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(pt) Manifestação antinuclear na França reuniu centenas d e ativistas

Date Mon, 12 Nov 2007 21:47:59 +0100 (CET)


[de pt.indymedia.org]
Mais de 1000 ativistas antinucleares se reuniram neste sábado, 10, em
Marselha, na França, para dizer "não ao projeto de fusão nuclear ITER".
Com cartazes, máscaras, faixas, bandeiras e animação, os/as manifestantes
marcharam pelas ruas centrais da cidade, explicando que o projeto ITER não
oferecerá uma energia "limpa, segura, abundante e econômica, para o bem da
humanidade", como alardeiam os empreendedores do projeto. Palavras de
ordem também expresaram a oposição dos/as participantes, como, ?ITER, não
obrigado, nem aqui nem em outra parte". Estiveram no ato militantes da
Federação Anarquista Francófona, do grupo Sair do Nuclear, Greenpeace,
estudantes da Universidade de Provença e individualidades diversas.

Mais infos e imagens: www.stop-iter.org

A seguir um comunicado da Federação Anarquista Francófona distribuído
antes e durante a manifestação antinuclear:

Nem prosseguimento, nem retomada: Parada imediata da energia nuclear civil
e militar!

Há um ano, as grandes potências nucleares mundiais entraram em acordo
sobre um programa de pesquisa para o controle da fusão nuclear. Sem que se
conheçam todas as suas negociações reais, é a localidade de Cadarache,
meca de tratamento de plutônio, hoje transferido a Marcoule, que foi
finalmente reservado. Podemos alegrar-nos com uma escolha dessas? E
sobretudo, quais são suas conseqüências?

Nós, anarquistas, somos partidários das luzes contra os obscurantismos, e
a pesquisa é uma necessidade fundamental.

Mas nós sabemos que ela está cada vez mais submetida aos interesses
econômicos dominantes em suas aplicações e mesmo em suas orientações: nem
sempre se encontra o que se procura, mas nunca se descobre o que não se
quer encontrar! Nossa hostilidade ao projeto ITER, além dos perigos reais
de tal instalação, é justificada pelo fato de que tal escolha confirma a
recusa de orientar-se em direção a uma sociedade menos produtivista, menos
poluída, menos centralizada; vamos contra o muro e aceleramos na esperança
de desintegrá-lo! Os pesquisadores que abrem trilhas para o nosso futuro
estão freqüentemente à margem, pois as instituições, cujos meios vêm cada
vez mais de fundos privados, procuram antes de tudo servir bem a seus
patrões. Se os pesquisadores manifestam, com direito, e desde alguns anos,
por mais meios para financiar seus trabalhos, pensamos que lhes faltam
antes de tudo, à sua maioria, imaginação e coragem política para orientar
suas pesquisas no sentido dos interesses dos povos e não das
multinacionais.

Aliás, para energia nuclear, os poderes públicos sempre encontram
dinheiro: o conselho regional PACA, por pura demagogia, não acaba de
anunciar que para cada euro consagrado ao ITER, um euro será investido nas
energias renováveis?

Desde os anos setenta, os governos franceses um após outro mantiveram
firmemente a orientação nuclear, tanto militar quanto civil. Apesar de
Chernobil, o fiasco de Superphénix, os múltiplos ?incidentes? das usinas
nucleares, a acumulação dos dejetos altamente radioativos por milhares de
anos, o esgotamento previsível dos recursos de urânio, apesar de... uma
opinião pública majoritariamente hostil à energia nuclear.

Por quê? Porque a energia nuclear é a escolha da guerra, militar
inicialmente, mas também econômica e de classe. A energia nuclear implica,
por sua tecnicidade e sua periculosidade, uma concentração e uma segurança
reforçadas, que justificam uma opacidade das informações cara a cara com a
população; é o oposto de utilizar o melhor possível as energias
renováveis, que se geram mais perto dos usuários (mesmo se um novo
mercado, o dos parques eólicos, se desenvolva atualmente).

Em vez de apostar massivamente na utilização individual de energia solar
(aquecimento e eletricidade), por exemplo, que permitiria aos usuários de
livrarem-se do controle que exercem sobre eles os grandes grupos de
distribuição de energia, o Estado prefere claramente tentar reproduzir a
energia solar nas suas usinas: controlar a energia é um dos pilares
principais para manter seu poder.

As(os) militantes da Federação Anarquista chamam então a uma grande
mobilização contra o programa ITER, em particular, juntando-se à
manifestação do sábado, dia 10 de novembro de 2007, às 14h00 no portão de
Aix, em Marselha. Combater a utilização tanto da fissão quanto da fusão
atômicas é uma etapa importante para que a população se aproprie das
escolhas energéticas da sociedade, pois a utilização da energia nuclear
implica uma sociedade totalitária, na qual nossas necessidades e os meios
de satisfazê-las são ditados pelo Estado, em proveito de grandes grupos
financeiros e industriais que vêem apenas seus interesses, qualquer que
seja o custo para o planeta e seus habitantes.

A única fusão necessária é a de nossas vontades, para decidir
coletivamente e livremente em qual sociedade queremos viver.

Federação Anarquista Francófona

Tradução: Guilherme M.



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