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(pt) FARJ* - Frente Anarquismo e Natureza (en)
Date
Thu, 27 Dec 2012 10:07:35 +0200
A Frente Anarquismo e Natureza foi formada no final de 2007 com objetivo de fortalecer,
apoiar e desenvolver junto aos movimentos sociais um trabalho político que busque
intensificar a luta de classes em torno da agroecologia, da saúde, da alimentação, da
ecologia, do trabalho, da fitoterapia e da educação libertária. Essa atuação política é
fruto do acúmulo de experiências de nossos militantes nas lutas sociais travadas em meio a
organização dos/as explorados/as, efetivamente, através da participação em grupos como o
GAE-UFRRJ (Grupo de Agricultura Ecológica), o GECA (Grupo de Eco-Alfabetização) e o CELIP
(Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres), no apoio aos movimentos sociais ligados a
luta por reforma agrária e urbana, por terras e por uma produção de alimentos
agroecológicos, e sobretudo, na proposta de Anarquismo Social defendida pela FARJ.
Nossa meta é trabalhar essas questões para que os movimentos sociais venham a ser
auto-suficientes na produção de alimentos saudáveis, remédios e insumos produtivos, e para
que as relações sociais e de produção se estabeleçam a partir dos princípios do
Apoio-Mútuo, da Ecologia, do Classismo, da Autogestão e do Federalismo. Queremos
contribuir na formação de trabalhadores/as que optem pela Autogestão como modelo de
organização social e de produção, junto aos movimentos sociais combativos, a fim de que
estes tenham como horizonte a Revolução Social e se tornem um empecilho a qualquer
tentativa de reformar o capitalismo por parte dos próprios explorados/as. Isto só será
possível, em sua plenitude, destruindo a sociedade capitalista e plantando o socialismo
libertário.
Como militantes da Frente Anarquismo e Natureza, integramos o Núcleo de Alimentação e
Saúde Germinal, criado em 2005, e a Cooperativa de Trabalhadores em Agroecologia Floreal,
organizada a partir de 2008. Através do Germinal e da Floreal é realizado o apoio aos
movimentos sociais, mais especificamente o Movimento dos Trabalhadores Desempregados
(MTD), o Movimento de Ocupações Urbanas e o Movimento Sem Terra (MST), buscando fortalecer
a articulação de agricultores/as ecológicos conhecida como Articulação de Agroecologia do
Rio de Janeiro (AARJ). Esses são os espaços de inserção social onde levamos a proposta
anarquista para ser debatida, por considerá-los um terreno fértil para o fortalecimento
das relações de Apoio-Mútuo entre os/as trabalhadores/as. Participamos de atividades
públicas contrárias ao desenvolvimento do agronegócio como a Rede Alerta Contra o Deserto
Verde e a Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e mantemos relações com a Via
Campesina, o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Atingidos por
Barragens (MAB) e o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).
Nosso trabalho é realizado de forma coordenada com as outras frentes da organização,
através da realização de atividades políticas e pedagógicas, junto às comunidades rurais e
urbanas e aos movimentos sociais do campo e da cidade. Como exemplos, podemos citar as
oficinas pedagógicas de fitoterapia, as mostras de filmes agroecológicos e a gestão da
cozinha realizadas pelo Núcleo Germinal no CCS (Centro de Cultura Social), assim como a
realização de cursos de formação em agroecologia e agroflorestas na Universidade Popular
envolvendo o Núcleo Germinal e a Cooperativa Floreal, e também, o trabalho de estímulo as
hortas urbanas junto à Ocupações dos Sem Teto (Ocupações Vila da Conquista, Poeta Xynayba,
16 de abril, entre outras).
Dessa forma, buscamos estabelecer um contraponto à agricultura convencional e a sociedade
burguesa. Estas mesmas, que privilegiam a exploração dos trabalhadores e da natureza, a
concentração de terras nas mãos dos latifundiários, a dependência do mercado financeiro e
do mercado de recursos naturais, de sementes, fertilizantes, e agrotóxicos e a apropriação
de saberes historicamente populares e das riquezas naturais. Buscando fortalecer os
movimentos sociais e suas iniciativas e levantando a bandeira da Agroecologia, seguimos
com a finalidade de acirrar a luta de classes, fortalecer a organização popular e colher
uma sociedade emancipada da exploração do homem e da natureza. Assim, acreditamos que
estamos acumulando práticas, força social e conhecimentos não só para a FARJ e o
Anarquismo Social, mas sobretudo, para as lutas emancipatórias das classes exploradas.
SAÚDE, ANARQUIA E AGROECOLOGIA!
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* Federação Anarquista do Rio de Janeiro – Organização Integrante da Coordenação
Anarquista Brasileira
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