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(pt) [França] "O interesse do público pelo livro libertário nunca foi tão forte"

Date Sun, 4 Nov 2007 09:38:17 +0100 (CET)


A livraria PUBLICO (Publicações Libertárias Cooperativas) foi criada e
registrada no Registro Público de Comércio em 1959. É uma Cooperativa de
Consumo com capital e pessoal misto. Desde 1981, a sede da livraria é no
endereço: 145, rue Amelot, Paris, no distrito 11º. A livraria é
especializada em livros e revistas novas. Seu propósito é fornecer um
amplo leque de publicações de ficção e documentais, numa tentativa em
introduzir na reflexão o olhar libertário do pensamento. Algumas seções
são específicas como a "Literatura Proletária", a "Comuna de Paris", a
"Revolução espanhola de 1936". Outras são mais gerais como "Literatura"
, "Romances Policiais", "Pedagogia", "Poesias e Canções", e dão lugar a
um espaço de escolha de autores de espírito libertário, que vão de
Albert Camus a Michel Ragon, de Jean-Bernard Pouy a Jean Amila, de Paul
Robin a Célestin Freinet, de Georges Brassens a Léo Ferré? A livraria
emprega dois assalariados. A seguir, uma pequena entrevista com Jean
Claude Richard, da livraria e do Grupo Henry Poulaille da FA (Federação
Anarquista), que nos conta um pouco mais desse projeto libertário.

Agência de Notícias Anarquistas > Poderia nos contar como chegou a
Federação Anarquista? A anarquia...

Jean Claude Richard < Tenho 60 anos e descobri o pensamento libertário
em princípios da década de 1970. Nasci, de pais trabalhadores, em uma
cidade governada pelo Partido Comunista. Os valores marxistas não me
convenciam, buscava outras correntes ideológicas e evidentemente o
pensamento libertário me seduziu por completo. Desde o ponto de vista da
organização, escolhi a Federação Anarquista, porque sua organização me
parece que é a estrutura mais "séria" em termos de funcionamento e de
futuro. O fato de que ela ainda esteja presente, 35 anos depois de minha
primeira adesão confirma este sentimento de juventude.
Desde um ponto de vista mais teórico, me reivindico como "comunista
libertário", mas sem excluir aos demais, já que valorizo as
contribuições do anarquismo individualista e do anarco-sindicalismo ,
como necessários na expressão de um anarquismo social.

ANA > Quem são os que visitam a livraria?

JCR < Nestes dias, a livraria PUBLICO está aberta e recebe a visita de
militantes e simpatizantes de diversas tendências revolucionárias e
sociais. Dado que a ideologia marxista está em franca descrença, somos
(com a livraria libertária QUILOMBO) a única livraria "política" de
Paris.

ANA > Quantos títulos possuem a livraria na atualidade?

JCR < Temos 5.000 artigos, dos quais 4.200 são livros. A diferença está
representada pelos CDs, os DVDs, as camisetas (T-Shirt) e outros
acessórios.

ANA > Que critérios são aplicados na escolha dos livros?

JCR < Desde o ponto de vista de fundos anarquistas, colocamos a venda
todas as produções (livros, revistas, folhetos...) ainda que estejam em
desacordo com as posições teóricas da Federação Anarquista. O único
critério de recusa, dado ao administrador por nossos congressos, é a
presença de textos "caluniosos ou mentirosos" com respeito a Federação.
No espaço para a literatura, nosso princípio é que as obras sejam de
escritores/as que se considerem de pensamento libertário, e isto
independentemente da qualidade literária.
Com respeito às seções: "Internacionalismo" , "Direitos Humanos",
"Religiões", "Feminismo", "Sindicalismo e Movimentos Sociais" etc? O
critério de escolha é essencialmente qualitativo.

ANA > Há algum "best- sellers" anarquista?

JCR < A melhor venda é da novela de nosso companheiro Michel Ragon, "La
mémoire des vaincus" (A memória dos vencidos) foram vendidos 918
exemplares.
Nessa novela, o comunismo, o anarquismo, o fascismo aparecem em sua
complexidade, com suas lutas ferozes, por meio do "herói", Fred
Barthélemy, de personagens históricos e também por meio de homens e
mulheres menos conhecidos, obscuros, eternos vencidos por um poder
onipotente, continuamente atacados e sempre renascendo.
Sobre a base de uma documentação excepcional, essa novela veiculariza a
memória política do século.

ANA > A venda de livros anarquistas têm aumentado ultimamente na França?
É um "mercado" em expansão?

JCR < O interesse do público pelo livro libertário nunca foi tão forte.
Os editores burgueses têm se dado conta, já que editam ou re-editam
numerosos textos libertários.
Simultâneamente, e isso é o mais importante, numerosos militantes se
lançaram a edição. As Edições do Mundo Libertário (FA) é claro, com 65
títulos, mas também existem as Edições Libertárias, com 52 títulos. As
Edições da CNT-RP com 32 títulos. As Edições ACL com 71 títulos. As
Edições TOPS-TRINQUIER com 32 títulos. As Edições de INSOMNIAQUE com 44
títulos. As Edições ACRATIE com 21 títulos. E muitas outras com pequenas
estruturas?
Muitos editores trabalham com um distribuidor nacional, o que permite
uma melhor distribuição aos livros libertários. A título informativo, a
seção "anarquismo" de nossa livraria tem 385 títulos.
Por outra lado, em 2002 foi organizado um salão do livro libertário.
Outra maneira de encontrar-se com o público. A última edição, em 2006,
na cidade de ciências e indústria de Paris, registrou entre 3.000 e
4.000 visitantes. (sítio http://salonlivreli bertaire. radio-libertaire
.org/).

ANA > Lêem muito os anarquistas franceses?

JCR < Em geral, os anarquistas lêem muito, mas nossa clientela é muito
mais ampla que o círculo libertário. A partir de 2000, temos registrado
a primeira visita de mais de 10.000 pessoas. Nosso catálogo de
novidades, bimensal, chega a mais de 2.000 pessoas.

ANA > Já sofreram ataques das autoridades, de grupos fascistas?

JCR < A livraria PUBLICO, juridicamente é totalmente independente da
Federação Anarquista. É uma cooperativa de consumo, portanto é uma
empresa, e por essa condição não pode sofrer ataques especiais por parte
do poder.
No plano político, no passado sofremos ataques da extrema direita
fascista. Desde já fazem uns vinte anos, os dissensos se expressam por
meio de grafites ou de outras inscrições na vitrine.

ANA > Há outras livrarias como a PUBLICO em Paris?

JCR < Fazem 5 anos existe a livraria QUILOMBO, no 11º distrito de Paris,
que nos acompanha. Isto é algo bom, já que este desenvolvimento comprova
o crescente interesse do público pelas idéias libertárias.
Desde princípios de 2007, já coordenei quatro encontros com pessoas que
têm projetos de abrir uma livraria libertária em Paris ou na província?
Em conseqüência disso, são boas as notícias para o ideal libertário no
hexágono (Paris).

ANA > Que livro anarquista você gostaria que fosse transformado em filme?

JCR < Sem dúvida, o livro de nosso companheiro Michel Ragon, La mémoire
des vaincus.


> Librairie du Monde libertaire (PUBLICO) <
145 rue Amelot
Métro République, Oberkampf, ou Filles-du-Calvaire
75011 - Paris-França
http://www.federati on-anarchiste. org/librairie/

Tradução: Juvei

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