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(pt) Manifesto de solidariedade com os anarquistas e os movimentos sociais da Venezuela

Date Sun, 18 Nov 2007 11:30:08 +0100 (CET)


No primeiro trimestre de 2007, vinte e três manifestações populares foram
reprimidas pelo governo venezuelano e noventa e nove ativistas foram
presos. Este fato evoca o mal-estar crescente bem como a criminalização
das reivindicações sociais nesse país latino-americano, realidade
recoberta pela propaganda e pela mistificação de um regime que se promove
como vanguarda do ?socialismo do século XXI?, com o apoio de diferentes
grupamentos e personagens ligados à esquerda autoritária do mundo inteiro.

Contra Chavez, contra o capitalismo
Manifesto de solidariedade com os anarquistas e os movimentos sociais da
Venezuela

Apesar de tudo, aqueles que se interessam pela situação real dos oprimidos
e dos explorados na Venezuela conhecem as inconseqüências e as
contradições do governo populista conduzido pelo militar Hugo Chávez.
Longe de avançar estruturalmente na direção da redução das desigualdades e
do expansão das possibilidades de desenvolvimento social, o governo
reinante em Caracas continua a manter uma das distribuições de riquezas
das mais injustas do continente, aprofundando, além do mais, o papel
assinalado ao país pela globalização econômica como fornecedor de energia
ao mercado mundial, com as corporações transnacionais do petróleo como
associados mimados e principais beneficiários da ação do Estado
venezuelano. Após oito anos e meio de um governo contando com as mais
elevadas cotações do petróleo, com a arrecadação mais elevada da história
nacional, os resultados sociais dos políticos do chavismo são medíocres, e
o surgimento de uma nova burguesia parasitária dos favores do Estado, a
«burguesia bolivariana», sendo o aspecto mais extraordinário.

Segundo estatísticas e informações governamentais recentes, cinco milhões
de trabalhadores ? 46,5% da força trabalhadora ? mantêm-se no setor
informal da economia, 43% dos trabalhadores recebem uma remuneração
inferior ao mínimo legalmente permitido ? um pouco mais de 200 dólares por
mês ?, dois milhões e meio de pessoas sonham com uma habitação decente,
18% da população sofrem de desnutrição; a rede dos hospitais públicos
apresenta carências e limites de todos os tipos; 90% da população indígena
vivem em condições de pobreza; mais de quatrocentas pessoas morrem
violentamente por ano nas prisões e há uma média mensal de quinze pessoas
assassinadas pelos corpos repressores do Estado.

O governo venezuelano manteve nestes cinco últimos anos uma disputa
intraclasses com alguns setores tradicionais da burguesia local, por meio
de uma forte popularização político-eleitoral que permitiu dividir,
imobilizar e recuperar os movimentos sociais do país. Quem quer que
critique a corrupta, ineficaz e florescente burocracia oficial é
desqualificado de imediato como estando ?a serviço do imperialismo? e, sob
o respaldo de ?defender-se das práticas golpistas e das provocações
reacionárias?, foram promulgadas diversas leis que penalizam com o maior
rigor as ações de rua e as greves nas empresas de base do Estado. São
estes aspectos dos mecanismos legais que, desde 2006, foram utilizados
contra as mobilizações populares que, tentando recuperar suas próprias
reivindicações, manifestam todas as semanas a favor do direito à segurança
pessoal, por uma moradia digna, por emprego e por condições de trabalho
decentes. A resposta governamental foi o lançamento de bombas de gás
lacrimogêneo, balas e detenções.

Ante a polarização que engana e que é vivida no país, e em particular em
resposta ao poder presidencial de dissolver partidos e outros agrupamentos
preexistentes para filiar-se ao partido único do chavismo, o P.S.U.V.,
diversas organizações da Venezuela tentam construir espaços de autonomia
para os movimentos sociais. Entre essas organizações, devemos ressaltar o
trabalho dos companheiros, homens e mulheres, anarquistas, que, a partir
de diversas iniciativas, como a publicação e a difusão do jornal El
Libertário

www.nodo50.org/ellibertario

constroem uma alternativa distante tanto da oposição socialdemocrata e de
direita quanto do capitalismo do Estado bolivariano. Mas este esforço
anarquista para construir opções e caminhos conseqüentemente autônomos
implica riscos: El Libertário, por exemplo, deve fazer frente a uma
campanha sistemática de recriminações e é desacreditado por grupos
fictícios pagos pelo Estado, bem como a sórdidos ataques crescentes contra
o ativismo antiautoritário.

O presente manifesto quer lembrar aos companheiros e companheiras
libertárias da Venezuela, assim como às outras organizações sociais
autônomas de base nesse país, que eles podem contar com nossa estima,
nosso apoio e nossa solidariedade. Nossas organizações e iniciativas
anarquistas denunciarão na medida de suas possibilidades, a demagogia e a
incoerência que se escondem sob o álibi da «revolução bolivariana»,
ativando os mecanismos de apoios necessários a cada ataque governamental
contra as aspirações concretas de justiça social e de liberdade do povo
venezuelano.

Internacional das Federações Anarquistas

www.iaf-ifa.org

secretariat@iaf-ifa.org



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