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(pt) Federação Anarquista dos Palmares - Alagoa FARPA - CABs: Fundado em 2015 pelas organizações CAZP e COLIDE. - [PUNHO NEGRO]

Date Mon, 10 Apr 2017 09:52:29 +0300


ANARQUISMO - A MATRIZ LIBERTÁRIA DO SOCIALISMO -- CONTEXTO DE FORMAÇÃO ---- Alvo de delatores, de falsificações ideológicas e do senso comum, o anarquismo acumula uma história de mais de 150 anos. Tomando como referencial a formação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), em 1864, e, mais precisamente, após dois anos com o ingresso nesta associação de um conjunto de militantes agrupados na Aliança da Democracia Socialista (ADS) que teve como Mikhail Bakunin uma de suas principais referências política e teórica, localizamos a formação de um anarquismo militante que foi se constituindo como a vertente libertária do socialismo. ---- A AIT, posteriormente também conhecida como "I Internacional", foi formada por iniciativa de operários franceses e ingleses. Se o capitalismo tomava a forma de um sistema de dominação de caráter cada vez mais global com a ampliação dos mercados, a sua resistência e oposição também começava a se constituir globalmente, rompendo as fronteiras dos Estados nacionais.

Localizar a origem do anarquismo, é se voltar para este e outros eventos que marcam as lutas da classe oprimida em busca de alternativas ao sistema capitalista de dominação. O processo de formação do capitalismo não foi um processo harmônico e de paz. A industrialização capitalista trazia novas possibilidades produtivas e de riquezas para a humanidade, mas o custo dela pesava sobre os ombros de uma classe trabalhadora submetida a longas jornadas de trabalho, baixos salários e degradantes condições de trabalho e de vida. Como todo processo de mudança desta magnitude - mudança de caráter econômico, político, social e cultural -, tivemos mais aflorado o choque de ideias. Essa batalha das ideias representava uma batalha mais concreta, material, uma batalha de luta pela vida, que ganhava corpo nas diferentes formas de resistência que os trabalhadores iam desenvolvendo para fazer frente as novas condições de trabalho e de vida impostas pelos capitalistas. Portanto, as ideias, teorias e práticas socialistas vão tomando suas formas e conceitos neste novo cenário.
As ideias socialistas nascem, portanto, de dentro do próprio sistema capitalista, apontando para a sua superação. Surgem como uma tentativa de expressar os interesses dos oprimidos. O pensamento e ação socialistas tomaram diferentes expressões políticas e teóricas, que se comunicam, convergem, mas que também apresenta suas clivagens. O anarquismo é parte desse processo, reivindicando seu espaço na história do socialismo como sua matriz libertária, ao defender um processo de transformação social sob bases federativas e autogestionárias.

Primeiro congresso da Associação Internacional dos Trabalhadores

PRINCÍPIOS NORTEADORES

O anarquismo desenvolveu e consolidou um conjunto de princípios norteadores que balizaram o posicionamento e prática dos/as anarquistas em diferentes contextos da luta de classes. Princípios que foram constituídos a partir das lutas concretas da classe oprimida em seus diferentes cenários e épocas. Não são, portanto, criações arbitrárias ou dogmas. Entre estes, destacamos: internacionalismo; classismo; ação direta; federalismo autogestionário.
a) Classismo: a sociedade está divida por classes em luta e, nela, tomamos posição pelos de baixo, pela classe oprimida. Nosso classismo, nesse sentido, corresponde a necessidade de acumular força social entre os oprimidos (trabalhadores/as, mulheres, LGBTTI, negros/as etc..);
b) Internacionalismo: o acumulo de força social dos oprimidos deve buscar se associar e se ampliar para além das fronteiras nacionais, sem ignorar as resistências locais contra investidas imperialistas de Estados mais fortes. Nosso classismo, portanto, é internacionalista;
c) Ação direta: corresponde ao princípio de que as mudanças sociais devem ser realizadas sob o protagonismo dos trabalhadores/as e seus instrumentos de organização e luta; muito além de um conceito que se reduz a ideia de protesto e confrontos de rua, a ação direta está presentes nas iniciativas diversas de mobilização e organização dos oprimidos que constrói/exerce democracia de base e enfrenta as burocracias e poderes dominantes;
d) Federalismo autogestionário: representa nossa perspectiva organizativa e referencial societário, por meio da socialização econômica (autogestão), fundado sob mecanismos de autogoverno popular (federalismo).
O objetivo finalista dos/as anarquistas é a construção de uma sociedade sem exploração e dominação, ou seja, uma sociedade sem divisão de classes, sem Estado e hierarquias sociais (seja de gênero/sexualidade, étnicoracial etc.). Articulado com o conjunto de seus princípios norteadores e com o contexto histórico-social em que atua, os/as anarquistas estabeleceram algumas estratégias políticas que demarcam sua participação nas lutas sociais e que ficaram também como referenciais para identificarmos as distinções existentes no seio do próprio anarquismo.
Os debates nesse ponto versam desde a necessidade ou não de organização política dos anarquistas (e do modelo desta), do papel e alcance dos movimentos sociais e de massas, das lutas de curto prazo e/ou imediatas, do lugar da violência etc..

ANARQUISMO, PRESENTE!

O anarquismo já foi dado como "superado" em

Anarquistas durante a guerra civil espanhola. Promoveram um conjunto de mudanças economicas e sociais.
diversos momentos. Mesmo sendo no
ssa ideologia a grande percursora dos primeiros sindicatos em diversos países e continentes, teve sua morte "anunciada" com a propagação dos PC´s nacionais patrocinados pelo Estado "soviético". Porém, em seguida, levantava barricada na Espanha enfrentando o fascismo e deixando de legado uma rica experiência de luta e autogestão operária e camponesa. Com a vitória fascista, mais uma vez o anarquismo era posto não mais como morto, mas agora enterrado.

Porém, nossos inimigos, adversários e delatores não tem sido felizes em seus prognósticos. Há uma rica história do anarquismo, atravessando diferentes contextos históricos e particulares situações locais. O anarquismo se fez presente nas diversas lutas e eventos revolucionários desde o século XIX até o presente, em todos os continentes do mundo. Construiu sindicatos autônomos e combativos, fez embates em lutas anti-imperialistas, levantou barricadas nas revoluções. Foi atacado, foi traído, mas também cometeu seus erros. Mas não morreu.

O Anarquismo esteve presente nos cinco continentes, impulsionando revoltas no campo ou na cidade.

Muito mais do que a ideia vaga de que "há governo, sou contra", os/as anarquistas sempre colocaram a serviço das lutas e dos movimentos da classe oprimida sua solidariedade, suas ideias e sua prática política. Se há opressão, continuará havendo luta e resistência. E se há luta e resistência, haverão anarquistas organizando, mobilizando e lutando pra acumular força social e política. O fracasso das estratégias políticas que pensam a transformação social via Estado e sua burocracia, só reforçam a importância da crítica e da prática anarquista. O socialismo, pra ser de fato uma alternativa societária, terá que nascer das bases, terá que ser libertário. Por isso, estamos presentes.

https://farpaal.wordpress.com/2017/04/03/punho-negro-marco-2017/
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