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(pt) Anarchist Federation of Rio de Janeiro FARJ - Libera #161 - A VOLTA

Date Mon, 19 May 2014 12:56:16 +0300


Gigi Damiani (tradução de Valerio Salvio) Velhos, mas duros de morrer, voltamos como partimos. Não mudamos nada diremos aos que virmos pela estrada. E ajuntaremos: Meu irmão, cá estamos junto a ti e para o bom trabalho; nossa fé temperada pelo malho do exílio duro, descansar desdenha. O mundo escravo despertou agora depois de fundo sono, e, à nova aurora, o interrompido afã recomeçamos. O velho amigo, abaixando a fronte responderá que o furacão sem brida por vinte anos rugiu na Europa mesta, que toda a nossa obra foi perdida e de quanto fizemos nada resta. Replicaremos: - Não temer, passada é para nós a trágica jornada, a tirania cega já não reina. ---- Tudo tombou? Ergamos novamente. ---- Vê o caipira: a terra devastada, ---- queimado o milharal, morta a semente, ---- que importa? Assim que o furacão amaina, ---- ele volta depressa para a faina.

Ajunta as pedras soltas, como se elas fossem de ouro e
tomando-as uma a uma, põe-se a reconstruir toda a tapera.
Afofa a terra com as mãos, apruma
as cercas, cava o poço, destorroa
o chão vidrado, planta, trata, espera.
Recompõe a tarimba, os filhos cria,
sabendo embora, que outra guerra, um dia,
uma noite, há de vir para levá-los...

Não desesperes, não demonstres ira.
Nós passaremos todos, mas o povo
renasce. Faze, pois como o caipira
sábio, que sabe começar de novo.

Companheiros! Enxadas sobre os ombros,
voltemos, que aí vem a primavera.
Nossa missão é remover escombros,
é destocar, é arar, é semear,
que a mocidade nosso exemplo espera!

Durante o furacão, a bicharada
dispersa-se: o térmita no cupim,
a saúva no olheiro. Cessa a lida.
Mas quando o sol ressurge e a luz dourada
bate na terra, volta a bicharada;
por entre os mortos recomeça a Vida.

A Vida não deserta, não descura
sua obra de eterna construção,
seja nos picos de perene alvura,
ou entre as coisas ínfimas do chão.

Plantações e consciências abrem flores
para quem as cultiva com trabalho,
não há parto que não conheça dores;
não há treva que não fuja de espanto
ao sol, nem gota trêmula de orvalho
que não seja, também gota de pranto...

Tudo é luta; nada se perde, nada;
o erro na experiência se compraz.

Refaçamos a terra devastada;
Olhando só pra frente, não pra trás.

- A cruz da servidão seja partida -
diga-se a quem ela curvou a espinha;
e a quem a vã espera em si amarra
uma vontade, diga-se: ergue-te e caminha...

Mas não se diga nunca: a estrada é incerta
a quem de moço ardores já não sente.
Ferido, o veterano vai pra frente,
tomba no campo, morre. E não deserta!
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