berço deste movimento que tomou (e ainda toma) centenas de praças por todo o mundo, usando-as para devolver a democracia aonde ela surgiu: o espaço público. Nesta Puerta del Sol onde nasceu o 15M, reuniu-se hoje uma multidão, num espírito tão festivo como combativo, realizando vários jogos para celebrar o espaço público e para protestar contra os recentes planos de privatizar uma grande parte desta praça. Ao abrir Sol à iniciativa privada e ao projectar uma esplanada de 300m2 e um quiosque de 100m2, o poder madrileno está a fazer jus à sua tradição de tentar afastar as pessoas das praças do centro da cidade, retirando-lhes tudo o que é agradável: os jardins, as árvores, as fontes, os bancos de madeira, etc – e, agora, também o próprio carácter público do espaço. No entanto, este projecto de privatização da Puerta del Sol não é apenas mais um; pelo contrário, vem no seguimento de declarações dos detentores do poder político em Madrid: a alcaldesa Ana Botella, que diz que “há demasiadas manifestações em Madrid” e Ignacio Gonzálvez, presidente da Comunidad, que diz que “a função da Puerta del Sol não é ser um manifestódromo”. Torna-se óbvio que esto não é uma “simples” privatização de uma praça; é, sim, (mais) um ataque do estado espanhol contra o 15M e contra a sociedade civil em geral.

Este acontecimento em Sol, curiosamente, não se podia adequar melhor a esta viagem para Tunes. O grupo em que participo debruça-se precisamente sobre o espaço público e sobre as experiências, os desafios e as aprendizagens dos movimentos sociais que o têm como factor central. Temos aqui um exemplo actual de um desafio (entre tantos) enfrentado por estes movimentos, que levanta várias questões e para o qual provavelmente não há uma solução simples. Durante o FSM (e após este), este grupo irá, de forma horizontal, colaborativa e através do consenso, mapear os movimentos sociais, as suas lutas e sonhos. Com base na partilha de experiências, saberes e aprendizagens, iremos procurar soluções comuns para problemas e desafios comuns, tentar construir pontes, delinear estratégias de comunicação e coordenação, bem como debater ideias de acções directas e, quiçá, sair daqui com meia dúzia de ideias irreverentes na cabeça!

É com o objectivo de partilhar esta experiência do Fórum Social Mundial 2013 que lanço este blog. Irei colocando, de forma mais ou menos irregular, pensamentos, ideias e relatos do que se anda a falar por aqui – não só do grupo em que estou inserido, mas da enorme multiplicidade de eventos que acontecerão em Tunes nestes dias (e dos quais só vou ter oportunidade de vislumbrar uma irrisória parte: são 70 as assembleias de convergência, para além de quase 2000 outras actividades).
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