A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) Portugal, Acção Directa #5 P3 - Sindicalismo & luta de classes - 7a avaliação da troika - Vem aí mais austeridade

Date Tue, 26 Mar 2013 16:03:30 +0200


Tal como se esperava o governo anunciou mais um conjunto de previsões que mostram o estado de profundo retrocesso económico – com sectores produtivos completamente paralisados ou destruídos – verificado nos últimos anos em nome da austeridade. ---- As previsões para o desemprego foram revistas e Vitor Gaspar – que continua a não acertar uma previsão – já anunciou que para o fim do ano o numero de desempregados pode rondar os 19 por cento – uma taxa de desemprego nunca vista em Portugal pós 25 de Abril. ---- As projecções revistas pelo ministro, e reveladas a meio do mês de Março, apontam agora para uma recessão de 2,3% este ano, contra os 1% esperados na quinta avaliação do programa realizada em setembro (quando foi feita a última alteração no cenário macroeconómico) e ainda metade do crescimento em 2014, ou seja, 0,6% do PIB.

A conjuntura internacional terá tido uma
grande influência na revisão destes valores.
As exportações, mais afetadas pelos efeitos
do ciclo económico, são revistas em baixa em
um ponto percentual em 2012 e 2014, mas a
queda mais significativa é mesmo para este
ano, com o Governo a esperar um crescimen-
to de apenas 0,8%, contra os 3,6% estimados
anteriormente, enquanto a procura interna
desce abruptamente na ordem dos 4,1pontos
percentuais negativos.

A tudo isto é preciso acrescentar o estado
de profunda debilidade económica e social já
de muitas famílias. O subsídio de desempre-
go nem sequer atinge metade dos desempre-
gados e há milhares de jovens, com as licen-
ciaturas e os mestrados concluídos e sem
encontrarem saídas no mercado de trabalho.

A violência das ultimas medidas impostas
pelo Governo – e que se começam a sentir de
forma mais dramática – como o aumento das
rendas e a subida em flecha do IMI vão levar
ainda mais famílias à falência, à fome à exclusão.
Perante tudo isto só há um caminho: o da
luta organizada, da ocupação dos locais de
trabalho sempre que esteja em vista o encer-
ramento das empresas, de um não solidário a
qualquer despejo de casa por não pagamento
das prestações aos Bancos.

A organização dos trabalhadores tem que
ser feita a partir dos bairros, assumindo for-
mas assemblearias e cooperativas, horizontais
e com a menor delegação possível de poderes.
Ao contrário do que a propaganda partidá-
ria quer fazer crer as eleições nada vão mudar
neste cenário. Antes já vimos que a política
do PS era a mesma que depois o PSD conti-
nuou e se o PS voltar ao governo irá conti-
nuar a política do PSD. E a estes dois não há
alternativa: o sistema político foi desenhado
para que se revezem no poder.

O caminho alternativo é outro: o das lutas
concretas, com objectivos determinados que
imponham transformações profundas na soci-
edade e não apenas os pequenos remendos
(ou nem isso) que é o máximo que a luta
político- partidária pode alcançar.

=============
Debate sobre anarco-sindicalismo em Évora: nos tempos de crise o apoio
mútuo e a solidariedade são instrumentos importantes para os trabalhadores

Cerca de duas dezenas de pes-
soas assistiram em Évora, à apre-
sentação da revista “Apoio Mú-
tuo” e da AIT/SP e participaram
numa animada conversa que du-
rou mais de duas horas. Da AIT/
SP estiveram presentes os compa-
nheiros Raúl e Zé que fizeram
uma breve apresentação da AIT,
fundada há 90 anos, no espírito
de que “a emancipação dos tra-
balhadores deve ser obra dos
próprios trabalhadores”, e da
Secção Portuguesa (a antiga CGT
era membro da AIT) reconstituí-
da a partir dos anos 90 do século
passado por iniciativa de um
grupo de trabalhadores libertá-
rios, maioritariamente sediados
na grande Lisboa e no grande
Porto. O debate foi animado com
muitas intervenções. Em causa
estiveram questões tão práticas
como as de: que utilidade tem
para os trabalhadores uma organi-
zação como, hoje, a AIT, sem
recursos e sem capacidade para
agir em defesa dos trabalhadores
(seja por falta de recurso materi-
ais ou mesmo legais) ; na estrutu-
ra actual da sociedade há novas
situações e realidades, diferentes
das que o anarcosindicalismo
encontrou há 100 anos, como
novas categorias profissionais e
mesmo uma precarização das
pequenas empresas: porque é a
luta dos pequenos empresários (a
braços com todo o nível de restri-
ções e imposições por parte do
Estado) não é valorizada pelos
sindicatos como qualquer outra
luta dos trabalhadores; qual a
necessidade hoje de sindicatos, já
que os actuais estão tão descredi-
bilizados – não seria melhor
avançar para outras formas orga-
nizativas, em que o objectivo das
relações laborais estivesse pre-
sente, mas não fosse o único?

Foram muitas questões e muitas
interrogações, mas ficou a afir-
mação expressa de que é preciso
reforçar o espaço assembleario,
de base, horizontal, de resistência
e de confronto com o capital e o
Estado, numa altura de grande
precarização da vida de todos os
trabalhadores. Aliás, entre os
presentes, no debate, eram maio-
ritários os trabalhadores com
vínculo precário e os que estão
sob ameaça de despedimento e
quebra de contratos do que aque-
les que mantêm uma situação
profissional “segura”, o que dá
uma ideia também da necessidade
de considerar a luta pelo trabalho
e contra o desemprego como um
dos objectivos essenciais das movi-
mentações de base.

O debate terminou também
com a ideia de que, na situação
que se vive de crise e de corte de
quaisquer regalias e direitos soci-
ais dos trabalhadores, é necessá-
rio reforçar a discussão e a orga-
nização entre os explorados e
oprimidos (estejam ou não no
mercado de trabalho) e que cons-
tituem 99 por cento da popula-
ção - na expressão do movimento
Occupy – e adoptar os métodos
de luta que sempre foram a marca
característica do anarquismo e do
anarcosindicalismo – a acção
directa, a democracia directa, o
apoio mútuo, a solidariedade, a
auto-organização e a recusa de
qualquer hierarquização das es-
truturas de decisão.

Ficou no ar também a possibili-
dade de, a curto ou médio prazo,
ser constituído em Évora um
núcleo da AIT/SP, virado para as
questões de natureza laboral e
sindical.

Foi um debate rico e interessan-
te e, por isso também, o nosso
agradecimento aos companheiros
da AIT/SP que se deslocaram a
Évora e a todos os presentes, inde-
pendentemente do seu posicionamen-
to político.
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt


A-Infos Information Center