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(pt) p3 - Sindicalismo & luta de classes: Que o desemprego não te desmobilize! + Cresce entrega de casas aos bancos

Date Thu, 28 Feb 2013 08:38:28 +0200


O desemprego continua a aumentar. No Alentejo a taxa de desemprego é superior à média nacional. Os números oficiais apontam para cerca de 1 milhão de desempregados. Estimativas mais realistas dizem que em Portugal há pelo menos 25% da população activa desempregada, o que equivale a 1,5 milhões de desempregados, para além de todos os precários e contratados a prazo. ---- Que o desemprego não te desmobilize! ---- Recentemente em França imolou-se pelo fogo um homem a quem tinha terminado o prazo para receber o subsídio de desemprego. Em Portugal, neste momento em que os números oficiais indicam cerca de um milhão de portugueses sem trabalho, mais de metade dos desempregados já não recebe ou nunca recebeu subsidio de desemprego. Há famílias na mais absoluta miséria. O subemprego e a precarização estão por todo o lado.

Todos os dias cresce a entrega
de casas aos bancos e, agora com a
nova lei das rendas, muitos inquili-
nos são obrigados a deixarem as ca-
sas em que sempre viveram, enreda-
dos numa legislação que apenas visa
proteger os proprietários Os próprios
anúncios do IEFP (a conta-gotas, é verda-
de) apontam para ofertas (?) de emprego,
em profissões especializadas, como técni-
cos de contas ou cozinheiros, por exem-
plo, com ordenados que mal ultrapassam
os 500 euros. O plano de empobrecimento
generalizado dos trabalhadores portugue-
ses posto em marcha por este governo
parece ter encontrado terreno fértil, quase
sem oposição (tirando os desfiles folclóri-
cos da CGTP ou algumas acções, quase
sempre desgarradas, de grupos mais radi-
cais), fazendo de cada trabalhador um
simples objecto que se espreme para que
dele saiam as moedas que ainda restarem.

Um Governo estatizante

Para além de ladrão este governo é tam-
bém um dos mais estatistas e centralistas
– apesar de se dizer liberal – que Portugal
conheceu desde Abril de 1974. A fúria
estatizante de tudo controlar, desde as
facturas às multas de trânsito, enchendo
cada vez mais o Estado de competências e
de leis que visam entrar na intimidade dos
cidadãos, no seu relacionamento social e
naquilo que deveria constituir o terreno
sagrado da autonomia individual faz deste
governo a mentira das mentiras. Só
não mentem numa coisa: a intenção
deliberada, desde o primeiro dia, de
colocarem a generalidade dos portu-
gueses a “pão e água”, enquanto que
os grandes grupos económicos, os
bancos, a classe financeira seguram
as rédeas do Estado, numa promis-
cuidade que já não o é: os interesses
económicos e financeiros tomaram
conta da administração pública e
usam todos os instrumentos que pos-
suem (fisco, segurança social, polí-
cia, ASAE, etc.) para espoliar a soci-
edade até onde puderem (mas sem-
pre em nome de um liberalismo que
apenas oculta o que são - um dos
governos mais centralistas em Portu-
gal desde o 25 de Abril, nalguns aspectos
mais centralista até do que o próprio go-
verno de Vasco Gonçalves, “campeão”
das estatizações).

O caminho de oposição a este governo
não é, por certo, o da imolação ou o do
desespero. Tem que ser um caminho de
luta e de acção concertadas entre quem
mais sofre. Ou, retomando o belo jogo de
palavras do movimento anarcosindicalis-
ta espanhol, (“Que el paro no te pare”), é
preciso que o desemprego não nos des-
mobilize.

a.

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Cresce entrega de casas aos bancos

O número de casas entregues ao banco e de famílias na falência
não pára de crescer. Dados da Associação dos Profissionais e Em-
presas de Mediação Imobiliária referem que o valor das casas en-
tregues aos bancos por recuperação de créditos subiu 67% em
2012.

Segundo a imprensa económica, os quatro maiores bancos tinham,
no final de Dezembro, 3,6 mil milhões de euros de imóveis entre-
gues devido ao não pagamento das prestações de crédito.
No entanto, a maioria destas casas entregues são-no já não por
particulares, que deixaram de pagar os empréstimos à habitação,
mas de promotores imobiliários que não são capazes de escoar os
imóveis e assim saldar as dívidas aos bancos.
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