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(pt) uniao anarquista UNIPA: Violência Política e a Guerra de Classes

Date Sun, 4 Nov 2018 06:40:43 +0200


As eleições brasileiras sempre ocorreram com violência, principalmente no interior e nas periferias. Assassinatos de vereadores em brigas vinculadas a milícias e tráfico de drogas e do controle do poder local são relativamente comuns. Nessas eleições, no entanto, tivemos um aumento da violência política estimulada pelo crescimento da candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB. O assassinato da vereadora pelo PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, em plena intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro é emblemático neste caso. ---- A luta de classes entrou em um novo patamar. A extrema direita com apoio do judiciário e da cúpula militar radicalizou sua intervenção. Propõe o aniquilamento mesmo da esquerda institucional e eleitoral e procura com isso ampliar a exploração e dominação sobre o povo. A própria facada recebida pelo Bolsonaro é um exemplo do aumento da violência política.

Essa violência levou ao assassinato do mestre de capoeira baiano Moa do Catendê, que havia declarado seu voto e apoio ao Fernando Haddad, e vitimou no Ceará o jovem Charlione Lessa, filho de Maria Regina Lessa, uma sindicalista do ramo do vestuário. Charlione foi assassinado a tiros numa carreata pro-Haddad. Ainda tivemos várias agressões e outros assassinatos, principalmente de pessoas LGBTQI, como Priscila em São Paulo, assassinada aos gritos de Bolsonaro.

As ações do TSE e TRE contra as manifestações nas Universidades na última semana foram expressão desse acirramento e violência, com o tribunal eleitoral tomando parte da violência: como era de se esperar, ao lado do reacionarismo. Praticando a censura e atacando a livre manifestação. Importante destacar que em meio a essa onda de violência foi simbólico que em frente a Faculdade de Direito da UFRJ, no centro do RJ, foi deixado um corpo cravado de balas dentro de um carro enquanto ocorria uma aula publica.

A guerra de classes no Brasil avança velozmente, o pacifismo e legalismo deixa o povo refém da violência da extrema direita e do terrorismo de Estado. O acirramento do conflito política exige a autodefesa, a resistência e a ação direta do povo.

Mão Estendida ao Companheiro/a, Punho Cerrado ao Inimigo.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/10/28/violencia-politica-e-a-guerra-de-classes/
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