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(pt) Portugal, Action Direct #3 - p8

Date Mon, 18 Feb 2013 12:52:11 +0200


A Fechar ---- “Contra a arte e o artista”: um olhar crítico sobre a arte e o trabalho assalariado ---- “Propor a circulação do talento, tanto na política como na arte, implica reivindicar a gratuitidade destas duas actividades, sustentar que nenhuma delas pode ser reduzida a um valor de mercado e que, portanto, escapam às leis do trabalho assalariado, o que significa, no fim de contas, considerá-las como uma oferta. Uma oferta que cada um, desde a sua singularidade faz ao conjunto, numa determinada comunidade. A actividade criativa deve ser desenvolvida no tempo livre. Mas livre no sentido completo da palavra: livre de determinações, livre de mercantilismo, livre dos padrões estéticos dominantes, livre de qualquer forma de coacção ou poder.

Poder-se-ia imaginar uma fórmula
(razão ou equação) em que numa das
suas variáveis se colocasse o trabalho
(assalariado) e na outra a “livre reali-
zação”. Sem dúvida que, na medida
em que sejamos capazes de reduzir o
tempo de trabalho “escravo”, orienta
do para a sobrevivência, e aumentar o
“tempo livre” (não um tempo livre
como o que a sociedade de consumo
nos faz imaginar, que é basicamente
um tempo para a alienação e para a
prática do consumo), enfraquecere-
mos os cimentos do sistema de domí-
nio actual”.

Do livro “Contra el arte y el artista”, da
autoria do Colectivo chileno DesFace. Saiu
em Abril no Chile e foi recentemente apre-
sentado em Madrid. Pode ser encontrado
aqui: http://www.acciocultural.org/
index.php?route=common/home

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Évora, cidade mais pobre: fechou o Condestável

Há uns anos fechou em Évora
o "Intensidez", um espaço multifacedo
(livraria-café-restaurante) com uma
actividade cultural intensa: ali se fize-
ram debates, houve música, lançamento
de livros, conversas animadas, sessões
de poesia, etc., tornando-se um marco
no panorama cultural da cidade. Depois
fechou e o edifício ainda lá está, às mos-
cas, sem utilização e a degradar-se. Se-
gundo parece entregue a um banco.
Agora chega a notícia de que fechou
o "Condestável", um café situado tam-
bém no Centro Histórico, perto da Uni-
versidade, que tinha sido renovado há
cerca de dois anos pelo Celso Magucci,
uma figura da cidade e que anteriormen-
te esteve ligado ao Museu de Évora.
Nestes dois anos o "Condestável Bis-
trô", tornou-se agradável e muito fre-
quentado, ocupando de certa maneira o
espaço antes ocupado pelo "Intensidez",
e ali se realizaram muitas actividades
culturais, desde lançamentos de livros,
jantares temáticos, ciclos de conferên-
cias, etc.. Pelo que sabemos os proprie-
tários do café não aceitaram o aumento
de renda proposto, dizendo que preten-
dem vendê-lo em conjunto com a unida-
de hoteleira que também possuem em
frente. É uma pena que espaços destes
morram assim: quando começam a cres-
cer, a ganhar dimensão há sempre algo
que os asfixia, como se alguma moléstia
antiga houvesse sobre a cidade que mata
(de morte macaca?) tudo aquilo que se
distingue e que consegue brilhar e so-
brepor-se ao marasmo do cinzentismo
geral..
CJ
Aqui: acincotons.blogspot.com

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Aos Operários

E agora oh! Produtor, oh Férvido Operário
Que escravo, sonolento, exausto e moribundo
N’um século de luz, sucumbes sem vestuário,
Faminto e obcecado, inerte e gemebundo:

Não esperes jamais que o Estado, teu coveiro,
Te venha defender das garras da riqueza:
O Estado é teu verdugo, o Estado é carniceiro.
O Estado é a burguesia, o Estado é a torpeza!

Os maiores ladrões e os grandes criminosos
Ali vão se acoitar buscando a impunidade!
Só eles são os bons, nós somos “perigosos”
Defendendo a Justiça e exigindo a Verdade!

Os homens do poder impedem que se aspire
A flor da liberdade, a estrela do Anarquismo!
Porque ele vem trazer por certo quem conspire
Contra os crimes senis do falso socialismo!

É por isso que espero e sonho o Povo unido,
Soldado, camponês, doutores e operários
Na mesma inspiração de um Ideal Partido
Que destrua de fato a força dos sicários!

Eu quero ser humano e praticar a Justiça!
E vê-la praticada em todo este universo...
E desejo igualmente a extinção da cobiça
Pela união geral desse povo disperso!

A terra não tem dono! As terras se tranqueiam!
E entretanto ainda existe a tal propriedade!
P’ra dividir o Mundo em pátrias que guerreiam
Combatendo o Direito, o Amor e a Liberdade!

Abaixo esta justiça iníqua que se vende!
Abaixo as leis do pobre e não dos abastados!
Que tal desigualdade o nosso brio ofende
E nos faz com razão eternos revoltados!

Adalberto Viana
(publicado no início do século XX no Brasil, na Im-
prensa Operária. Sem data nem referência)

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“Enforcados em Chicago, decapitados na Alemanha, estrangulados em Xerez, fuziladosMontbrison e em Paris, os nossos mortos são muitos; mas vocês não foram capazestodos os lugares. Isso é que a faz indomável e por fim ela irá derrotá-los”— Émileem Barcelona, guilhotinados em de destruir a Anarquia. (...) Ela está em
Henry, (1893)
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