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(pt) luta fob: Por que a classe trabalhadora brasileira precisa -- de uma Federação Sindicalista Revolucionária?

Date Fri, 28 Dec 2018 07:15:11 +0200


Por ocasião da realização do II ENOPES (Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais), em outubro de 2017, os(as) participantes, delegados e delegadas das oposições e coletivos do FOB (Fórum de Oposições pela Base), seus convidados(as), militantes combativos(as) e classistas de nove estados do Brasil, debateram e deliberaram pela construção de uma Federação Sindicalista Revolucionária no Brasil - a Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil, mantendo a sigla FOB. ---- Mas qual é o significado dessa deliberação? Por que construir uma federação sindicalista revolucionária? ---- O que é uma federação sindicalista revolucionária? Por que a classe trabalhadora brasileira precisa de uma federação sindicalista revolucionária?
Vamos tentar responder essas perguntas numa série de artigos. E vamos começar pela história e pelos princípios que consagraram o Sindicalismo Revolucionário - SR.

1. O que é o Sindicalismo Revolucionário?
Como dizia o operário e anarquista Edgard
Leuenroth, não existe um "sindicalismo puro", os
princípios, as concepções, as práticas e as
organizações sindicais assumem sempre
determinadas características das correntes e
tendências políticas e ideológicas dos contextos
sociais e históricos em que estão inseridos. Assim,
podemos falar em sindicalismo socialdemocrata,
sindicalismo corporativista, sindicalismo cristão,
sindicalismo liberal, anarcossindicalista,
sindicalismo comunista, e, a mais importante
concepção sindical: o sindicalismo revolucionário -
SR.
Consideramos o SR a concepção mais importante
da história do sindicalismo, porque é aquela que
entendeu o verdadeiro lugar das lutas e das
organizações sindicais nos processos
revolucionários. Para os sindicalistas
revolucionários, as lutas sindicais têm como
objetivo a destruição da exploração e da dominação
burguesa, ao mesmo tempo em que as organizações
sindicais, ao lado das demais organizações da classe
trabalhadora, constituem o embrião da sociedade
socialista, cujo programa é a federação livre das
comunas e organizações proletárias - o
autogoverno dos trabalhadores.
As lutas revolucionárias são protagonizadas pelos
trabalhadores e trabalhadoras e suas organizações,
por isso, a ação direta é um dos princípios centrais
do SR, isto é, a classe trabalhadora por si mesma,
com suas lutas e organizações, será responsável pela
destruição do sistema capitalista. Por isso, as greves
devem se converter em greves gerais
insurrecionais. A deflagração de greves gerais
insurrecionais depende da organização de uma
confederação operária, capaz de reunir o conjunto
da classe trabalhadora na luta revolucionária.
A forma de organização do SR é o seguinte: os
sindicatos autônomos e as demais organizações
proletárias se reúnem em federações sindicalistas
revolucionárias, que por sua vez, se unificam em
uma confederação sindicalista revolucionária.
2. Quais são as origens do Sindicalismo
Revolucionário?
A história do SR se confundi com a própria história
das organizações e lutas da classe trabalhadora
contra a exploração e a opressão capitalistas. Por
isso, podemos afirmar que as origens do SR se
encontram no processo de construção da AIT
(Associação Internacional dos Trabalhadores), na
Europa em 1864.
Os operários reunidos na AIT se aglutinavam a
partir da concepção de que a emancipação dos
trabalhadores será obra dos próprios
trabalhadores, ou seja, a classe trabalhadora assume
para si a missão de destruir os grilhões que lhe
aprisionam.
Aqueles operários defensores do socialismo
coletivistas, sustentaram e conseguiram aprovar que
a luta da classe operária era a luta pela propriedade
coletiva. É importante ressaltar que os coletivistas
entendiam que as organizações operárias, como
suas associações, cooperativas, sindicatos,
sociedades de resistência, associações de socorro
mútuo, eram o germe da sociedade socialista futura.
Os coletivistas queriam colocar em prática a
concepção da AIT - a emancipação dos
trabalhadores, será obra dos próprios trabalhadores,
portanto, afirmavam que as greves isoladas e
parciais, aquelas das categorias por aumento dos
salários e melhores condições de trabalho, eram
insuficientes. A alternativa era a construção de
greves gerais que assumissem o caráter de greves
insurrecionais, capazes de destruir o poder
capitalista pela revolução social.
Assim, as concepções coletivistas podem ser
resumidas em quatro princípios: 1) a defesa da
propriedade coletiva; 2) as organizações da classe
trabalhadora são consideradas o germe da sociedade
futura; 3) a organização da sociedade socialista
significa a livre federação das comunas e
associações da classe trabalhadora; 4) a Greve Geral
é a estratégia principal da luta pela emancipação
dos trabalhadores. Ou seja, trata-se de uma
concepção sindicalista revolucionária, porque
são as organizações dos trabalhadores que
protagonizam toda a luta revolucionária.
3. Quais são os princípios do SR?
No final do século XIX e início do século XX, o
movimento operário internacional passa por um
novo processo de reorganização: a fundação de
confederações nacionais de caráter sindicalistas
revolucionárias: CGT francesa, CNT espanhola,
IWW norte-americana, USI italiana, COB
brasileira, FORA argentina, FAU alemã, Casa del
Obrero Mundial mexicana, FORU uruguaia, FTCH
chilena, dentre outras.
Foi a declaração do Congresso de Amiens de CGT
francesa (1906) que marcou o SR, pois a resolução
declarava que:
Por obra da reivindicação cotidiana, o
sindicalismo procura a coordenação dos
esforços obreiros, o aumento do bem-estar
dos trabalhadores através da realização de
melhorias imediatas, tais como a diminuição
das horas de trabalho, o aumento dos
salários, etc.; Mas esta tarefa não é senão um
flanco da prática do sindicalismo; ele
prepara a emancipação integral; que não
pode realizar-se senão através da
expropriação capitalista; preconiza como
meio de ação a greve geral e considera que o
sindicato, hoje agrupamento de resistência,
será no porvir o agrupamento de produção e
de repartição, base da organização social.
(Carta de Amiens, 1906).
Por isso, afirmamos que os princípios do SR são: 1)
a revolução social, ou seja, a emancipação dos
trabalhadores e trabalhadoras, é o resultado das
lutas das organizações sindicais e demais
movimentos da classe trabalhadora; 2) defender
o socialismo é defender a propriedade coletiva;
3) o socialismo é a livre federação das comunas e
das associações da classe trabalhadora; 4) a
greve geral é um instrumento para a
emancipação da classe trabalhadora

Federação
Sindicalista Revolucionária no
Brasil - a Federação das
Organizações Sindicalistas
Revolucionárias do Brasil,
mantendo a sigla FOB.

https://lutafob.files.wordpress.com/2018/12/Por-que-FOB.pdf
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