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(pt) [Alemanha] KTS , em defesa dos espaços libertários!

Date Sat, 5 May 2007 20:41:56 +0200 (CEST)


[de Anarqlat]
> A perseguição aos centros sociais autogeridos na Europa não
>pára, e a luta rebelde também não. Desta vez quem está na mira dos
>empresários e da burocracia do Estado é o KTS, um espaço libertário na
>cidade de Freiburg, na Alemanha. Na noite do 1° de maio, o KTS, a Federação
>Anarquista Francofona de Strasburg, cidade francesa que faz fronteira com
>Freiburg, a Antifaschistische Aktion Offenburg e outras iniciativas
>antiautoritárias da Alemanha, organizaram a ?Love or Hate Parade?, em
>defesa dos espaços autogeridos. A festa de rua atraiu cerca de mil pessoas,
>e, também, a presença ostensiva da polícia. No final do texto links com uma
>par de fotografias da ?Love or Hate?. Vale conferir!
> > Um apelo do KTS <
> O KTS existe desde a ocupação de uma cantina do exército francês no
>bairro Vauban. A partir desse momento, o KTS se tornou o Centro Autônomo de
>Freiburg. Desde 1998 ele se encontra numa construção de estradas de ferro
>alemãs em Baslersrt, 103. A idéia do KTS é de abrir um espaço livre para
>promover a cultura não-comercial e as iniciativas libertárias autogeridas.
> Apesar das repetidas ameaças, o centro pôde continuar suas atividades ao
>longo dos anos e oferece neste momento espaços onde diferentes grupos podem
>se encontrar. Concertos e festas acontecem lá, uma zona de gratuidade a ser
>desenvolvida, um cyber-café, refeições populares, apresentações diversas,
>um ateliê de projetos ligados ao meio-ambiente e outras atividades que lá
>são organizadas. No fim do ano o contrato de locação do KTS vai expirar. As
>negociações entre o proprietário da casa, as estradas de ferro Deutsche
>Bahn, e a cidade como locatária não chegaram ainda ao fim. Com a ?Love or
>Hate Parade? nós queremos exprimir a diversidade das culturas
>contestatórias e sublinhar a importância da existência do Centro Autônomo.
> Nestes últimos anos, a repressão contra os centros sociais se
>intensificou. Por exemplo: o Ex-Steffi em Karlsruhe e o OBW9 em Stuttgart
>foram expulsos. Não há mais espaços para a cultura autogerida na maior
>parte das cidades. Em Freiburg a estratégia dos policiais mudou também. A
>presença policial nas manifestações aumentou, a vigilância dos espaços
>públicos é mais forte. A expulsão do acampamento DIY (Faça Você Mesmo)
>tanto quanto os ataques ao Reclaim The Streets em julho do ano passado são,
>assim como as ações da polícia contra os personagens considerados
>?indesejáveis? no centro da cidade, sinais de uma nova estratégia
>repressiva. As numerosas expulsões de Wagenburgs e ocupações são uma outra
>ilustração desta política. Após uma longa luta, nós conseguimos um novo
>espaço para os ?Schattenparker".
>
> Após as numerosas expulsões dos últimos meses, os ?keupons?,
>?Strassenpunx" estão novamente sem domicílio. Freiburg gosta de se
>apresentar como um paraíso alternativo de ecologistas, que não tem mais
>grana por causa das ?oferendas? nos últimos anos. Como não se pode viver de
>seus próprios meios, é necessário economizar os recursos, a grana. E onde
>se os angaria? Se faz isso em detrimento das entidades sociais e culturais.
>A existência de um bom número de projetos está assim ameaçada.
>
> A cidade responde mal à demanda por habitação. Paralelamente ao aumento
>do custo das habitações, as moradias de preço razoável são destruídas. Um
>referendum local conseguiu impedir a privatização da Stadtbau (Sociedade
>Pública HLM), mas o aumento de 20% dos ?lovers? em Weingarten-Ouest mostra
>que uma sociedade capitalista, mesmo sob o disfarce de social, não funciona
>jamais, a não ser em função dos seus interesses econômicos. Freiburg
>tornou-se uma cidade para aqueles que tem grana para pagar uma casa
>familiar abastecida com energias renováveis, universidades elitizadas e um
>bom clima. Para pessoas que querem outra coisa, não há nem lugar nem
>dinheiro.
>
> Nós queremos e temos necessidades de outras coisas. Pensamos que isso
>não pode continuar desta forma. Queremos viver em autogestão, construir uma
>sociedade solidária e pacífica, longe das lógicas da exploração capitalista
>e de competição entre pólos urbanos. Com a expulsão do centro da juventude,
>Ungdomshuset, em Copenhague, na Dinamarca, um tal projeto é novamente
>cassado. A solidariedade pela existência e finalmente por um novo
>Ungdomshuset é sem fronteiras e mostrou que a luta por espaços autônomos
>está longe de acabar!
>
> Fotos da "Love or Hate Parade":
>
> http://fudder.de/artikel/2007/05/01/foto-galerie-love-or-hate-parade/
>ou
>
> http://www.de.indymedia.org/2007/05/175102.shtml
>
> Tradução: Alysson Bruno
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