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(pt) France, Fédération Anarchiste / IFA : Uma guerra mentirosa de mais, terrorismo de Estado e pilhagem de recursos em Mali

Date Tue, 29 Jan 2013 11:00:22 +0200


Somos desafiados a escolher o nosso campo. Por um lado religiosos armados que o sonho é de estabelecer o reino de deus na terra, do outro forças armadas techno-capitalistas que relatam vir restaurar os direitos humanos e no meio uma população desarmada. É com esta última que nós sentimos solidariedade. Não há guerras justas ou guerras limpas. A união sagrada em torno do presidente gueirrero François Hollande, a prontidão da operação ofensiva e os discursos dos meios de comunicação controlados, o fortalecimento do plano vigipirate, o clima nacional anti-terrorista, os seus objetivos é de nos fazer lavagem cerebral sobre a inevitabilidade da guerra e para a legitimar. Na realidade, os interesses econômicos com conotações colonialistas superam largamente as vidas da população local. ---- Os jihadistas têm sido muito úteis para o poder francês intervenha o 11 janeiro 2013.

A classe dominante maliense corrupta até o osso, a França, a União
Europeia, as instituições financeiras internacionais (FMI, Banco Mundial,
OMC) não se preocuparam do profundo abandono econômico, social e cultural
da população, deixando espaço agora a emergência militarista. Durante
meses foi a porta aberta para o recrutamento em número por jihadistas no
norte do Mali por necessidade econômica (jovens desempregados e até mesmo
crianças). Não é excluido que a intervenção da França, antigo país
colonizador, fortalece os grupos jihadistas através de uma mobilização e
recrutamentos que se tornaria numa dimensão emblemática para lutar contra
o Ocidente. A muito jogar com a « cruzada contra o terrorismo
internacional » o bumerangue fundamentalista islâmico nunca está longe. A
experiência do atoleiro da guerra no Afeganistão não serviu de lição bem
que a França tinha participado.

A cooperação militar com a Mauritânia, Costa do Marfim, Burkina Faso,
Níger, Chade e duas bases militares em Abidjan e N’Djamena provam se
necessário que a França nunca quis deixar esta região. As tropas
estacionadas na África não são para manter a paz mas para responder
rapidamente e salvaguardar os interesses das grandes empresas líderes
francesas ( Areva e seu urânio, Total e seu petróleo, Bouygues / Bolloré e
suas obras públicas / o controle sobre os portos / suas madeiras
preciosas, Orange e suas infra-estruturas de telecomunicações). O governo
francês, apoiado pela União Europeia, parece decididamente não querer
livrar-se de seus reflexos coloniais, nem dos benefícios que essa política
fornece a indústria francesa. Adornar-se de valores democráticos de paz e
defesa dos direitos dos povos da África… e chegou ao cúmulo do cinismo
neocolonialismo. O setor industrial de armas oferece muito mais do que
qualquer outro (Mais do que o petróleo ou mesmo o nuclear). O mercado
nuclear é tanto um mercado civil e militar. Os grupos negociantes de armas
como Lagardère e Dassault proprietários de uma maioria partida da imprensa
de opinião francesa… entendemos porquê o discurso militarista tem pouca
voz em nossos meios de comunicação. Depois de mais de uma semana de
intervenção, cerca de 200 000 refugiados fugindo zonas de guerra para os
países vizinhos enquanto o Programa Alimentar Mundial estima que, na
actual situação de seca e fome, 5 a 7 milhões de habitantes no Sahel
necessitam ajuda imediata. 230.000 pessoas foram deslocadas dentro do
país. Na frente dos ataques das forças armadas maliense e franceses, as
forças jihadistas adaptaram a sua estratégia e se escondem nas aldeias. No
meio, as populações vulneráveis mais cedo ou mais tarde, serão as
verdadeiras vítimas desses conflitos especialmente mulheres e crianças. O
risco de conflitos latentes entre as comunidades são grandes…a divisão, a
estigmatização estão em ação. Como serão tratados a maioria dos tuaregues
que não pegaram as armas ? e os fulas que não aderiram ao MUJAO ?

A guerra vai ser cara e levar um longo tempo. A intervenção militar
francesa é estimada em cerca de 400.000 euros por dia. A MISMA (Missão
Internacional de apoio no Mali) que ocorrerá vai custar 240 milhões
dólares por ano. Enquanto a pobreza reina, os cordões da bolsa se relaxam
quando se trata ir matar com armas. Tais somas de dinheiro, encontrariam
legitimidade na melhoria das estruturas de saúde e sociais na região do
norte do Mali. Isso demonstraria um compromisso de reconstruir a partir do
já existente. Só os maliense pode fazer sobre a duração. Este grande
conflito armado só vai adiar a esperança ao retorno ao equilíbrio e uma
melhoria na situação.

Para continuar a existir na África, o terrorismo de Estado Francês faz
guerra no Mali e pouco importa o número de vítimas diretas e indiretas (37
seqüestrados mortos, 29 atacantes abatidos em In Amenas na Argélia). As
pessoas faltam cruelmente de políticas sociais, educacionais e culturais
responsável mas em vez disso as classes dominantes lá e aqui se envolvam
em um conflito com o resultado mais que incerto. Os países europeus sigam
o exemplo e o ritmo. Nem os malienses nem os habitantes de outros países
africanos não são capaz de emancipar-se, enquanto o status quo abaxio
tutela colonialista será a regra. Quem vai reconstruir o país após o fim
da guerra ? Aposto que as empresas francesas estão conquistando a parte do
leão… Nós rejeitamos que esta guerra seja conduzida em nosso nome.

Solidariedade com as vítimas desta guerra !

Paz imediata no Mali e fora Françafrique !

Federação Anarquista quarta-feira, 23 janeiro, 2013
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