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(pt) Apoio Mútuo - Revista anarco­sindicalista #2 - A contestação pelos monitores

Date Fri, 22 Feb 2013 18:29:25 +0200


Pelos monitores de televisão (e afins), é possível ver imagens que aparentemente denunciam o descontentamento com a clas­se política, uma luta contra as medi­das de austeridade impostas pelos representantes das multinacionais. ---- Político vaiado é político integrado num círculo próprio para ilustres representantes do povo. O político vaiado é um político reconhecido, com imagem famosa, não passa des­percebido, entra na caderneta. ---- Pelos livros e pelo contacto com as pessoas, aprende­se que ao longo da história sempre existiram uns fu­lanos que sempre quiseram impor medidas de austeridade e de contro­lo da população, medidas que se­gundo os implantadores foram empregues para o bem de povos, viu­se os resultados: a segunda guerra mundial e os crimes contra a huma­nidade perpetrados pelos Estados nazi e soviético entre outros, seus parceiros.

No caso português a estu­-
pidez da ditadura durou tanto (a
mais longa da Europa) que ficou
mesmo enraizada no sistema políti-­
co e social (o filho do pide hoje é di­-
retor de escola, ministro, secretário
de estado, etc.; o bufo da secretaria
hoje é chefe, por exemplo), mesmo
depois de um cenário de revolução
militar.

Cenário é a palavra que descreve
bem a farsa que se vive na atualida­
de, pois o território dito português
tem cerca de dez milhões de habi­
tantes que fazem um milhão de en­-
dividados, consumidores da tecno­-
logia, de centros comerciais e afins,
a reclamarem dos governantes que
lhes garantiram uma vida a crédito.
A televisão, a comunicação soci­-
al, quer o direto, o acontecimento, o
ato performativo, a morte em direto,
qual sociedade barroca, agora é que
é: a imagem comove e vale milhões
de euros ou de dólares; quanto custa
uma imagem às agências noticiosas?
(Quanto ganha um jornalista?)
Se as manifestações não fossem
dos endividados e dos clientes das
lojas da moda, ainda se fossem um
milhão de pessoas a arremessar com
a tecnologia aos bancos, a não ver
televisão, mais os milhões de pesso­-
as que não elegeram nenhum dos
politiqueiros que dizem governo
(foi abstenção que ganhou as elei­-
ções), mais os milhões que não têm
ordenado algum, mais os que têm
pensões de miséria e trabalharam a
vida toda, mais os milhões que não
têm qualquer qualidade de vida,
nessa condição talvez qualquer go­-
verno fique abalado. Assim, isto não
passa de fazer imagens e notícias
para difundir na tecnologia e nos
meios que sustentam o capitalismo.
Na Idade Média as cidades pa­-
gavam para não serem atacadas,
contratavam mercenários para as
proteger, assim se fizeram os nobres
heróis e senhores do passado (e
presente), assim se defenderam os
burgueses, pois uma espécie de
burguesia mercantilista continua na
atualidade a manter a casta em ci­-
ma, não deixa que o poder caia na
rua. Assim temos as manifestações
convocadas via internet, telemóvel,
manifestações do andar à volta co­-
mo carneiros, sim, um centro e an­-
da­se à volta tudo muito contido,
muito politicamente correto, o car­-
taz com a frase que vai mudar o
mundo, a faixa do sindicato impres­-
sa em alta tecnologia, os brindes da
manifestação não devem faltar a
aparecer, assim como o kit manifes­-
tação. Enquanto a manifestação
ocorre, os bancos continuam a rou­-
bar, os politiqueiros de carreira a
governarem­se, milhares de pessoas
morrem vítimas da guerra paga pe­-
los Estados democráticos para ani­-
quilarem e subjugarem outros povos
ao capitalismo.
Como diz alguém "nesta latrina
há muito que cheira mal", mesmo
sendo um jardim à beira­mar, chei­-
ra a morto!
A crise é mundial, para onde
formos lá está um Estado sujo, poli­-
tiqueiros corruptos e amigos para se
governarem.
O Planeta Terra não é proprie­-
dade de nenhum grupo de pessoas,
é de todos/as: pessoas, animais e
vegetais, é um organismo vivo, nin­-
guém tem de se subjugar a um go­-
verno nem a um Estado.
Até quando isto vai ser assim?

HM
Setembro 2012
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