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(pt) Portugal, Acção Directa #5 Março 2013 Boletim Informativo do Colectivo Libertário de Évora

Date Sat, 23 Mar 2013 17:29:57 +0200


Nesta edição: As Revoluções contra as vanguardas Raul Zibechi Pág.2 --- Os Estados Unidos da Europa M. Bakunin Págs. 4 e 5 ---- Memória Libertária Artur Modesto Pág. 7 ---- CNT quer genocídio franquista julgado Pág. 8 ---- É preciso não baixar os braços ---- Como se esperava a situação económica é cada vez pior e os números do desemprego aumentam todos os dias. ---- A situação em que vivem milhares e milhares de portugueses degrada-se a olhos vistos e apesar da indignação que, de vez em quando, sai à rua, o descontentamento
não ganhou ainda a visibilidade nem a capacidade de intervenção necessárias para que o Governo fosse obrigado a levar os protestos em linha de conta.. Tem faltado capacidade organizativa e a definição concreta de objectivos. Págs. 3 e 6

A ideia que subjaz aos cortes que estão a ser
feitos pelo governo, com o apoio da troika, é
empobrecer os portugueses, retirar-lhes poder
de compra, embaratecer o trabalho, desqualifi-
cá-lo e desregulá-lo. Já todos o percebemos. É
este o programa preparado para os países do
sul da Europa, no âmbito de uma transforma-
ção do capitalismo que está a levar as reservas
monetárias, as grandes empresas e os princi-
pais fundos de investimentos para outras zo-
nas do mundo, como a Ásia ou a América do
Sul, que se estão a transformar em grandes
potências económicas, enquanto a Europa e a
América do Norte entraram em declínio. Mui-
tos dos modelos que ainda nos servem de ban-
deira têm que ser analisados e actualizados
neste contexto: em breve, sob a pressão do
capital, os trabalhadores dessas novas zonas
vão ter uma palavra a dizer e vamos ter que
ouvi-la. Em que sentido ela se vai fazer ouvir?
Num reforço das correntes libertárias e anti-
autoritárias ou, pelo contrário, num reavivar
das frentes de luta autoritárias que marcaram
grande parte do século XX? O sabermos isso
vai ser determinante para sabermos que mun-
do e que solidariedades podemos construir.
e.m

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Doidinhos por eleições

Há na chamada esquerda política uma pro-
funda atracção pelo voto. Percebe-se: está
ali o seu ganha-pão, seja nas tricas eleito-
rais ou seja nas rendas parlamentares que,
para ela, são sempre verdadeiras garrafas
de oxigénio. Recebem os subsídios do Es-
tado por cada voto que arrecadam, recebem
subsídios para as campanhas eleitorais,
recebem ordenados dos eleitos e dos asses-
sores. É para isto que existem: para arranja-
rem empregos aos seus correligionários e
encherem os cofres do partido. Em cada
acto eleitoral, por mais votos que percam
mais alto hão-de proclamar que ganharam:
se não foram mais um ou dois deputados,
foi porque o seu rival mais directo também
perdeu ou porque aumentaram umas déci-
mas na votação geral. É este o seu objecti-
vo e de pouco mais são capazes. Nas elei-
ções, seja de que tipo forem, é onde estes
partidos se realizam e a chamada rua só
lhes serve para canalizarem os protestos
para a urna de voto. A cada acto eleitoral
que se aproxima, mesmo aqueles que sa-
bem que nunca irão ganhar e que serão
sempre meramente críticos dos chamados
partidos do “arco do poder” (os tubarões do
bloco central que alternam, aqui e em todos
os países ditos democráticos, na gestão do
Estado), agitam-se, entram em frenesim,
como se tomados de uma bebedeira eleito-
ral intensa: são capazes de todos os sonhos
e dão largas à ambição - do mais minúsculo
ao mais musculado todos se arrogam como
vencedores. E sê-lo-ão. Há muito que todos
eles já deixaram de ser instrumento de
qualquer transformação social, para serem
apenas um modo de vida para os seus fun-
cionários, para os seus eleitos, para os seus
dirigentes, para o funcionalismo político
que espalham por toda a administração
pública, mas também em muitas empresas
sedentas de estarem de bem com o poder
político. Nesta febre eleitoralista, em que
apenas se revezam no poder o PS e o PSD/
CDS, mesmo assim os minorcas do PCP e
do BE ainda conseguem umas migalhas
que os enchem de felicidade. É vê-los por
estes dias nas ruas gritando “Demissão Já”,
(e o que nós gostaríamos de ver este gover-
no e todos os outros no olho da rua!!!...)
como se fossem a seguir eles os escolhidos
para a mesa do poder. Sabem que não, mas
servem-lhes as migalhas que sempre so-
bram da mesa dos partidos grandes em
qualquer momento eleitoral. E estes parti-
dos, mesmo pequenos, têm muitas bocas
para alimentar. Têm que dar ao seu corpo
de funcionários e de eleitos o “pão” que
recebem do Estado em nosso nome, en-
quanto “nossos representantes”. É isto que
os alimenta e o único fim já que perse-
guem: auto-alimentam-se da política e da
representação. Tudo o resto é a fingir.

Rui.T.
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