A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) FARJ* LIBERA #155 - A ocupação da Usina Cambahyba pelod MST- Frente Anarquismo e Naturezaa FARJ

Date Wed, 12 Dec 2012 12:38:17 +0200


“Já se organizaram em coletivos? Não esperem mais. Ocupem as terras! -- Organizem-se de forma que não haja chefes nem parasitas entre vocês. Se não o fizerem, é inútil que continuemos avançando. Precisamos criar um mundo novo, diferente do que estamos destruindo.” -- Buenaventura Durruti ---- Duzentas famílias ocuparam na madrugada da sexta-feira a Usina Cambahyba, localizada em Campo dos Goycatazes, norte fluminense. A usina é de propriedade da família do ex-vice governador do estado, Heli Ribeiro. A ocupação da Cambahyba é um importante símbolo da luta dos trabalhadores e o processo de desapropriação ainda está em andamento na 2a vara federal. Hoje ela está ocupada para servir a agricultura camponesa e atender a reforma agrária popular, já que a reforma agrária tocada pelo governo Lula-Dilma não tem mudado a estrutura fundiária do país.
------------------------------------------
Acreditamos que é pela luta e organização
de base que podemos conquistar a gestão
coletiva da terra e da produção agrícola.
------------------------------------------
A Usina foi um local onde a elite
rural de Campos trocava alianças,
nos casamentos com os militares
assassinos de militantes da esquerda.
Nas terras da família de Heli Ribeiro
Gomes os fornos de fabricação de
açúcar eram emprestados para o de-
legado Cláudio Guerra incinerar os
corpos dos militantes mortos pelo
regime militar. Hoje, os trabalhado-
res organizados no MST honram a
memória daqueles/as que caíram
nas mãos da ditadura civil-militar de
1964.

A importância da luta no campo e
particularmente do MST é funda-
mental num contexto em que os
mega-empreen dimentos (urba-
nos e rurais) passam como um rolo
compressor sobre as necessidades
dos trabalhadores do campo e da
cidade e das comunidades tradicio-
nais (indígenas, quilombolas, etc.).
Mega-empreendimentos motivados
pelo plano IIRSA (Iniciativa de Inte-
gração Regional da América Latina),
que tem como objetivo o saque sis-
temático de recursos por iniciativas
como os megaeventos, os megapor-
tos e as hidrelétricas, em detrimento
dos anseios populares.

Por isso, a ocupação dessa usina re-
afirma o sentido da luta e da ação
direta popular, a defesa da reforma
agrária contra o latifúndio e contra
as monoculturas extensivas promo-
vidas pelo agronegócio. Acreditamos
que é pela luta e organização de
base que podemos conquistar a ges-
tão coletiva da terra e da produção
agrícola. Para isto, é preciso ocupar,
resistir e produzir, fortalecendo os
movimentos sociais do campo. Ocu-
par terras para viver e produzir é
um direito e uma necessidade, resol-
vendo as reais demandas materiais e
culturais da população. Por meio da
organização pela base, são importan-
tes as iniciativas como cooperativas
de produção, organizadas de manei-
ra direta pelos próprios produtores,
tais como as que o MST tem orga-
nizado recentemente nos assenta-
mentos do estado.

Jamais podemos perder o horizonte
estratégico de criação do poder po-
pular, que envolve o controle direto
da terra pelos trabalhadores e por-
tanto, o fim generalizado da proprie-
dade privada.

Nossa contribuição como anarquis-
tas é prosseguir, na medida de nossas
forças, organizados nos movimentos
sociais do campo e da cidade, incen-
tivando a organização, o protagonis-
mo popular, a solidariedade entre os
trabalhadores do campo e da cidade
e a produção coletiva para gerar a
autonomia da luta.

ORGANIZAR!
LUTAR!
JAMAIS SE
ENTREGAR!
PELO PODER
POPULAR!
==========================================
* FARJ
Anarchist Federation of Rio de Janeiro - Member of the Coordination Organization Anarchist Brazilian
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt


A-Infos Information Center