A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) Portugal, Acção Directa* #1 - p8 - Colectivo Libertário de Évora - Manifesto (en)

Date Sat, 19 Jan 2013 13:08:14 +0200


Quem somos, o que queremos, como nos organizamos Um grupo de cidadãs e de cidadãos, homens e mulheres, reunidos em Évora decidiu constituir-se em colectivo de reflexão e de acção como resposta à constante violação e limitação dos seus direitos e liberdades individuais e colectivas, bem como à constante diminuição da qualidade de vida e de perspectivas de futuro que a maioria dos trabalhadores, estudantes, desempregados, reformados ou simplesmente desocupados hoje enfrentamos. ---- Face à crise generalizada do capitalismo, e depois de morto o modelo das “democracias populares”, que mais não foi do que uma outra forma do capitalismo sobreviver ancorado na ideologia do Estado todo poderoso, é preciso reencontrar alternativas que, aliás, estiveram desde sempre na prática e na teoria dos sectores mais interventivos do movimento social e operário em todo o mundo.

As experiências autogestionárias, de
acção directa, baseadas nas assembleias
de base, com o mínimo possível
de delegação de poderes, assentes
no livre pensamento e na absoluta
liberdade de organização,
preferencialmente em rede e a partir da
base, mantêm todo o seu carácter de
inovação e de radicalidade.

É preciso voltar a colocar sobre a
mesa questões como o poder e as
relações de poder; o Estado; o salariato;
a luta de classes. Reenquadrar
a ecologia no contexto global da
espécie humana e não apenas em
termos de ambiente. Debater a violência
e o pacifismo. Perceber como
se pode passar de uma sociedade totalitária,
onde o poder político e económico
agem apenas em função do lucro e não
da satisfação das necessidades do
conjunto da humanidade, para uma sociedade
assente na fruição e na utilização da
imensa capacidade tecnológica hoje existente
de modo a acabar com o fosso entre
rico e pobres, entre fartos e esfomeados,
entre os que têm acesso à generalidade
dos bens de consumo e os que deles estão
excluídos, entre os que detém o poder e
aqueles que são totalmente despossuídos
de qualquer grau de influência.

É preciso pensar e perceber o que são os
chamados índices de felicidade ou de
conforto e de que maneira, cada ser humano,
enquanto tal, pode e deve participar,
no chamado “banquete da vida”, de
que hoje muitos milhões de seres humanos
são, logo à nascença, postos à margem.

Queremos perceber também ao detalhe
esta sociedade em que nos integramos.
Alentejanos e eborenses consideramos
ter muitas palavras a dizer no contexto
local, fora dos confrontos da política
partidária, onde a natureza dos interesses
em jogo é quase sempre idêntica e pouco
transformadora. Partindo desta nossa
realidade sabemo-nos e sentimo-nos
cidadãos do mundo, cosmopolitas, e
queremos trazer também até ao espaço
que habitamos novas experiências, outras
ideias, formas diferentes de sonhar o
futuro.

Não nos resignamos ao cardápio das
ideias feitas, prontas a consumir, no
“self-service” partidário. Fiéis à velha
máxima da velha Associação Internacional
de Trabalhadores de que a emancipação
dos trabalhadores será obra dos
próprios trabalhadores ou não o será,
consideramos que todos, organizados e
intervenientes, temos uma palavra a dizer na
condução das nossas vidas e na construção
de espaços de encontro e de ruptura
com a apatia social e o imobilismo
político que parecem caracterizar os dias que
correm.

É contra isso que nos batemos e é contra
isso que nos vamos bater. A favor de
uma vida que valha, de facto, a pena
viver. E não a sobrevida que o capitalismo
(nas suas mais variadas formas) nos
tem para oferecer.

Por tudo isto, prometemos não ficar
parados e rasgar novas janelas na imensa
planície das ideias e das práticas e
convidamos quem esteja de acordo e solidário
com este manifesto a juntar a sua à nossa
voz.
Évora, Outubro de 2012

“Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”— Mikail Bakunin
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt


A-Infos Information Center