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(pt) Portugal, Action Direct #3 - Outros modos de viver

Date Sat, 16 Feb 2013 19:18:43 +0200


Nos primeiros anos do milénio, com uma economia dilacerada, nas mãos dos bancos, do FMI e das multinacionais, e o dinheiro a nada valer, milhões de argentinos basearam as suas necessidades individuais e colectivas num sistema generalizado de trocas (“el trueque”) que durou largos meses. Foi uma experiência original e bem sucedida que aponta novos caminhos possíveis para uma economia sustentada, amiga do ambiente e que consiga dar resposta às necessidades dos cidadãos e não apenas ao lucro de algumas empresas, grandes ou pequenas, mas sempre gananciosas. Por cá, também existem pequenas experiências deste género a que é urgente dar vitalidade e estender a novos sectores. ---- El Trueque, uma experiência de economia autogestionada ---- A Argentina nos finais de 2001 explodiu numa revolta que surgiu entre a manipulação política e a adesão espontânea do povo já cansado de tantos ajustes orçamentais e roubos sistemáticos e sistematizados entre o governo de turno, o FMI e os grupos económicos e mediáticos mais poderosos.

O povo à deriva encontrou
naturalmente novas for-
mas de organização social.
Surgem assim as assem-
bleias populares exigindo o famoso “Que se vayan todos”, as
ocupações de fábricas por parte dos trabalhadores
(FANSIPAT – Fábrica Sem Patrões) e a troca (o também fa-
moso “el trueque”) que já vinha a funcionar desde 1995 em
pequenos círculos, mas entre 2002 e 2003 tem um crescimen-
to enorme, passando de
milhares a milhões de utili-
zadores e deixando de es-
tar apenas nalgumas zonas
e expandindo-se pelo país.
Durante o apogeu do siste-
ma da troca aproximada-
mente 6 milhões de pesso-
as viveram e organizaram,
na Argentina, o seu siste-
ma de produção e de moe-
da, tudo sem a intervenção
do estado ou de privados.
Como é que foi possível?
A utopia transformada em
realidade? Talvez. O certo
é que tanto os governos de turno, o FMI e os sectores priva-
dos puseram-se no terreno e atacaram ferozmente este siste-
ma. Havia que fazer apagar da memória da população esta forma de
organização subversiva porque,
apesar do “trueque” ter as suas limi-
tações, não deixava de ser um vene-
no letal para a economia capitalista.
Vejamos alguns dos princípios bási-
cos do “trueque”
1) - Economia solidaria: é uma for-
ma de economia destinada a produ-
zir bem-estar colectivo e não acu-
mulação de riqueza. Muitas formas
de produção podem ser incluídas
nesta classificação, tais como as
cooperativas, as pequenas associa-
ções de produtores não formaliza-
das, mas a sua principal característi-
ca é que os seus membros se aju-
dam entre si e promovem equidade
na distribuição dos ganhos e têm
uma participação activa de todos os
seus membros, no sentido de uma
construção democrática.
2) - Socioeconomia solidária: é uma
forma de economia solidária que
inclui o conjunto de participantes
do processo produtivo duma socie-
dade, pensando ao mesmo tempo
nos indivíduos que a compõem e no
conjunto da sociedade. Por isso,
aponta simultaneamente para que a
produção tenda a ser colectiva, de
forma a promover o uso eficiente
dos recursos e seja utilizada para
satisfazer necessidades no curto
prazo; e que a comercialização seja
justa, isto é, que elimine custos
inúteis, como a intermediação des-
necessária, aos mesmo tempo que
atenda às condições de produção
daquilo que comercializa, para fo-
mentar um novo modelo de econo-
mia sem exploração entre os seres
humanos e sem destruição da natu-
reza. Por outro lado, é preciso que o
consumo seja ético, favoreça a utili-
zação dos recursos locais e preserve
o meio ambiente, tendo em linha de
conta que no actual estado de con-
centração da riqueza devemos
“viver simplesmente para que mui-
tos possam simplesmente viver”.
Quanto tempo mais conseguiremos
suportar a opressão desta tirania
(políticos, FMI, multinacionais,
etc.) e continuaremos cegos crendo
que a única economia possível é a
economia de mercado?
A revolução faz-se todos os dias, o
caminho para a liberdade é o mais
difícil de todos, mas é o único que
vale a pena.
Simão Severino

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Música ---- Focolitus: Poesia e revolta - Baltazar Bresci

Activos desde os anos 90, Focolitus é sem dúvida dos projectos de
música libertária mais antigos e mais interessantes que se podem
encontrar cá nestas terras a que chamam de portugal. O som é muito
bem conseguido, envolvendo fantásticas experimentações musicais
entre o punk, o ska, e outras sem rotulagem. Porem é a lírica que
realmente nos faz erguer os punhos, tanto com mensagens de aver-
são aos sistemas repressivos (“abaixo todos os órgãos repressivos,
agora!”) como mensagens que apelam à união e à força dos explora-
dos (“com gestos simples como dares-me a tua mão faremos o cami-
nho até à autogestão”, “quero subir mais alto, construir uma consci-
ência, quero fundamentar a minha irreverência”).
Recentemente gravaram o álbum “Despreshion das Märr Kathara”
que conta com 7 temas, alguns novos e alguns já conhecidos por
quem teve possibilidade de participar nos concertos que vão aconte-
cendo por casas ocupadas e outros espaços de cultura libertária e
DIY. Os seus dois primeiros registos (“A melhor maneira de prever
o futuro é inventá-lo!” e “Expelir Demasiados humores do Cére-
bro”) podem ser descarregados do seu site na net, ou, em alternativa,
alguns temas podem ser ouvidos no myspace.
Para apoiar os Focolitus entrem em contacto por e-mail ou apareçam
num concerto que vos passe por perto, ou melhor ainda, que vocês
mesmos queiram organizar, porque “a melhor maneira de prever o
futuro é inventá-lo!!!”

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Rendição é Morte

“Todo o poder vive da tua miséria
A exclusão é vista como natural
Lambes o chão e esmolas um tostão
Os factores da pobreza alimentam a riqueza
Para o progresso ser visível, bairros demolidos
Não é para o bem estar, é só fachada
Temos que lutar, temos que nos ver
Temos que cantar e combater
Uma sociedade que se baseia na acumulação do capital
Está condenada à catástrofe!!!
Combater!
A união dos punhos irmãos, fortalece a resistência
O apoio mútuo dos oprimidos dá conteúdo à solidariedade
Aquilo que tu chamas a utopia de cada um
São bases estruturantes para a construção de um futuro
comum
Combatemos o autoritarismo, o sexismo e a hierarquia
Fomentemos as consciências para que o futuro nos sorria
Porque nesta vida tudo depende do querer
Rendição é morrer!
Rendição é morrer!”

-Focolitus

http://www.myspace.com/focolitus
http://focolitus.no.sapo.pt/
focolitus@gmail.com
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