A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) Acção Directa #2 - p2 - Sindicalismo & luta de classes + Estivadores: um bom exemplo de luta (en)

Date Mon, 21 Jan 2013 23:00:03 +0200


Construção Civil, restauração, Academia Aeronáutica, Kemet... ---- Despedimentos em Évora somam e seguem - Falta uma resposta sindical adequada ---- Todos os dias há trabalhadores despedidos em Évora. A construção civil está parada, a restauração enfrenta dias difíceis devido ao aumento do IVA e à falta de poder de compra da população em geral. ---- No entanto, tirando algumas acções esporádicas a reacção dos trabalhadores tem sido quase nula. Os sindicatos oficiais (seja da CGTP, seja da UGT) primam pela falta de estratégia. As empresas anunciam os despedimentos e levamnos para a frente. Sozinhos, sem organizações combativas, os trabalhadores estão indefesos perante a prepotência das grandes empresas. E os despedimentos somam-se diariamente a outros despedimentos, no meio de um quase completo silêncio.

Eis alguns exemplos: A Academia
Aeronáutica de Évora, propriedade de uma
empresa canadiana, que operava no
Aeródromo Municipal, acaba de encerrar
as suas portas com o despedimento dos
12 últimos trabalhadores. Em Janeiro já
tinham sido alvo de despedimento colectivo
33 trabalhadores da Academia,
negando na altura, um porta-voz da empresa
qualquer intenção de encerrar a escola,
garantindo que vai manter em Évora
o ensino teórico para "os mercados
português e espanhol", além de "consolidar"
a componente de "treino de voo de aclimatação".
Uma mentira, como agora se viu.

No caso da norte-americana Kemet a
intenção de despedimento colectivo vai
atingir cerca de metade dos trabalhadores,
num total de 154. Fonte da empresa
disse que os despedimentos têm a ver
com a deslocalização da produção para o
México.

A fábrica de Évora da Kemet Electronics,
que emprega cerca de 320 trabalhadores,
produz condensadores de tântalo
para telemóveis e para a indústria
automóvel.
Segundo os trabalhadores, a empresa
recebeu verbas avultadas do Estado
português e da União Europeia que a Kemet
deveria repor.

Os trabalhadores reuniram em plenário e
marcaram uma deslocação a Lisboa, ao
Ministério da Economia. Pouca coisa
como se percebe.

--------------------------------------

Estivadores: um bom exemplo de luta

No panorama sindical português, a greve
dos estivadores contra a nova lei que vem
impor a desarticulação laboral nos portos e
a precariedade de trabalho, aparece como
algo de novo. Os sindicatos portugueses,
regra geral, protagonizam lutas simbólicas,
por objectivos gerais e raramente concretizáveis.
São greves que se esgotam em si
próprias e que esgotam os próprios
trabalhadores, muitas vezes sem resultados. A
greve dos estivadores - apenas às horas
extraordinárias - e a sua participação em
inúmeras manifestações e espaços de luta
veio demonstrar as possibilidades que
pequenos grupos de trabalhadores (neste caso
algumas centenas) têm em paralisar
sectores-chave da economia, se estiverem
determinados e organizados.

É de salientar também o facto da generalidade
das greves em Portugal ocorrer nos
serviços públicos, enquanto que a estiva se
processa numa relação directa entre os
trabalhadores portuários e os operadores
marítimos.

Apesar da enorme pressão a que têm estado
sujeitos, os estivadores não tem vergado e
desistido da sua luta, considerada exemplar
e que tem gerado grande solidariedade em
termos europeus, uma vez que as medidas
que a direita e os operadores querem impor
nos portos portugueses (à semelhança dos
gregos, que foram totalmente liberalizados)
poderão estender-se a toda a Europa, levando
a precariedade, o subemprego e o
desemprego a muitos outros portos europeus.
Um dos argumentos falacioso e que mais
têm sido esgrimidos pelas associações
spatronais e pelo Governo é de que esta greve
às horas extraordinárias está a destruir a
economia portuguesa, sobretudo no sector
das exportações, “imprescindível - dizem -
para a recuperação económica do país.
Primeiro: uma greve, para ter efeitos, deve
fazer-se sentir o mais fortemente possível,
em termos económicos e sociais. Este é um
desses casos. Por outro lado, se a recusa em
fazer horas extraordinárias afecta de tal
maneira a economia isso significa que há
muitos trabalhadores em falta no sector,
que poderiam ser contratados com direitos
e integração nas carreiras, mas que os
operadores pretendem contratar, ao abrigo da
nova legislação, sem qualquer vínculo ou
formação.

E aqui está outra questão essencial: a
precarização leva à falta de segurança e à falta
de formação profissional, duas questões
relevantes para quem trabalha nos portos,
no sector das cargas e descargas.

Este exemplo dos estivadores portugueses
devia ser tomado pela generalidade dos
sindicatos nacionais acorrentados a ideologias
político-partidárias e enfeudados a
estratégias apenas eleitorais em que as
bandeiras sindicais se confundem com os
slogans dos partidos que, pondo os seus
dirigentes nos órgãos de comando, usam
os filiados nos sindicatos como “carne para
canhão” para as suas manifestações, desfiles
ou paralisações simbólicas.

A criação de um sindicalismo revolucionário
e combativo é essencial para suster o
caminho de derrotas, perdas e cortes que os
trabalhadores portugueses sofrem na pele
todos os dias.,
L.L.
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt


A-Infos Information Center