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(pt) Apoio Mútuo #2 - Entrevista KRAS - secção russa da AIT

Date Fri, 08 Mar 2013 15:51:49 +0200


Podem falar­nos um pouco da vossa organização? Como come­çou a KRAS? Estiveram envolvi­dos em conflitos laborais? Como descreveriam o panorama geral da classe trabalhadora na Rússia nos dias de hoje? ---- A nossa organização surgiu de forma gradual nos anos de 1991­1995. A sua criação resultou de alguma clarificação de posições no seio do movimento liber­tário na Rússia. É claro que a tradição anarquista na Rússia foi destruída du­rante a ditadura “vermelha” e, após o ressurgimento do movimento no final dos anos 80, prevaleceram posições muito estranhas: de tal forma que, na chamada “Confederação de Anarco­-Sin­dicalistas” (apesar do seu nome, era an­tes uma federação anarquista generalis­ta), predominavam conceitos de “socia­lismo libertário de mercado”, e também
existiam algumas ideias confusas como o “anarco­capitalismo”, etc.

Apesar dis­so, criámos uma corrente anarco­comu­-
nista (a Iniciativa de Anarquistas Revo­-
lucionários, IREAN, em 1991 e a Fede­-
ração de Anarquistas Revolucionários,
FRAN, em 1992) e reorientámo­nos pa­-
ra a Associação Internacional dos traba­-
lhadores, a única organização internaci­-
onal que tem por finalidade o comunis­-
mo libertário (a tendência pró­AIT exis­-
tiu na IREAN e na FRAN desde 1992). A
KRAS foi oficialmente fundada em 1995
e em 1996 aderimos enquanto secção à
Internacional.

Há que dizer que a fundação da
KRAS ocorreu em condições muito ad­-
versas. Foi o período do crash económi­-
co, da atomização quase total da socie­-
dade e da prevalência da passividade
social. Os trabalhadores dedicaram­se à
sobrevivência individual e praticamente
não ofereceram resistência às reformas
selvagens dos mercados. Quaisquer ten­-
tativas de protesto estavam sob o con­-
trolo rígido da burocracia sindical, que
declarou abertamente que o seu objecti­-
vo era manter o protesto dentro de “li­-
mites civilizados”.

É claro que, nesta situação, a nossa
organização apenas poderia ser uma pe­-
quena associação de militantes activos,
envolvidos principalmente em activida­-
des de propaganda como a publicação
do jornal “Acção Directa”, organização
de comícios de rua, distribuição de pan­-
fletos informativos sobre os princípios e
tácticas do anarco­sindicalismo e na
agitação dirigida à constituição de sin­-
dicatos anarco­sindicalistas. De início,
faziam parte da KRAS­AIT grupos de
Moscovo e de Baykalsk (cidade na Sibé­
ria), assim como um grupo da cidade
bielorussa de Gomel. Em Moscovo, tí­-
nhamos uma pequena célula num cen­-
tro de informação, que tentou proteger
o interesse dos trabalhadores, mas logo
os seus membros tiveram de abandonar
o seu local de trabalho. Em Baykalsk, os
nossos companheiros foram os promo­-
tores do sindicato local dos trabalhado­-
res da indústria da pasta de papel. Or­-
ganizaram uma greve, mas sofreram
uma derrota e depois o grupo foi esma­-
gado. Quanto ao grupo de Gomel, evo­-
luiu gradualmente para uma espécie de
anarquismo mais geral. Desta forma, no
final da década de noventa, o nosso
grupo de Moscovo ficou sozinho, apesar
da existência de membros individuais
noutras cidades.

Apesar de não termos a possibilida­-
de de organizar greves, participámos
activamente no apoio a outros trabalha­-
dores em greve. Os activistas da organi­-
zação de Moscovo da KRAS­AIT deram
apoio e assistência técnica a alguns mo­-
vimentos grevistas, por exemplo: dos
professores na região de Moscovo
(1999), dos trabalhadores da fábrica
“Rostselmash” (em Rostov do Don), de
uma fábrica de maquinaria em Yasno­-
gorsk (1999) (onde a greve foi levada a
cabo por assembleias dos trabalhado­-
res), dos trabalhadores da construção
em Moscovo (1999), dos trabalhadores
da Ford (2007) e de trabalhadores da
loja “Detsky Mir” em Khimki, um su­-
búrbio de Moscovo (2009). Ao apoia­-
rem estas greves, os membros da
KRAS­AIT tentaram partilhar com os
trabalhadores as ideias e tácticas anar­-
co­sindicalistas.

Os membros da KRAS­AIT foram
muito activos na propaganda antimili­-
tarista. Participaram em acções contra
as guerras da Chechénia, contra a guer­-
ra na Ossétia do Sul (2008) e em outras
acções anti­guerra. Participamos acti­-
vamente em manifestações, piquetes e
outras acções de protesto, promovendo
experiências, métodos e ideias do anar­-
co­sindicalismo. Desde o fim de 2008,
os activistas da KRAS­AIT têm vindo a
organizar acções contra o aumento de
preços.

No entanto, as nossas possibilidades
são claramente limitadas. Têm um limi­-
te objectivo: a grande passividade social
da classe trabalhadora na Rússia, o seu
baixo nível de preparação para a resis­-
tência e para a luta pelos seus próprios
direitos. Mesmo nas actuais condições
de severa recessão económica, de falhas
de produção, de despedimentos massi­-
vos e deterioração das condições de tra­-
balho, praticamente não existem movi­-
mentos grevistas.

Como descreveriam a situação
política na Rússia de hoje? Quais
são as bases sociais e de classe do
actual sistema político russo e na
vossa opinião, para onde se diri­ge?

O regime político pode ser descrito
como autoritário. Formalmente, as ins­-
tituições da democracia representativa
funcionam e existe um sistema repre­-
sentativo. Mas, na verdade, o poder está
nas mãos de um reduzido círculo de
pessoas próximas do actual primeiro­-
ministro Putin. Por um lado, ele incli­-
na­se contra o apoio dos principais gru­-
pos económicos da oligarquia e das for­-
ças repressivas. Por outro, as pessoas
pertencentes ao grupo político domi­-
nante também criaram o seu próprio
grupo económico. Há lutas periódicas
pela repartição da propriedade entre to­-
dos esses grupos e corporações (e eles
controlam quase toda a economia naci­-
onal e também, na realidade, o que so­-
bra do sector público).

O clima geral político piorou tam­-
bém no quadro da política de "combate
ao extremismo". As manifestações e os
comícios de rua (mesmo os legais) são
muitas vezes dispersados. As autorida­-
des organizam processos contra antifas­-
cistas e contra as vítimas de abusos da
polícia, acusadas de "resistência". Há
casos de assassinatos políticos: as víti­
mas são activistas antifascistas e repre­-
sentantes da oposição pública.

Como é a situação social geral
na Rússia de hoje? O que se man­-
teve do anterior sistema comu­-
nista? E o que mudou mais desde
então? Como é que as pessoas ge­-
ralmente se sentem relativamen­-
te à transição do capitalismo de
Estado para o capitalismo de
propriedade privada e como isso
os afectou?

Em termos gerais, nos anos 90, deu­-
­se uma transição do capitalismo de Es­-
tado para o capitalismo oligárquico. Foi
acompanhada pela destruição dos ele­-
mentos de "Estado social" que existiam
na "União Soviética". Agora, há uma as­-
fixia gradual dos sistemas de educação
e de saúde gratuitos. Foi introduzida
uma reforma das pensões, com base na
capitalização de pensões. Muitos dos
apoios para pessoas idosas foram can­-
celados. O sistema progressivo de im­-
postos foi abolido: agora tanto os bilio­-
nários como os trabalhadores pagam
uma taxa de 13% sobre os rendimentos.

A acentuada queda do padrão de vi­-
da dos trabalhadores ocorreu nos anos
90 após a introdução de preços de mer­-
cado. As pessoas sobreviveram à custa
de pequenos jardins e hortas que muitas
famílias das cidades têm nas aldeias. Os
especialistas consideram que só por esta
razão não houve fome em massa. Ape­-
sar de no início dos anos 2000 a posição
de algumas categorias de trabalhadores
ter melhorado um pouco (o aumento
dos preços do petróleo a nível mundial
levou a um crescimento económico), a
situação geral continua muito pesada.

Os salários na Rússia são os mais baixos
da Europa, embora os preços sejam
comparáveis ao nível europeu.

A situação piorou ainda mais devido
à crise económica actual. O volume de
produção na Rússia caiu para 16% du­-
rante os primeiros 9 meses de 2009. O
número oficial de desempregados é de
mais de 2 milhões, mas se usarmos os
critérios da Organização Internacional
do Trabalho é de 6­7 milhões e, até o fi­-
nal do ano [de 2009], espera­se quase
10 milhões de desempregados. De acor­-
do com o Ministério da Saúde e do De­-
senvolvimento Social, desde o início da
crise cerca de 700 mil pessoas foram
despedidas. Muitas centenas de milha­-
res de pessoas foram colocadas em ho­-
rários reduzidos de trabalho com os
correspondentes cortes nos salários.

Por detrás destes números frugais
escondem­se pessoas reais, destinos re­-
ais. Para eles é a depressão, a falta de
meios de subsistência, a inutilidade e o
desespero. A doença, o suicídio, o alcoo­-
lismo... Muitas pessoas não têm dinhei­-
ro para medicamentos: o seu consumo
na Rússia caiu para um mínimo de 9%.

Os patrões utilizam a crise como
pretexto para mais ataques contra os
trabalhadores: redução de salários e
agravamento das condições de trabalho.
Crise é negócio.

Infelizmente, ao contrário do que
sucede em muitos outros países, a po­-
pulação reage à crise sobretudo de for­-
ma passiva. A reacção às reformas de
mercado dos anos 90 foi também basi­-
camente passiva. A destruição do velho
modelo deixou atrás de si uma profunda
frustração. As pessoas comportam­se
como egoístas, muitas vezes tentando
sobreviver à custa dos outros.

Agora, quase nunca acontecem gre­-
ves e já não há acções radicais, como a
ocupação de fábricas ou as greves de so­-
lidariedade. Como é óbvio, os dados ofi­-
ciais que registam uma só greve no pri­-
meiro semestre do ano, envolvendo 10
pessoas, são uma mentira. Mas mesmo
as estatísticas de organizações em prin­-
cípio favoráveis à acção dos trabalhado­-
res caracterizam­se pela decepção: fo­-
ram registadas apenas algumas peque­-
nas "disputas laborais".

As autoridades, a oposição e os sin­-
dicatos burocráticos agem conjunta­-
mente para tentar evitar qualquer pro-­
testo social. Os sindicatos oficiais e "al­-
ternativos" pregam a "paz social" e a
colaboração de classes, preferindo ape­
lar ao envolvimento do Estado para
uma "reestruturação". Todas as tentati­
vas de auto­organização da luta dos
trabalhadores são extremamente pe­-
quenas e têm sido brutalmente repri­-
midas. Tivemos informações de várias
fábricas e empresas onde foram despe­-
didos activistas que estavam a tentar
formar sindicatos independentes. Hou­-
ve casos repetidos de ataques físicos di­-
rectos contra sindicalistas. Num desses
ataques foram, alegadamente, encon­-
tradas drogas, motivo pelo qual um sin­-
dicalista está preso.

Infelizmente, é possível afirmar que
uma década e meia de reformas de
mercado não conduziu a um cresci­-
mento do conteúdo social­revolucioná­-
rio do protesto contra o capitalismo,
mas sim ao crescimento do nacionalis­-
mo nas suas mais diversas formas. E a
luta contra este nacionalismo é, para
nós, uma tarefa importante.

Como descreveriam a relação
entre a KRAS e as restantes sec­-
ções da AIT? O que é que conside­-
ram positivo nessa relação e o
que acham que poderia ser me­-
lhorado? A KRAS, como a AIT­SP,
é mais ou menos um grupo de
propaganda anarco­sindicalista.
Como vêem a relação entre os
grupos de propaganda e os sindi­-
catos anarco­sindicalista já esta­
belecidos na AIT?

A nossa organização está na AIT
desde 1996. Mantemos relações com
outras secções da Internacional, embora
com diferentes níveis de intensidade
real. Estamos em contacto com menor
ou maior regularidade com secções co­-
mo a FORA, a AIT­SP, a CNT­AIT (F), a
NSF, a ZSP, a PA e também com com­-
panheiros checos. Mas queremos de­-
senvolver relações também com as ou­-
tras secções. Genericamente, temos
uma posição determinada no seio do
movimento anarco­sindicalista, que
pode ser descrita como "forista". Tal
como a FORA argentina, nós conside­-
ramo­nos uma organização "finalista",
que tenta juntar as funções de um sin­-
dicato com as de uma organização ide­-
ológica. Assim sendo, não estamos
abertos a "todos os trabalhadores, in­-
dependentemente de seus pontos de
vista", mas estamos abertos apenas a
trabalhadores que compartilhem o ob­-
jectivo do comunismo libertário.

Mas isto não quer dizer que agora
devamos trabalhar, basicamente,
como uma organização de propa­-
ganda. Neste momento, não pode­-
mos criar qualquer célula numa em­-
presa ou estabelecimento, não por­-
que não queiramos, mas devido à si­-
tuação real do movimento operário
na Rússia. E não pensamos que, por
questão de princípios, devam existir
quaisquer problemas entre grupos
de propaganda anarco­sindicalista e
organizações que funcionam como
verdadeiros sindicatos. A diferença
entre estes dois tipos de organiza­-
ções pertence à esfera da dimensão e
das possibilidades e não à esfera da
observância mais "estrita" ou mais
"indulgente" para com os princípios.
Mas é importante não procurar o
crescimento das fileiras dos sindica­-
tos a qualquer custo, em detrimento
da qualidade e convicção dos mem­-
bros. Não estamos a dizer que todos
os membros de um sindicato anar­-
co­sindicalista devam necessaria­-
mente considerar­se subjectivamen­-
te como anarquistas. O anarquismo
não é uma doutrina de gabinete.
Muito mais importante é que os
membros actuem como anarquistas,
do que se intitularem anarquistas
para depois agirem como autoritári­-
os. Mas é necessário que procurem
alcançar ambos os objectivos do
anarco­sindicalismo: lutando tanto
por melhorias materiais imediatas,
como por uma sociedade livre base­-
ada no comunismo libertário. Caso
contrário, isto não seria anarco­sin­-
dicalismo, mas apenas um tipo de
sindicalismo um pouco mais radical.
Porque o anarco­sindicalismo é a
corrente anarquista no seio do mo­-
vimento dos trabalhadores, não ha­-
vendo nele lugar para anti­anarquis­-
tas, tais como membros de partidos
políticos, etc.

Quais são as vossas pers­-
pectivas para o futuro da AIT e
do anarco­sindicalismo?

Como é claro, esperamos o me­-
lhor. Especialmente agora, nesta si­-
tuação em que os sindicatos buro­-
cráticos não podem nem querem
defender os interesses e direitos dos
trabalhadores e começa a haver es­-
paço livre para o desenvolvimento
de uma alternativa. Mas o renasci­-
mento do anarco­sindicalismo não é
um processo automático. Temos de
levar em conta factores como a ato­-
mização social, a desintegração da
cultura tradicional do trabalho, as
atitudes individualistas e a frustra­-
ção geral. Nesta situação, para a
nossa Internacional e para as suas
secções, uma coisa permanece: tra­-
balhar duro para os nossos objecti­-
vos e finalidades, procurando atingir
o máximo. E, em primeiro lugar, é
importante fortalecer as relações
entre as organizações anarco­sindi­-
calistas de diferentes regiões, de
modo a que, mais cedo ou mais tar­-
de, possamos ser capazes de condu­-
zir uma verdadeira luta de classes a
nível internacional. Quando virmos
uma verdadeira greve de solidarie­-
dade internacional entre trabalha­-
dores, organizada pelos anarco­sin­-
dicalistas, estaremos em situação de
poder afirmar que as perspectivas
futuras da nossa AIT são as melho­-
res de toda a metade do século pas­-
sado.
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* Entrevista realizada no final de 2009 .

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O regicídio, o 5 de Outubro
de 1910, a I República
Portuguesa e a intervenção
anarquista
de Júlio Carrapato

ado avante por anarquistas e não por
republicanos? E se o 5 de Outubro de 1910
também tiver, no essencial, sido feito por
anarquistas intervencionistas que pres­-
cindiram da orientação de chefes republi­-
canos prematuramente desactivados como
Miguel Bombarda ou Cândido dos Reis? E
se, uma vez implantada a República, as
suas principais vítimas tiverem sido os
anarquistas e os trabalhadores persegui­-
dos e não os monárquicos ou os católicos
que, sob o disfarce ideológico, faziam par­-
te ao fim e ao cabo da mesma classe bur­-
guesa que os republicanos? E se um dos
maiores inimigos dos anarquistas tiver si­-
do um republicano “de esquerda”, Afonso
Costa, chefe do Partido Democrático e
cognominado “o Racha­Sindicalistas”? E
se, em resposta à repressão brutal da gre­-
ve geral de 1918 e da ocupação de terras
no Alentejo, o homem que matou Sidónio
Pais também tiver sido um anarquista,
como aliás os restantes companheiros en­-
volvidos no movimento? E se, já implan­-
tado o regime fascista, o único movimento
proletário que se lhe opôs – o 18 de Ja­-
neiro de 1934 – também tiver sido de ma­-
triz e inspiração libertárias e anarco­sin­-
dicalistas, aliás como o atentado de 1937
contra Salazar? E se, enfim, a nível penin­-
sular, tanto português quanto espanhol,
aquilo que é autenticamente ibérico e re­-
volucionário for o anarquismo e, muito
especialmente, o anarco­sindicalismo?»

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