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(pt) [São Paulo-Brasil] O 1º DE MAIO DO MLB EM SÃO PAULO

Date Mon, 14 May 2007 22:05:11 +0200 (CEST)


REPORTAGEM SOBRE O 1º DE MAIO OPERÁRIO E LIBERTÁRIO 2007 EM SÃO PAULO

Como uma re-afirmação do seu caráter proletário e internacionalista o
Movimento Libertário Brasileiro (MLB), em apoio ao chamamento lançado pelo
Movimento Pela Reativação da COB/AIT, deu uma demonstração de organização,
unidade e luta neste 1º de Maio.

O 1º de Maio de luto e de luta do MLB começou na parte da manhã. Enquanto
as centrais sindicais institucionalizadas iniciavam seus rituais e
festinhas a partir das 10 horas ? com missa na Sé, shows financiados pelo
Estado e até sorteio de carros e apartamentos ? nos bairros e nas regiões
mais longínquas realizávamos panfletagens e os mini-comícios denunciando a
situação de penúria do trabalhador. Na verdade a orientação dada pela
FOSP/COB-AIT para se intensificarem ações regionais já vinham sendo
efetivadas desde a semana anterior que se intensificaram a partir da
quarta-feira (25/04). Assim é que a região de Osasco, do Alto Tietê e da
região central da cidade de São Paulo já vinham sendo atingidas desde
então. Mas no dia 1º ações, como a de setores da UMP e a FOSP/COB-AIT na
favela de Vila Remo (zona sudoeste), na região de Santo Amaro (zona sul),
Parque Edu Chaves (zona norte), etc., iniciaram o 1º de Maio apartidário
de São Paulo.

A FOSP/COB-AIT convocou uma concentração no antigo Mercado de Escravos de
São Paulo, na Ladeira da Memória ? região central da cidade (entre a Praça
da Bandeira, o metrô Anhangabaú e a Biblioteca Municipal Mario de Andrade)
a partir do meio dia ? já se sabia que as pessoas chegariam das atividades
locais entre 12 e 14 horas. Esse chamamento foi apoiado por diversos
setores do MLB (o Coletivo EPP, a UMP, O COLETIVO LIBERTÁRIO (CL), além de
diversos grupos punks). Mas também houveram diversas tentativas de sabotar
a iniciativa do MLB de se manifestar de forma unificada
(convocatórias-fantasma para manifestações em outros locais, além de se
convocarem de fato outros eventos ?filmes, palestras e debates em locais
fechados). Isso tudo para tentar mascarar o fato de que setores que se
advogam do anarkismo terem preferido convocar e participar como
coadjuvantes (massa de manobra) das manifestações organizadas pelos
partidos bolcheviques ou pela Igreja. Devido a esses fatos, que mostram
uma luta intestina dentro do movimento social, o relato aqui contido deve
ser visto e interpretado.

Quando as primeiras pessoas chegavam ao local da Concentração, no antigo
Mercado de Escravos, por volta de 12:15 hs já encontraram uma situação
crítica: um camarada punk, acabara de sofrer uma violenta e covarde
agressão fascista, atacado pelas costas quando se dirigia, e já próximo, à
Concentração. Um indivíduo fora identificado e algumas pessoas se
apressaram em ir atrás dele. Nesse meio tempo a região já estava coalhada
de PMs. A tensão crescia e outros companheiros formavam grupos para
localizar o cara. Frente ao risco dos fascistas de fato conseguirem, com
essa manobra, desbaratar a manifestação libertária de 1º de Maio ? fato
que muito os alegraria ? foi organizada uma assembléia com as pessoas
presentes para decidir o que fazer. Nesse contexto a proposta de se unir a
manifestação partidarizada do CONLUTAS/PSTU, da INTERSINDICAL/PSOL e das
Pastorais Operárias na Praça da Sé que se discutia de forma a dividir as
pessoas, antes de se iniciar a assembléia, nem ao menos foi sustentada por
ninguém. Ao fim se decidiu pela antecipação da Passeata, programada para
sair entre 13:30 e 14 hs, e por volta de 12:40 hs se seguiu em Passeata
até as escadarias do Teatro Municipal, onde promovemos o primeiro
ato-comício-panfletagem no centro da cidade. Estávamos então em cerca de
100 pessoas.

Ali foram repartidos 2000 cópias do Manifesto Obreiro e Libertário,
lançado pela FOSP/COB-AIT, além de outros ? lançados por diferentes grupos
punk (como o ?1º de Maio - Luto e Luta?, lançado pelos punks de Taboão da
Serra). Também foi afixado um mural sobre a história do 1º de Maio e sobre
os 90 Anos da GREVE GERAL de 1917, bastante concorridos. Palavras-de-ordem
e falações contra o desemprego, a repressão, a carestia da vida e em pró
da redução da jornada de trabalho, pela liberdade de organização, por
aumento de salários, pela revolução agrária, entre outros, deram a tônica
desse Ato. As pessoas iam chegando e em paralelo as agitações repassávamos
informes sobre a situação geral e mantínhamos o ambiente de assembléia
permanente. Por volta de 14:30 hs chega uma passeata que vinha de uma
concentração que havia sido chamada para a Avenida Paulista, com cerca de
200 pessoas, que são recebidas aos gritos de PUNK NA RUA A LUTA CONTINUA!,
1º DE MAIO É LUTO É LUTA!, VIVA A ANARKIA! Quando já estávamos sem
material para distribuir chega um novo bloco ? vindo dos rincões de Santo
Amaro ? com mais 2000 cópias do Manifesto Obreiro e Libertário da FOSP. A
essa altura, contando com a presença de mais de 500 pessoas decidimos sair
em Passeata pelas ruas do centro, até as escadarias da Igreja da Sé.

A Passeata parte das escadarias do Teato Municipal e entra no Viaduto do
Chá puxada por uma enorme faixa negra/vermelha onde se lia: ?FOSP/COB-AIT
NA LUTA!?. Ao passar pela sede da prefeitura palavras-de-ordem contra o
prefeito Kassab/Democrata são gritadas com ódio. Atravessamos a Praça do
Patriarca e entramos na Rua Direita, chamando os trabalhadores das lojas
que estavam funcionando a aderir à luta ?VOCÊ AÍ PARADO, TAMBÉM É
EXPLORADO!? Policiais de carro e da tropa motorizada acompanham a
manifestação, mas não interferem.

Invadimos a Praça da Sé aos gritos de ?O POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO!?
e ?CONTRA O DESEMPREGO E A REPRESSÃO!?. Depois de uma rápida para nas
escadarias da Catedral prosseguimos a Passeata passando pela Pç. João
Mendes, subindo a Avenida Brigadeiro Luiz Antonio e entrando na Av.
Paulista até o MASP ? mesmo trajeto que tentamos fazer o ano passado e
fomos impedidos por uma mega-operação policial-militar. A passeata, na
subida da Brigadeiro, utilizando 2 faixas da pista, ocupava 2 quadras,
cantando o refrão da Internacional ?BEM UNIDOS FAÇAMOS NESSA HORA FINAL
UMA TERRA SEM AMOS A INTERNACIONAL?, assim como palavras-de-ordem contra o
desemprego e chamando à luta direta e apartidária. Na Paulista a tônica
foi para ?O POVO ORGANIZADO NÃO PRECISA (ou GOVERNA) SEM ESTADO!?, ?ABAIXO
A REPRESSÃO!? (devido a um atrito com a PM quando se tentou fechar todas
as 4 pistas) e ?PÃO, FEIJÃO, SAÚDE E AUTO-GESTÃO!?

Ao chegar ao MASP, cerca de 16:30 horas, estendemos as faixas e murais,
fizemos um rápido comício e, finalmente, realizamos uma assembléia de
balanço e encerramento. Nessa assembléia tomaram a palavra pessoas ligadas
ao Movimento Punk e ao Movimento Pela Reativação da COB/AIT. Foram
levantados os aspectos importantes ligados ao processo de organização e
unificação do movimento libertário ? onde se destacou a importância das
Jornadas Libertárias de São Paulo (JLP/SP-2007) marcadas para os dias
6,7,8 e 9 de julho ? para marcar o período crítico da Greve Geral de 1917-
que culminou com o tiro desferido por policiais contra o
operário-sapateiro José A. Martinez no dia 9 de julho de 1917. Aspectos
ligados as recentes denuncias de grupos ?punks? (a gang ?Devastação?)
estar agredindo homossexuais em conjunto com os cabeça-de-ovo skins também
foram discutidos se deixando claro que punks não são fascistas ou
homofóbicos, bem como que grupos/indivíduos que mantenham essas práticas
sejam denunciados como fascistas e não punks. Também foram reafirmados
aspectos de segurança, em especial na INTERNET, e se falou da necessidade
da constituição de um Comitê de Auto-Defesa Anti-Fascista. Assim como
colocações gerais contra os partidos políticos, os sindicatos atrelados ao
Estado, a truculência policial, as fronteiras e as bandeiras, etc. Foi
dada orientação para que as pessoas se retirassem em conjunto e em grupos.
Quando nos retirávamos a PM, que se manteve a frente do MASP até então,
entrou na área do vão e deu uma geral em todos que ainda lá se
encontravam. Ninguém foi detido até nos retiramos por volta de 18:30 hs,
com o MASP já vazio.

Além das organizações já citadas (FOSP/COB-AIT, UMP, CL, CEPP, A LANTERNA,
Coletivo Semente de Fogo) participaram e apoiaram a manifestação o
Coletivo Humanitudes, o Comitê Avante Zapatista e elementos ligados ao
Levante Anarquista, ao MAP, ao SP-Punk e diversos outros grupos do
movimento punk paulista, além de raulseixistas, desempregados, sem-teto e
grupos punks independentes de cidades da Grande São Paulo.

Essa manifestação histórica do 1º de Maio de 2007, seguindo os passos do
movimento, mostra o nível de unidade, organização e maturidade do MLB e
foi uma vitória de todos nós trabalhadores libertários, punks, etc.
Colocamos claramente nossa posição de luta sem trégua, sem fronteira e
pela revolução social para todos que se dirigiam às missas e festas
promovidas pelos sindicatos atrelados ao Estado.

VIVA O MLB!
VIVA A FOSP/COB-AIT!
VIVA O 1ºDE MAIO DE LUTA!
LONGA VIDA À AIT-IWA!
VIVAS À ANARKIA!

"A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores."

O COLETIVO LIBERTÁRIO
cldvulg1985@yahoo.com.br




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