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(pt) Portugal, Acção Directa* #1 - p5 Anarquismo é diversidade + Memória Libertária + A Internacional (en)

Date Tue, 15 Jan 2013 11:44:38 +0200


Anarquismo é diversidade ---- Ao contrário das ideologias autoritárias, de esquerda ou de direita, que estabelecem um conjunto de regras rígidas, uma espécie de teologia, que faz com que nesses grupos seja habitual as “traições”, as “expulsões”, os “revisionismos”, no anarquismo isso não existe. O anarquismo aceita a pluralidade de ideias e maneiras de as expressar, desde que assentes em premissas claras, baseadas na livre organização, no respeito pela liberdade individual e colectiva e na recusa das relações de poder sejam elas económicas, sociais ou políticas. ---- Por isso todas as manifestações do anarquismo convivem em salutar fraternidade, desde o individualismo ao anarcosindicalismo; do comunismo libertário à ecologia ou aos novos movimentos ligados à alimentação ou ao bem estar animal, passando pelo anarcofeminismo ou pelo punk de raiz anarquista.

São várias maneiras de, cada um de nós, participar na vida colectiva e assumir o seu papel na construção de uma vida diferente.

https://www.facebook.com/planetapodre

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Memória Libertária

José Cebola: um anarquista alentejano

José Sebastião Cebola nasceu a 27 de
Outubro de 1877, em Évora, sendo o
primogénito dos quinze filhos de um casal
pobríssimo..

Em finais de 1910, com outros camaradas
sindicalistas e anarquistas, fundaria
a Associação dos Trabalhadores Rurais de
Évora, uma das primeiras associações de
classe do proletariado rural do País,
demonstrando grande capacidade de militância
e de trabalho político em prole dos
demais.

Elemento destacadíssimo das lutas laborais
do proletariado rural desencadeadas
durante a fase inicial da I República,
organiza as greves de 1 de Junho de 1911, 24
de Janeiro de 1912, 30 de Janeiro de
1916 e 18 de Novembro de 1918.

Seria, igualmente, fundador da Federação
Nacional dos Trabalhadores Rurais de
Portugal, participando activamente no
congresso instituidor de 25 e 26 Agosto
de 1912, onde foi eleito membro
da Comissão de Propaganda da novel
organização, com a missão de percorrer o
Alentejo e Ribatejo a fim de lançar a semente
da associação de classe.

Preso e sovado por diversas vezes, faleceu
a 20 de Dezembro de 1920, tinha 43 anos de
idade, vitimado pelos estragos duma perniciosa
repressão, mas também devido às colossais
canseiras do seu combate revolucionário,
durante o qual pôs em risco a sua vida, a sua
liberdade e a subsistência da sua família,
sempre movido pela chama de melhorar as
condições de vida e económicas dos «escravizados
dos campos», como dizia. (adaptado de
JoffreAlves-http://abril-de-novo.blogspot.pt/
2010/02/um-sindicalista-rural-da-i-
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A Internacional

De pé, ó vitimas da fome!
De pé, famélicos da Terra!
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé não mais senhores!
Se nada somos, em tal mundo,
Sejamos todos produtores!
(Coro)
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional!
Messias, Deus, chefes supremos,
nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra-mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
para sair deste antro estreito,
façamos nós, por nossas mãos,
tudo o que a nós nos diz respeito!

(Coro)

O crime de rico a lei encobre,
O Estado esmaga o oprimido:
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!

(Coro)

Abomináveis na grandeza,
Os reis das minas e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha.
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu.

(Coro)

Nós fomos de fumo embriagados.
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos trabalhadores!
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais!

(Coro)

Somos o povo dos ativos,
Trabalhador, forte e fecundo.
Pertence a terra aos produtivos:
Ó parasita, deixa o mundo!
Ó parasita, que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres,
Não deixa o Sol de fulgurar!
(Coro)
Tradução: Neno Vasco
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