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(pt) Portugal, Acção Directa #4 Fevereiro 2013 - P. 1
Date
Thu, 21 Feb 2013 16:39:28 +0200
www.colectivolibertarioevora.wordpress.com * www.facebook.com/ColectivoLibertarioEvora
Acção Directa Boletim Informativo do Colectivo Libertário de Évora ---- Números do
desemprego mais altos de sempre ---- Nesta edição: ---- A Organização Luigi Fabbri Pág.2
---- mente os da construção civil Pág. 3 ---- O Gado Eleitoral e Aos Resignados Albert
Libertad Pág. 4 e 5 --- 2o Encontro de Assembleias Populares Pág. 6 --- MemóriaLibertária
Elias Matias Pág. 7 ---- Comuna Kronstadt Uma okupa nos anos 70 em Lisboa Pág. 8 ---- No
dia 2 de Março, convocadas por várias associações e movimentos sociais, milhares de
pessoas vão sair à rua em diversas cidades do país. ---- Para Évora, ao contrário do que
aconteceu em várias datas importantes para o movimento autónomo, de protesto e indignação
surgido das ruas e das Assembleias Populares, desta vez não está prevista qualquer iniciativa.
A nível individual, elementos do Colecti-
vo Libertário de Évora estiveram ligados
aos protestos de 15 de Outubro, 12 de
Maio, 15 de Setembro, realizados local-
mente e, na sua maioria, com grande par-
ticipação.
Desta vez tentámos também que isso
acontecesse e contactámos diversos com-
panheiros, de outras ideologias e envolvi-
dos noutros espaços organizativos, para
criarmos as condições para que ,também
no dia 2 de Março, Évora estivesse com
esta jornada nacional de protesto.
Tal como das outras vezes, propunhamos
a criação de espaços horizontais e abertos
de diálogo que permitissem a realização
de uma iniciativa deste tipo, em que os
eborenses pudessem, também eles, mos-
trar o seu protesto e indignação.
Não foi possível. Todas as portas a que
batemos - mesmo as daqueles que tinham
estado connosco em ocasiões anteriores -
mostraram não estar interessados ou esta-
rem mais interessados em manifestarem-
se em Lisboa do que em promover uma
concentração em Évora.
Será que esta situação se altera até dia 2
de Março? Vamos a ver. Nós continuamos
empenhados em que a indignação se faça,
também, ouvir em Évora.
R.T.
Todos os dias há 670 trabalhadores que ficam desempregados
Desde que Passos Coelho to-
mou posse como primeiro-
ministro, em Junho de 2011, já
foram destruídos qualquer coi-
sa como 360 mil empregos.
Todos os dias 670 portugueses
vão para o desemprego, por
hora são cerca de 27 trabalha-
dores que ficam sem trabalho.
Isto dia após dia, no último
ano. São números oficiais,
muito abaixo da realidade, mas
que dão uma imagem clara da
situação de completa destrui-
ção da economia levada a cabo
por este governo.
Os jovens saídos das universi-
dades continuam a ser dos mais
afectados pelo desemprego,
mas também os trabalhadores
de diversos sectores, nomeada-
mente os da construção civil
que está completamente parali-
sada.
A tudo isto acresce o facto de
muitos destes desempregados
não receberem qualquer subsí-
dio de desemprego, ou porque
não tinham direito, segundo as
regras da segurança social, ou
porque já se esgotou o prazo
previsto para a sua atribuição.
O desemprego de longo prazo
também tem crescido e muitos
desempregados são obrigados a
viverem do assistencialismo
caritativo, das refeições das
misericórdias e associações
cristãs, num recuo civilizacio-
nal que nos transporta aos tem-
pos da grande pobreza em Por-
tugal, no pós-guerra, em pleno
fascismo.
" O objetivo do Estado é sempre o mesmo: limitar o indivíduo,
domesticá-lo, subordiná-lo, subjugá-lo.”— Max Stirner
No dia 2 de Março, convocadas por várias
associações e movimentos sociais, milha-
res de pessoas vão sair à rua em diversas
cidades do país.
Para Évora, ao contrário do que aconteceu
em várias datas importantes para o movi-
mento autónomo, de protesto e indignação
surgido das ruas e das Assembleias Popu-
lares, desta vez não está prevista qualquer
iniciativa.
A nível individual, elementos do Colecti-
vo Libertário de Évora estiveram ligados
aos protestos de 15 de Outubro, 12 de
Maio, 15 de Setembro, realizados local-
mente e, na sua maioria, com grande par-
ticipação.
Desta vez tentámos também que isso
acontecesse e contactámos diversos com-
panheiros, de outras ideologias e envolvi-
dos noutros espaços organizativos, para
criarmos as condições para que ,também
no dia 2 de Março, Évora estivesse com
esta jornada nacional de protesto.
Tal como das outras vezes, propunhamos
a criação de espaços horizontais e abertos
de diálogo que permitissem a realização
de uma iniciativa deste tipo, em que os
eborenses pudessem, também eles, mos-
trar o seu protesto e indignação.
Não foi possível. Todas as portas a que
batemos - mesmo as daqueles que tinham
estado connosco em ocasiões anteriores -
mostraram não estar interessados ou esta-
rem mais interessados em manifestarem-
se em Lisboa do que em promover uma
concentração em Évora.
Será que esta situação se altera até dia 2
de Março? Vamos a ver. Nós continuamos
empenhados em que a indignação se faça,
também, ouvir em Évora.
R.T.
Desde que Passos Coelho to-
que está completamente parali-
mou posse como primeiro-
sada.
ministro, em Junho de 2011, já
A tudo isto acresce o facto de
foram destruídos qualquer coi-
muitos destes desempregados
sa como 360 mil empregos.
não receberem qualquer subsí-
Todos os dias 670 portugueses
dio de desemprego, ou porque
vão para o desemprego, por
não tinham direito, segundo as
hora são cerca de 27 trabalha-
regras da segurança social, ou
dores que ficam sem trabalho.
porque já se esgotou o prazo
Isto dia após dia, no último
previsto para a sua atribuição.
ano. São números oficiais,
O desemprego de longo prazo
muito abaixo da realidade, mas
também tem crescido e muitos
que dão uma imagem clara da
desempregados são obrigados a
situação de completa destrui-
viverem do assistencialismo
ção da economia levada a cabo
caritativo, das refeições das
por este governo.
misericórdias e associações
Os jovens saídos das universi-
cristãs, num recuo civilizacio-
dades continuam a ser dos mais
nal que nos transporta aos tem-
afectados pelo desemprego,
pos da grande pobreza em Por-
mas também os trabalhadores
tugal, no pós-guerra, em pleno
de diversos sectores, nomeada-
fascismo.
mente os da construção civil
" O objetivo do Estado é sempre o mesmo: limitar o indivíduo,
domesticá-lo, subordiná-lo, subjugá-lo.”— Max Stirner
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