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(pt) Portugal, Acção Directa #4 p2 - Anarquismo & Organização: Organização, autonomia e federalismo + Teoria da Revolução

Date Wed, 27 Feb 2013 17:20:27 +0200


Organização, autonomia e federalismo: Luigi Fabbri ---- O princípio da organização em si é um dos postulados principais da doutrina anarquista. (...) Sem a organização a anarquia é tão inconcebível quanto o fogo sem o combustível para o fazer.(...) -- Nós pensamos que mesmo a mais bela e perfeita organização estará destinada a morrer se os seus membros, por mais sábios que sejam em termos teóricos, permanecerem inactivos. ---- A vantagem das organizações consiste no facto de que, em igualdade de outras condições, é preferível que pessoas decididas à acção estejam organizadas do que não organizadas, embora seja natural que um indivíduo isolado, mas pronto a agir, valha mais que mil pessoas inactivas e não organizadas.(...) Organização não significa autoridade, governo ou humilhação, mas apenas: associação harmoniosa dos elementos do corpo social.

Da mesma forma que queremos que todos os
homens, um dia, estejam associados harmo-
nicamente, preconizamos hoje, na luta pela
preparação de um tal futuro, a associação
harmoniosa dos anarquistas. A organização é
um meio para atingirmos esse fim, e um meio
mais condizente com as finalidades socioló-
gicas do anarquismo.(...)

A organização, longe de limitar a liberdade
individual, alarga-a e a torna-a verdadeira-
mente possível, pois proporciona a cada
indivíduo uma soma maior de forças para
vencer obstáculos e para avançar, forças
estas que faltariam a cada indivíduo se consi-
derado isoladamente.(...)

A organização não significa - repito - uma
diminuição do eu, mas sim a possibilidade
para este atingir, com a ajuda dos outros, o
máximo da sua realização. A organização
não significa o esmagamento ou a violação
da individualidade própria a cada indivíduo,
mas sim a sua satisfação, o seu enobrecimen-
to, de modo a provocar no indivíduo uma
alegria que tenha a ver com a procura do bem
do outro e não do mal.(...)

Se quisermos agir, se quisermos fazer alguma
coisa mais do que aquilo que o isolamento
permite a cada um de nós fazer, deveremos
saber com que camaradas podemos estar de
acordo e com quem estamos em desacordo.
Isto é especialmente necessário quando fala-
mos de acção, de movimento, de estratégias
que é preciso seguir, envolvendo muitas
mãos, para conseguirmos
obter alguns resultados que
vão na direcção que pretendemos.(...)

A organização consciente é útil porque ela é
o melhor meio - quando real e substancial e
não apenas formal - para impedir um indiví-
duo ou um grupo de concentrar em si todo o
trabalho de propaganda e de agitação, tornan-
do-se assim um fiscal do movimento(...)
Autonomia e organização estão longe de
serem termos contraditórios: ao contrário,
exprimem com precisão o conceito que os
anarquistas tem do indivíduo e da sociedade.
“Autonomia e federação são as duas grandes
fórmulas do futuro - diz o nosso amigo Char-
les Malato – e a partir de hoje, é nesta direc-
ção que se orientarão os movimentos sociais.”
Esta é também nossa ideia, pois pensamos
que a organização encontra na forma federa-
tiva a melhor forma de se desenvolver num
sentido verdadeiramente anarquista.

Roma, 15 de Junho de 1907

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Teoria da Revolução

Nos dias que correm cada vez é mais
evidente e mais urgente a necessidade de
formar grupos de afinidade para não
apenas teorizar soluções, mas principal-
mente para as por em prática. Todos
sabemos que uma qualquer teoria econó-
mica ou social pode ser definida por
uma pessoa ou grupo de pessoas, mas a
prática dessa teoria deve ser posta em
marcha por centenas de milhares ou de
milhões de pessoas. Por exemplo, a teo-
ria capitalista surgiu no século XVII,
substituindo o feudalismo, e impôs-se
através de Adam Smith. David Ricardi e
Thomas Malthus.

Entre 1847 e 1848 surge o manifesto
comunista de Karl Marx e Friedrich En-
gels em oposição à teoria capitalista.
Hoje em dia será que queremos uma
economia baseada no trabalho assalaria-
do? Queremos patrões e organizações
verticais?

Queremos trabalhar assim ou queremos
modificar totalmente este conceito de
trabalho?

Que tipo de economia queremos ou de-
sejamos?

Creio que a resposta teórica ao que dese-
jamos já está resolvida, falta-nos é resol-
ver o como pô-la em marcha, onde e,
sobretudo, quanto tempo vai ser necessá-
rio para que ela aconteça.

O mesmo se aplica a outros tópicos es-
senciais para qualquer sociedade, como
a Saúde, a Educação, a Habitação, a
Alimentação, a Justiça, a Cultura, etc..
Os políticos e os partidos políticos são a
cara visível do fracasso em todos os ní-
veis da sociedade actual, que entregaram
e delegaram a um grupo restrito que
decide e define tudo sobre a economia
mundial como muito bem lhe apetece e
convém.

Quanto tempo falta para que tudo isto
colapse? Este colapso será manobrado
pelos de sempre ou devemos antecipar-
nos? A revolução que todos desejamos
sairá dos indignados, dos anarquistas,
dos jovens sem emprego, dos desaloja-
dos? É importante que se tenha um no-
me ou um grupo? Ou, tal como aconte-
ceu em Fuenteovejuna, quando se per-
guntar quem foi o responsável todos
respondam que foi o povo!! Se à pergun-
ta de quem é o vosso líder respondêsse-
mos TODOS não haveria prisões no
mundo para encarcerar todos os respon-
sáveis, uma vez que todos sabemos que
nenhuma revolução é instantânea nem
tem êxito garantido, mas sim um proces-
so lento e cheio de fracassos, e que só
chega a bom porto quando se insiste e se
suportam as piores tormentas.

SiSE
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