A - I n f o s

a multi-lingual news service by, for, and about anarchists **
News in all languages
Last 30 posts (Homepage) Last two weeks' posts Our archives of old posts

The last 100 posts, according to language
Greek_ 中文 Chinese_ Castellano_ Catalan_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_ The.Supplement

The First Few Lines of The Last 10 posts in:
Castellano_ Deutsch_ Nederlands_ English_ Français_ Italiano_ Polski_ Português_ Russkyi_ Suomi_ Svenska_ Türkçe_
First few lines of all posts of last 24 hours

Links to indexes of first few lines of all posts of past 30 days | of 2002 | of 2003 | of 2004 | of 2005 | of 2006 | of 2007 | of 2008 | of 2009 | of 2010 | of 2011 | of 2012 | of 2013 | of 2014 | of 2015 | of 2016 | of 2017 | of 2018

Syndication Of A-Infos - including RDF - How to Syndicate A-Infos
Subscribe to the a-infos newsgroups

(pt) uniao anarquista UNIPA: Causa do Povo n° 78: Violência, encarceramento e extermínio: a guerra ao povo e as estratégias de resistência

Date Thu, 4 Oct 2018 09:31:55 +0300


1. A face racista do extermínio do povo ---- A marcha fúnebre prossegue exterminando a população pobre e negra de todo o país. A guetificação, o encarceramento e o extermínio se aliam aos projetos de militarização da periferia e de aumento do Estado Penal Repressor.---- Esse processo foi capaz de se intensificar nos anos de governos do PT, com a implementação da Força Nacional de Segurança, militarização das periferias e mais uma série de medidas antipovo que, por exemplo, criminalizam e condenam Rafael Braga e os 23 militantes políticos perseguidos por terem participado das manifestações populares de 2013 e 2014 no Rio de Janeiro.---- O genocídio do povo negro e da juventude pobre é mais uma expressão do contexto de guerra que se abate sob as periferias, favelas e campo. Os índices de violência demarcam a superexploração e os processos de segregação do povo negro, manifestando-se através do terrorismo de Estado, execuções sumárias e chacinas.

No Estado do Ceará, os 7 primeiros meses do ano de 2018 registraram 7 chacinas e 2.380 assassinatos. As principais chacinas, no Ceará e no Brasil, possuem dentre os elementos em comum, a execução pela polícia e facções organizadas.

De acordo com o Atlas da Violência (2018), 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no país são pretas. Contrariando as supostas políticas públicas de representatividade propagandeadas pelo PT durante as campanhas eleitoreiras, em uma década, entre 2006 e 2016, a taxa de homicídios de negros cresceu 23,1%.

2. Mulheres do povo e as múltiplas violências

O cotidiano das mulheres da periferia é demarcado pelas diferentes formas de violência que se manifestam a partir do machismo estrutural e institucional. Assédios, estupros, humilhações e ameaças: seja na rua, emprego e mesmo em casa. O ajuste fiscal e as reformas neoliberais atingem de forma intensificada as mulheres do povo. A opressão patriarcal faz parte da opressão de classe.

Os sistemas de opressão, física, moral e sexual, vão também indicar que as mulheres negras e periféricas vivem um processo deliberado de extermínio. São essas mulheres que vivenciam triplas e quadruplas jornadas de trabalho, vivem a violência obstétrica, encampam a resistência contra despejos e desocupações na luta por moradia e choram o extermínio de seus filhos pelas "balas perdidas" da polícia.

Ainda segundo o Atlas da Violência (2018), o período entre 2006 e 2016 registrou a taxa de homicídios de mulheres negras como de 71% superior à de mulheres não negras. Como uma das expressões desse dado aliado ao aumento de um narcoestado, tivemos o assassinato de Marielle Franco no Rio.

O Atlas indica que em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 assassinatos para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4%. Nos seis primeiros meses de 2018, 229 mulheres foram assassinadas no Ceará. No Estado, houve também um aumento no número de mulheres mortas em chacinas. No primeiro semestre de 2017, as mulheres eram 10,7% do total de pessoas vítimas de chacina no Ceará; em 2018, elas representam 28,2% das vítimas desse tipo de crime.

O Estado é misógino, racista e Lgbtfóbico e a própria categorização de um crime como feminicídio ainda não é amplamente reconhecida pelo Estado penal brasileiro. Além disso, a cada 19 horas um LGBT é assassinado ou se suicida vítima da LGBTfobia, o que deixa o Brasil no topo mundial desse tipo de crime. De 2011 para 2016, houve crescimento de 90,2% nas notificações de estupro no país.

3. Forjar nossas estratégias de resistência

Os dados da violência no Brasil apontam que estamos em guerra: por melhores condições de trabalho, moradia, subsistência e contra o Estado e a Burguesia. Para os setores conservadores a saída para o aumento da violência urbana é a intervenção militar, que já existe nas periferias e favelas.

A esquerda institucional permanece na tentativa de enganar o povo e afirma que a representatividade de negros/as e mulheres no parlamento pode modificar o quadro de genocídio e extermínio dos pobres pelas vias eleitoreiras. Não pode.

Apenas a construção dos mecanismos de autonomia e autodefesa atrelados às perspectivas de desenvolvimento do sindicalismo revolucionário podem reorientar o ódio do povo para uma direção insurrecional que permita nossa libertação. Acabar com a guerra do povo contra povo, direcionar nossa energia contra os exploradores do povo: "paz entre nós, guerra aos senhores".

É preciso impulsionar lutas comunitárias travadas nos bairros, escolas, favelas e nas ruas. O fortalecimento do povo deve apontar os seus verdadeiros inimigos, resgatando sua combatividade e organização.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2018/09/11/violencia-encarceramento-e-exterminio-a-guerra-ao-povo-e-as-estrategias-de-resistencia/
_________________________________________
A - I n f o s Uma Agencia De Noticias
De, Por e Para Anarquistas
Send news reports to A-infos-pt mailing list
A-infos-pt@ainfos.ca
Subscribe/Unsubscribe http://ainfos.ca/mailman/listinfo/a-infos-pt
Archive http://ainfos.ca/pt
A-Infos Information Center