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(pt) [Chile] Setembro Negro. Há 35 anos do Golpe de Estado, não se acendem velas pelos caídos, mas barricadas

Date Fri, 5 Sep 2008 01:04:30 +0200 (CEST)



[Em 1 de setembro a juventude combativa e subversiva chilena levantou
barricadas do lado de fora da Universidade do Chile e lutou contra a
polícia das Forças Especiais com coquetéis molotov e pedras, enfrentando
carabineiros que usaram revólveres e gás lacrimogêneo. Há dez anos atrás,
num 11 de setembro, Claudia López, uma mulher anarquista, estudante e
bailarina, foi assassinada pela polícia quando protestava durante uma
comemoração do Golpe de Estado de 1973 no Chile. Sob o lema de Setembro
Negro, a juventude combativa chilena luta, em seu nome e de todos os
assassinados na democracia, contra o bastardo que a matou, fazendo que o
mundo recorde que estamos vivendo em guerra. Claudia, o fogo não te
esquece, o fogo não pode ser esquecido.]

> Comunicado que circulou pela internet <

Esta manhã, por volta das 11h, um grupo de aproximadamente 60 encapuzados
saíram às ruas rompendo a paz social que invadia o bairro universitário
?Macul con Grecia", para mostrar ao Estado e aos seus aparatos repressivos
que na memória daqueles que lutam dia após dia está a lembrança daqueles
que morreram fazendo o mesmo.

Enquanto, como todas as Segundas-feiras na faculdade de Filosofia e
Humanidades da Universidade do Chile (Univesidad de Chile), os estudantes
preparavam-se para enfrentar uma nova semana cheia de provas e trabalhos,
um grupo de estudantes encapuzados ocupou a rua com pneus e escombros.
Eles bloquearam o tráfego de veículos para reivindicar a memória daqueles
que foram assassinados pelos ?pacos? (forma como o povo se refere
informalmente aos policiais e militares no Chile) durante a ditadura
militar e estes anos de suposta democracia. Os encapuzados fizeram um
chamado ao povo em geral para reforçar a violência da resistência no
próximo 11 de setembro para superar, assim, o sucesso alcançado no ano
passado, quando foi cobrada vingança pelo assassinato do cabo Vera em
Pudahuel Sur.

Os combatentes interromperam o trânsito na Grécia com Ignacio Carrera
Pinto nos arredores da faculdade por cerca de 10 minutos. Imediatamente
dois motoristas da polícia, que certamente estavam investigando a região,
apareceram com sua prepotência típica dos matadores, se transformando no
alvo dos estudantes. Diante dessa situação, os estudantes encapuzados
atacaram de maneira violenta (da mesma maneira que os ?pacos? assassinaram
Claudia Lopez, Alex Lemún, Jhonny Cariqueo, Rodrigo Cisternas etc)
utilizando bombas molotov, pedras e paus. Ao perceberem que estavam sem
saída, os repressores voltaram ao veículo e fizeram uso de suas armas de
serviço apontando-as diretamente aos manifestantes (para a cabeça,
exatamente) tentando, inclusive, vários disparos, mas por sorte a arma
estava ?atolada?.

Logo em seguida chegaram os demais veículos da Forças Especiais, dos quais
desceram vários ?pacos?, e fazendo uso de todos os privilégios que a lei
lhes proporciona, atacaram com bombas de gás lacrimogêneo diretamente no
grupo de encapuzados, ferindo várias pessoas.

Depois de mais de uma hora de intenso combate e em um clima repleto de gás
lacrimogêneo - que fazia o ar irrespirável -, os encapuzados abandonaram o
campus recordando que o combate pelos caídos é constante e deve ser
reproduzido nas Universidades, Povoados, em todos os lugares a serem
ocupados pelo proletariado.

Além disso, nesse ano completará 10 anos do assassinado de Claudia Lopez
Benaiges, uma estudante de Dança da Universidade Academia de Humanismo
Cristiano, morta no dia 11 de Setembro de 1998 pelo Estado repressor
através dos ?pacos?, no povoado ?La Pincoya?.

É por isso que esta ação e todas as que virão são uma homenagem aqueles
que vivem para sempre, aqueles que não temem à morte porque crêem que o
capitalismo não ganhou nem nunca o fará. O 11 de Setembro não se chora, se
combate! Que se reproduza e se intensifique a violência da resistência em
todos os pontos do país! O medo dos poderosos é a força do povo.

Fotos: http://www.hommodolars.org/web/spip.php?article675

Tradução > MCarol Recôndita

agência de notícias anarquistas-ana

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