A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) FARJ* LIBERA No. 154 - Coordenação Anarquista Brasileira - CAB - Declaração de Princípios

Date Mon, 03 Dec 2012 12:12:41 +0200


Nos dias 8, 9 e 10 de junho de 2012, realizou-se no Rio de Janeiro o Congresso da Coordenação Anarquista Brasileira (CONCAB), reunindo no Rio de Janeiro as delegações das nove organizações que compõem a CAB: Federação Anarquista Gaúcha (RS), Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (AL), Rusga Libertária (MT), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (RJ), Organização Anarquista Socialismo Libertário (SP), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (SC), Organização Resistência Libertária (CE), Coletivo Anarquista Luta de Classe (PR), Coletivo Anarquista Núcleo Negro (PE). ---- O evento foi co-organizado com a Federação Anarquista Uruguaia e contou com presença de grupos de outros estados: Coletivo Mineiro Popular Anarquista (MG), Pró-Organização Anarquista do Espírito Santo (ES) e Pró-Organização Anarquista da Baixada Santista (SP) e de individualidades dessas e de outras localidades do Brasil.

O I CONCAB contou ainda com a presença da Federação Anarco-Comunista Argentina e da Frente Anarco-Comunista Zabalaza, da África do Sul. Em três dias intensos de atividades, o I CONCAB discutiu e formalizou as adesões das novas organizações, realizou discussões de conjuntura e programa mínimo e realizou um debate e um ato público.

Esse evento marca uma mudança de organicidade do antigo Fórum do Anarquismo Orga-
nizado (FAO) que, com a CAB, marca mais um passo na construção de uma organização
anarquista nacional de matriz especifista.

O que é a CAB?

A Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) é um espaço organizativo fundado em 2012
que articula nacionalmente organizações e grupos anarquistas que trabalham com base
nos princípios e na estratégia do anarquismo especifista. A CAB surge como resultado
dos dez anos do processo de organização, iniciado em 2002, com o Fórum do Anarquismo
Organizado (FAO). Durante essa década, avança em termos político-ideológicos e em re-
lação aos trabalhos nos movimentos populares.A fundação da CAB marca a passagem de
um fórum para uma coordenação nacional, evidenciando um aumento de organicidade e
fundamentando as bases para o avanço rumo a uma organização anarquista brasileira.

Nossa concepção organizativa do anarquismo

Todos os grupos e organizações da CAB, assim como aqueles interessados em ser seus
membros, devem concordar, defender e aplicar esta concepção de anarquismo, que con-
sideramos o mínimo necessário para o início dos trabalhos conjuntos. O anarquismo de-
fendido pela CAB é compreendido a partir dos princípios político-ideológicos e pela sua
estratégia geral colocados a seguir.

Princípios políticos e ideológicos

A compreensão, a defesa e a aplicação dos seguintes pontos:

a) Do anarquismo como ideologia e, assim, como um sistema de idéias, motivações e
aspirações que possuem necessariamente uma conexão com a ação no sentido de trans-
formação social, a prática política.

b) De um anarquismo em permanente contato com a luta de classes dos movimentos po-
pulares de nosso tempo e funcionando como ferramenta de luta e não como pura filosofia
ou em pequenos grupos isolados e sectários.

c) De um conceito de classe que inclui todas as parcelas de explorados, dominados e
oprimidos da nossa sociedade.

d) Da necessidade do anarquismo retomar seu protagonismo social e de buscar os melho-
res espaços de trabalho.

e) Da revolução social e do socialismo libertário como objetivos finalistas de longo prazo.

f) Da organização como algo imprescindível e contrária ao individualismo e ao esponta-
neísmo.

g) Da organização específica anarquista como fator imprescindível para a atuação nas mais
diversas manifestações da luta de classes. Ou seja, a separação entre os níveis político (daorganização específica anarquista) e social (dos movimentos sociais, sindicatos, etc.).

h) Da organização anarquista como uma organização de minoria ativa, diferindo-se esta da
vanguarda autoritária por não se considerar superior às organizações do nível social. O
nível político é complementar ao nível social e vice-versa.

i) De que a principal atividade da organização anarquista é o trabalho/inserção social em
meio às manifestações de luta do povo.

j) De que a ética é um pilar fundamental da organização anarquista e que ela norteia toda
a sua prática.

k) Da necessidade de propaganda e de ela ter de ser realizada nos terrenos férteis.

l) Da lógica dos círculos concêntricos de funcionamento, dando corpo a uma forma de
organização em que o compromisso está diretamente associado com o poder de delibe-
ração. Da mesma maneira, uma organização que proporcione uma interação eficiente com
os movimentos populares.

m) De que a organização deve possuir critérios claros de entrada e posições bem deter-
minadas para todos que queiram ajudar (níveis de apoio /colaborador).

n) Da autogestão e do federalismo para a tomada de decisões e articulações necessárias,
utilizando a democracia direta.

o) A busca permanente do consenso, mas, não sendo possível, a adoção da votação como

p) Do trabalho com unidade teórica, ideológica e programática (estratégica / de ação).
A organização constrói coletivamente uma linha teórica e ideológica e da mesma forma,
determina e segue com rigor os caminhos definidos, todos remando o barco no mesmo
sentido, rumo aos objetivos estabelecidos.

q) Do compromisso militante e da responsabilidade coletiva. Uma organização com mem-
bros responsáveis, que não é complacente com a falta de compromisso e a irresponsabi-
lidade. Da mesma forma, a defesa de um modelo em que os militantes sejam responsáveis
pela organização, assim como a organização seja responsável pelos militantes.

r) Os militantes que compõem a organização têm, necessariamente, de estar inseridos em
um trabalho social, bem como se ocupar de atividades internas da organização (secretarias,
etc.)

Estratégia geral

A estratégia geral do anarquismo que defendemos baseia-se nos movimentos populares,
em sua organização, acúmulo de força, e na aplicação de formas de luta avançada, visando
chegar à revolução e ao socialismo libertário. Processo este que se dá conjuntamente com
a organização específica anarquista que, funcionando como fermento/motor, atua conjun-
tamente com os movimentos populares e proporciona as condições de transformação.
Estes dois níveis (dos movimentos populares e da organização anarquista) podem ainda
ser complementados por um terceiro, o da tendência, que agrega um setor afim dos mo-
vimentos populares.

Essa estratégia, portanto, tem por objetivo criar e participar de movimentos populares de-
fendendo determinadas concepções metodológicas e programáticas em seu seio, de forma
que possam apontar para um objetivo de tipo finalista, que se consolida na construção da
nova sociedade.

ConCAB - Junho de 2012

==========================================
* FARJ
Anarchist Federation of Rio de Janeiro - Member of the Coordination Organization Anarchist Brazilian
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/cgi-bin/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt


A-Infos Information Center